O Parque da cidade conta com lagos artificiais que são ponto de encontro para conversas, pôr do sol, comemorações e lazer.
Mariza Sabino
O Parque da cidade conta com lagos artificiais que são ponto de encontro para conversas, pôr do sol, comemorações e lazer.

Em meio aos monumentos de mármore e concreto do poder político e arquitetura  que transborda a sua identidade, Brasília desponta em uma faceta mais vibrante e que pulsa em toda sua extenção: sua alma verde.

Projetada para ser uma cidade-parque, a capital federal oferece à população uma integração rara entre o urbanismo moderno,  topografia plana e preservação do Cerrado em meio a gigantes de concreto, cortados por veias asfálticas. Assim, Brasília se consolidou ao longo dos seus 66 anos em berço e destino que vai muito além do turismo cívico.

A principal artéria do coração da "cidade-avião" é o Parque da Cidade Sarah Kubitschek. O primeiro parque de Brasília tem extensão de 420 hectares - 4,2 milhões de metros quadrados - e bate a marca de um dos maiores parques urbanos do mundo e o maior da América Latina. Localizado no centro de Brasília, contorna a "asa sul" do plano arquitetônico da capital. 

Parque planejado: Parque da Cidade

O Parque da Cidade é o ponto de encontro democrático de moradores e visitantes.

O traçado único de Oscar Niemeyer e o paisagismo de Burle Marx se unem em um espaço acessível, visualmente limpo e com ponto de lazer, descanso e prática de esportes espalhados pelos quatro cantos do Parque. 

Entre bicicletas, patins, patinetes, crianças correndo e brincando livremente,  carrinhos de bebê, cangas estendidas pelos gramados e esportistas de final de semana ou não se misturam em meio o encontro harmônico de natureza e a agitação da cidade grande. 

Seu funcionamento é 24 horas e em todos os dias da semana.

Ponto tradicional do Parque da Cidade para ver o pôr do sol. Foto: Mariza Sabino
Cantinho lúdico no Parque da Cidade, o Castelinho é tradicional e ponto de encontro das crianças.. Foto: Mariza Sabino
O Parque da Cidade conta com extensa pista de corrida, caminha e ciclismo.. Foto: Mariza Sabino
O Parque da cidade conta com lagos artificiais que são ponto de encontro para conversas, pôr do sol, comemorações e lazer.. Foto: Mariza Sabino
Um dos espelhos d'água do Parque mais visitado de Brasília. Foto: Mariza Sabino
O Parque da cidade conta com lagos artificiais que são ponto de encontro para conversas, pôr do sol, comemorações e lazer.. Foto: Mariza Sabino
O foguetinho é localizado no Parque Ana Lídia faz parte da memória afetiva de muitas gerações brasilienses e visitantes.. Foto: Mariza Sabino

Ele é o parque mais central, localizado no coração de Brasília, ao lado da via do Eixo Monumental que dá acesso à Esplanada dos Ministérios. E mais, é considerado o maior parque da América Latina por sua extensão territorial e planejamento urbano. 

O Parque da cidade contou até meados dos anos de 1990 com a piscina de ondas que está desativada. Porém, novo projeto prevê a ativação dessa atividade ainda em 2026, proporcionando também, o lazer aquático no local. 

Parque Olhos d'água

Mais ao norte do centro de Brasília - no final da Asa Norte - o Parque Olhos d'água oferece uma imersão verde em meio ao asfalto, residências e comércio que o cerca.

Um parque "íntimo" que concentra menor movimento e esportes de massa e é direcionado à contemplação e verdadeira pausa no relógio. 

O Parque Olhos D'água conta com pista de caminhada e corrida em toda sua extensão, além das trilhas adjacentes. Foto: Mariza Sabino
O bosque do sol fica praticamente no centro do Parque Olhos D'água e conta com bancos para em meio a sombra das árvores e frestas da luz solar. Foto: Mariza Sabino
O Parque Olhos D'água é localizado no meio da área urbana residencial de Brasília, localizado no final da Asa Norte.. Foto: Mariza Sabino
A opção do Parque Olhos Dágua é diversificada: caminhada, corrida ou simplesmente sentar e relaxar.. Foto: Mariza Sabino
No Parque Olhos D'água tem espaço de diversão exclusivo para as crianças. Foto: Mariza Sabino
Ponto de caminhada e corrida sob o principal cartão postal do Parque Olhos D'água. Foto: Mariza Sabino
A opção do Parque Olhos Dágua é diversificada: caminhada, corrida ou simplesmente sentar e relaxar.. Foto: Mariza Sabino

O local é um refúgio imediato de silêncio e biodiversidade em meio a cidade. Por toda sua extensão as trilhas e pistas de caminhada ou corrida são sombreadas e o "ar verde" toma conta.

No meio do parque tem o famoso "lago do sapo", um "olho d'água" que firma o convite para desconectar da rotina.

O local conta com estrutura para todas as idades: parquinho, estação pública de atividade física, tendas de massagem terapêutica, pistas de caminhada e corrida - neste parque não é permitido bicicletas ou qualquer item com rodas, e trilhas em meio a mata. 

Ele é aberto de 5h30 às 20h, todos os dias da semana. 

Parque Nacional de Brasília

Carinhosamente chamado de Água Mineral, é o destino certo dos moradores de Brasília e de turistas. Ele está na memória afetiva de grande parte da população e é ponto de encontro completo: lazer, descanso, diversão e banho da natureza nas piscinas de pedra e águas correntes.

A "mineral" é abastecida por nascentes preservadas da Floresta Nacional (Flona), no coração do Planalto Central.

A principal atração, desde a sua inauguração em 1961 - quando Brasília engatinhava - é o banho nas grandes piscinas naturais, mas o parque conta ainda com trilhas que permitem ao morador ou turista a imergir em meio a flora e fauna do Cerrado.

O Parque Nacional de Brasília tem duas grandes piscinas e disponibilizadas em ambientes de diferentes. Todas elas são abastecidas com água de nascentes e corrente.. Foto: Divulgação/GDF
Desde 1961 o Parque Nacional de Brasília ou "Água Mineral" é ponto principal de lazer na capital federal. Foto: Divulgação/GDF
As piscinas da "Água Mineral" como é conhecido o Parque Nacional de Brasília, são as principais atrações. Foto: Divulgação/GDF
Parque Nacional de Brasília, no Distrito Federal . Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / Reprodução

O Parque da Água Mineral funciona diariamente de 6h às 16h e tem taxa de entrada de aproximadamente R$ 20. Crianças de até 12 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam. 

Parque Ecológico Dom Bosco

É o local mais emblemático de Brasília e com uma proposta própria de "parque". O Parque Ecológico Dom Bosco fica as margens do Lago Paranoá, conhecido como o segundo "mar" Brasília, perdendo pódio para o céu, como dizia Lúcio Costa. 

No Parque da Ermida Dom Bosco é possível chegar no lago Paranoá. O local é principal ponto de encontro para uma pausa e ainda, admirar o pôr do sol.. Foto: Mariza Sabino
Natureza se revela em meio ao urbanismo; os visitantes e população tem oportunidade ver Capivaras pelo Parque. Foto: Mariza Sabino
Capelinha do Parque da Ermida Dom Bosco tem vista panorâmica para o lago e pontos do parque. Foto: Mariza Sabino
O Parque da Ermida Dom Bosco é ponto de chegada principal e conta com vista ampla do local. Foto: Mariza Sabino
O Parque da Ermida Dom Bosco conta com pistas de caminhada, corrida e ciclismo com vista para o lago Paranoá. Foto: Mariza Sabino

A Ermida e sua capela modernista idealizada por Oscar Niemayer foi inaugurada em 1957 e antecipou a fundação da capital federal. O local carrega a mística do sonho do santo - padre João Belchior Bosco - que previu a construção de Brasília. 

A vista do parque é privilegiada tanto do espelho d'água quanto do Plano Piloto (centro urbano). O local é principal centro de encontro de skatistas, ciclistas e famílias que buscam o pôr do sol mais famoso da capital federal. 

Parque Jardim Botânico

Um parque com uma identidade própria que "abraça" quem chega. Sua principal característica é a experiência sensorial, diferente dos parques tradicionais.

Além do contato com o verde, o local é uma estação ecológica que mantém a vegetação do Cerrado viva.

Ele é rodeado por jardins que contrasta com espaços de recreação - parquinho e árvores -, piqueniques sob o telhado das copas das árvores nativas criam um ambiente acolhedor.

Aos amantes de plantas e fãs de orquídeas, lá é possível visitar um espaço dedicado a elas. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA-DF), cerca de três mil exemplares são abrigados no local que é situado numa casa no final do parque.

O Parque do Jardim Botânico dispõe de trilhas para caminhada ou ciclismo em meio a mata local, mirante, biblioteca do Cerrado, restaurante e quisques de alimentos e produtos.

O Parque conta com vários espaços verdes e é um dos queridinhos de Brasília. Foto: Mariza Sabino
O Parque do Jardim Botânico oferece espaço amplo e é ponto de encontro de público diverso, inclusive passeios estudantis. Foto: Mariza Sabino
Dentro do Jardim Botânico tem um Orquidário que concentra diversas espécies e ainda uma fonte de água. Foto: Mariza Sabino
O Parque do Jardim Botânico conta com diversos pontos relaxantes. Foto: Mariza Sabino
Área da central do visitante do Parque do Jardim Botânico. Foto: Mariza Sabino

Para entrar é cobrada taxa de R$ 5 por pessoa, com entrada gratuita aos domingos e feriados.

Ele está localizado no Lago Sul, em Brasília, e é aberto de 9h às 17h, de terça a domingo. Idosos a partir de 60 anos e crianças com até 12 anos ou pessoas com deficiência (PCD) não pagam.

O "quadradinho" e suas dezenas de parques

Algumas cidades satélites da capital federal são consideradas "cidades-parques", dentre eles em destaque:

  • Plano Piloto (centro): Parque da Cidade, Olhos d'Água, Parque Burle Marx.
  • Guará (cidade satélite): Parque Ecológico Ezechias Heringer.
  • Taguatinga (cidade satélite): Taguaparque e Parque Saburo Onoyama.
  • Águas Claras (cidade satélite): Parque Ecológico de Águas Claras.
  • Sobradinho: (cidade satélite): Parque dos Jequitibás.
  • Lago Sul (cidade satélite): Peninsula Sul e Parque Asa Delta.

  • Em Brasília e nas cidades satélites - "bairros" em volta do centro - há cerca de 82 parque no total. Destes, 73 áreas verdes de preservação estão consolidadas para lazer e 19 são urbanos.

Brasília é uma cidade feita para ser vivida ao ar livre e convida para integrar cenários vibrantes que moldam o cotidiano de quem vive ou visita a capital.


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