
O principal pano de fundo turístico no Brasil é a natureza. Os diferentes biomas que compõem o território como a Amazônia, Cerrado, o Pantanal e os Pampas são as principais atrações de muitos destinos de viagem. Por trás destes locais, muitas vezes, há o trabalho de organizações que estão na linha de frente da proteção ambiental no Brasil e algumas atuam, também, no setor de turismo de conservação com conscientização e educação ambiental.
Às vésperas do Dia da Terra, celebrado na próxima quarta-feira (22), o iG reuniu em uma lista as 10 principais iniciativas de preservação da fauna, da flora e de desenvolvimento socioeconômico de comunidades locais indicadas pela PlanetaExo, plataforma especializada em ecoturismo e viagens responsáveis. Essas iniciativas realizam um trabalho de conscientização, ao mesmo tempo que oferecem roteiros turísticos.
10 Iniciativas de Conservação Essenciais no Brasil
Projeto Onçafari - Mato Grosso do Sul
Pioneiro na conservação da biodiversidade, o Onçafari tem objetivo de aumentar a conscientização sobre as onças-pintadas, lobos-guarás e outros e promove o ecoturismo como uma alternativa sustentável de geração de renda. No Pantanal, o Onçafari realiza pesquisas, educação ambiental e a reintrodução de animais na natureza.

O Refúgio Caiman, no Mato Grosso do Sul, é um local de avistamento de onças da instituição que permite visitação. Segundo a instituição, em 15 anos, já foram mais de 3.400 avistamento de onças. O encontro com os animais permite que os visitantes aprendam mais sobre as diferentes espécies de animais que convivem no mesmo ecossistema. Para agendar uma visita, a instituição pede que o visitante entre em contato por e-mail: [email protected].
Como a instituição também não tem fins lucrativos, eles prestam serviço turístico como forma de custear as pesquisas realizadas no Pantanal. Mas, para aqueles que desejam doar, também podem entrar em contato pelas redes sociais da instituição.
Projeto Tamar
Reconhecido internacionalmente na proteção das tartarugas marinhas, o Projeto Tamar atua há décadas em áreas costeiras do Brasil. As principais bases da instituição são em locais como Mata de São João, na Bahia; Ubatuba, em São Paulo; Fernando de Noronha, em Pernambuco; Aracaju, Sergipe; Florianópolis, em Santa Catarina; Vitória, no Espírito Santo; e Arembepe, também na Bahia.

As unidades combinam pesquisa científica, monitoramento de praias e inclusão social de comunidades do litoral brasileiro. A maioria das unidades do projeto permite visitação. Então, em uma viagem com crianças ou em grupos, é um trabalho interessante para conhecer. Além disso, os valores arrecadados no ingresso e venda de produtos é revertido para custear as ações do projeto.
Ao todo são mais de 20 bases ao longo da costa que monitoram cerca de 1000 quilômetros de praias. Então, antes de visitar o local, é indicado verificar no site a disponibilidade e horários de funcionamento.
Fundação Amazônia Sustentável – Programa Pensa (Amazonas)
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) combate a vulnerabilidade social na Amazônia através do Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis (Pensa). O foco é o turismo de base comunitária em Unidades de Conservação, com passeios e experiências que transformando a floresta em pé em uma fonte de renda para comunidades ribeirinhas.

A melhor forma de conhecer o projeto é priorizar os roteiros de turismo comunitário na Amazônia operados por moradores de comunidades parceiras da Fundação. Além disso, consumir os produtos oferecidos pela instituição também é uma forma de apoio, assim como as doações para projetos de educação e saúde na floresta.
Projeto Baleia Jubarte
Trabalhando nos principais berçários da espécie no Atlântico Sul, esta iniciativa mescla ciência e fomento ao turismo de observação de baleias sustentável, gerando renda local sem prejudicar o ciclo de vida dos animais.
O projeto sem fins lucrativos foi criado em 1996 pelo Instituto Baleia Jubarte e, além de pesquisas na área, tem centros visitação e ilhas interpretativas. Mais de 100 mil visitantes já passaram pelos espaços localizados em I tacaré e Caravelas, na Bahia, Vitória no Espírito Santo e Ilhabela, em São Paulo.

Um dos destaques entre os espaços está o espaço na praia do Forte com 3.500 m² em um enorme jardim com plantas nativas, com réplicas em tamanho natural de baleias jubarte, painéis com imagens, esqueleto de um cetáceo adulto e um auditório para 70 pessoas onde passa uma projeção contínua de vídeos. O espaço também tem réplicas, espaço kid, monitores e serviços para os visitantes.
Instituto Arara Azul - Mato Grosso do Sul e Mato Grosso
O projeto é exemplo de sucesso em que a ciência salvou uma espécie da extinção no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A instituição realiza o monitoramento de ninhos naturais e artificiais, com o objetivo de fazer com que a população de araras-azuis cresça significativamente no bioma pantaneiro.

A instituição já realizou a marcação de mais de mil filhotes de araras azuis, com mais de 400 ninhos de araras Canindé cadastrados e mais de 1 200 marcações de filhotes. A instituição também realiza ações de educação ambiental nas escolas e para visitantes.
A melhore forma de ajudar e visitar o local de preservação ou adotar simbolicamente um filhote de arara, além de comprar produtos oficiais do Instituto. Para realizar uma visita, é necessário entrar em contato pelas redes sociais ou através do site da instituição.
Projeto Golfinho Rotador
Sediado em Fernando de Noronha, em Pernambuco, o projeto atua há mais de 30 anos na pesquisa e proteção dos golfinhos-rotadores. É fundamental para garantir que o turismo na ilha ocorra sem interferir no comportamento natural e no descanso desses cetáceos. Os profissionais do projeto oferecem trabalhos educativos para moradores e visitantes.

O Projeto Golfinho Rotador também promove a melhoria nos serviços turísticos por meio de assessoria em gestão sustentável. Eles também divulgam Fernando de Noronha como destino sustentável de ecoturismo no Brasil e no exterior, além de terem um Centro de Visitantes.
Ibiti Projeto
A iniciativa é focada na regeneração da Mata Atlântica e no turismo regenerativo em Ibitipoca, Minas Gerais. O projeto refloresta áreas degradadas e protege a fauna nativa — com destaque para o macaco da espécie muriqui-do-norte — em total harmonia com as vilas da região de Ibitipoca. São, ao todo, 6 mil e=hectares de área de mata em processo de recuperação da fauna e flora.

Ao mesmo tempo em que atuam na regeneração da Mata Atlântica, o projeto também tem hospedagens que oferecem passeios e experiências, além de empregarem moradores locais. Para conhecer o projeto, basta entrar em contato através do site.
Instituto Pró-Carnívoros
O Programa Lobos da Canastra atua na proteção do lobo-guará, na região da Serra da Canastra, na parte de Minas Gerais, monitorando os animais e trabalhando com produtores rurais para mitigar conflitos e promover a coexistência pacífica no Cerrado. Os pesquisadores atuam na RPPN Santuário do Caraça, localizado entre os municípios de Castas Altas e Santa Bárbara, região sul de minas.

O Santuário tem um hotel. Uma das ações é conhecida como "hora do lobo", momento em que os turistas têm a oportunidade de visualizar os lobos de perto. As equipes do local fizeram um trabalho de habituação com os animais e eles conseguem chegar perto das pessoas sem atacá-las. No santuário, os visitantes também realizam passeios de observação da fauna silvestre.
Associação de Artesãos de Mateiros
Esta associação atua como guardiã do Cerrado no Jalapão, Tocantins. É um dos maiores exemplos de conservação pelo uso sustentável da terra. A colheita do capim durado é feita sob normas rígidas que respeitam o ciclo de sementeio da planta, garantindo a regeneração do ecossistema e a renda das comunidades quilombolas.

Eles também tem como produto o buriti, de onde tiram a raspa, o óleo e a cera, a mamona e comercializam a cachaça de um parceiro externo da comunidade. A Cerratinga fabrica produtos a partir dessas matérias primas. Através desse trabalho artesanal é que várias famílias associadas conseguem tirar o sustento.
Instituto Tamanduá
Atuando nos Lençóis Maranhenses (MA), o projeto, "Na Rota do TamanduAÍ" estuda e protege a menor espécie de tamanduá do mundo. A iniciativa capacita as comunidades locais para o ecoturismo sustentável como alternativa à vulnerabilidade social de pessoas LGBTQIA+ e à degradação ambiental.

Para agendar uma visita o interessado deve acessar o site do Instituto Tamanduá e entrar em contato fornecendo os dados. Uma boa forma de ajudar o projeto é escolhendo os guias e roteiros de base comunitária nos Lençóis Maranhenses e apoie as campanhas de educação ambiental do Instituto Tamanduá, além de visitar o espaço de preservação da espécie tamanduaí.