
O Vale do Pati (BA) é um dos trekkins mais emocionantes e procurados por viajantes do Brasil e do mundo. Quem ainda não fez esta caminhada, provavelmente, tem esse destino na lista de desejos. Localizado no Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, a experiência propõe uma imersão na natureza.
Os roteiros
O percurso pode ser feito sozinho, mas o mais seguro é ir com guias especializados. Eles podem ser contratados na região ou através de pacotes de viagens. Geralmente, o percurso pelo Vale do Pati (BA) tem duração de 3 a 6 dias, mas pode variar de acordo com o que foi combinado.
A região do Pati não tem estradas, então, a única forma de chegar ao vale é andando. São cerca de 15 km a 25 km de caminhada por dia, sempre em um terreno desnivelado, descendo e subindo ladeiras.
Ao chegar em Lençóis (BA), os turistas são hospedados por moradores. Há uma comunidade pequena próxima ao parque. É na casa dos moradores locais que os turistas comem, fazem as refeições e dormem. O transporte na região é feito apenas por animais que, geralmente, carregam as cargas.

Pontos mais visitados
Os locais mais visitados são o Mirante do Pai Inácio e a Rampa do Pati, essas regiões podem ser exploradas em apenas um dia, fazendo o famoso bate e volta, mas o e percurso fica bem cansativo. Além desses tem as Gerais do Vieira, as Gerais do Rio preto, o Cachoeirão, o Morro do Castelo e a Cachoeira do Funil.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um visitante aproveitando a vista no Morro do Castelo, um dos mirantes mais visitados do Vale do Pati (BA). A trilha para este mirante tem uma subida íngreme, de aproximadamente 2 km. Após passar por uma gruta, há dois mirantes de pedra com um visual incrível.
No entanto, a proximidade com a qual o visitante se aproxima da beira do abismo pode assustar. Para quem nunca viveu esta experiência, o ICMBio recomenda algumas dicas para aproveitar o momento em segurança.
6 dicas de segurança - ICMBio
Não corra riscos desnecessários
Resgates em áreas naturais são muito complexos, caros e demorados. As trilhas do Parque Nacional da Chapada Diamantina possuem condições rústicas e sem sinalização. Então, é necessário cuidar de si.
Planeje seu passeio
Ao escolher um passeio, busque informações sobre as características do local, como distância da caminhada, se terá água potáve l, o que será necessário carregar e o grau de esforço físico exigido para ter uma noção se vai conseguir completar o caminho.
Nuca vá sozinho
O Parque não tem sinal de celular. Nesses casos, o recomendado pelo ICAMBio é avisar ao local de hospedagem qual passeio será feito naquele dia. Como medida de segurança, é bom avisar a algum familiar ou amigo sobre o local e em caso de acidente. A companhia de alguém garante que, em caso de socorro, alguém poderá ajudar.
Não salte nos poços
As águas da Chapada Diamantina são escuras ecom pouca visualização do fundo. Mesmo que alguém “conheça”, as chuvas alteram o leito dos rios e pode oferecer algum risco.
Sempre use tênis
Proteger os pés é essencial em um ambiente como este. Durante as trilhas longas e irregulares, use botas ou tênis de cano alto para evitar torções e picadas de animais.
Contrate um guia especializado da região
Os guias são essenciais em trilhas pouco marcadas, longas e com terreno muito acidentado. Nos caminhos de maior dificuldade, a presença de alguém que já conhece a região fará a diferença. É esta pessoa que vai prestar os primeiros socorros e chamar um resgate se for necessário. Mas, não esqueça de pedir recomendações.
Como chegar
O Parque Nacional da Chapada Diamantina pode ser acessado pelos municípios de Andaraí, Ibicoara, Itaetê, Lençóis, Mucugê e Palmeiras; todos na Bahia. Segundo o ICMBio, existem 38 trilhas de entrada para o Parque. A sede administrativa fica na cidade de Palmeiras (BA). A entrada é gratuita pois não há estruturas de apoio a visitação como guaritas ou centro de visitantes que faça esse serviço.
É necessário voar até o Aeroporto Coronel Horácio de Matos, na cidade de Lençois e pegar a Rodovia Milton Santos, BR242, que corta os estados da Bahia, Tocantins e Mato Grosso. Este caminho é a principal via de acesso ao Parque.
Em Lençóis também existem linhas de ônibus regulares que dão acesso a pontos específicos em Lençóis (BA). Segundo o site do ICMBio, o transporte intermunicipal na região é precário, então, surgiram serviços alternativos como vans particulares.
Ao planejar uma viagem para a região, o mais seguro é escolher os pontos de visitação dentro do parque e planejar a logística a partir desses locais.






