Cercada pelas águas do rio Negro, a cidade amazônica atrai turistas em busca de aventura na floresta

O dia na pequena cidade de Iranduba (AM), localizada a 80 quilômetros de Manaus, divide-se entre “coisas para fazer enquanto ainda está claro”, – como cultivar a horta ou fazer artesanato – e “atividades noturnas” – como caçar jacaré.

Observação de jacarés é um dos momentos mais excitantes da expedição amazônica
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Observação de jacarés é um dos momentos mais excitantes da expedição amazônica
Dentro da cidade, a Vila São Tomé, fundada há pouco mais de duas décadas, é de onde se sente a floresta mais de perto. No local, a pousada Jacaré recebe turistas dispostos a experimentar, por alguns dias, a vida sem luz elétrica, cercados pelas águas do rio Negro, pelos jacarés, piranhas e pela floresta amazônica.

Localizada a cerca de três horas de barco a partir do porto de Manaus, a vila é extremamente rústica. Para chegar à pousada, o visitante salta do barco e caminha sobre a lama do rio por um caminho estreito feito com tábuas instaladas pelos próprios moradores.

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Em Iranduba, turistas apreciam as belezas da fauna e flora locais
Numa expedição de cinco dias pela vila e seus arredores, o primeiro passeio pode começar logo depois que as malas são deixadas num dos quartos simples feitos de madeira, com teto de palha. Uma caminhada de três horas mata adentro mostra quão abundante a região é em termos de fauna e flora.

A floresta da Vila São Tomé é um igapó, uma mata inundada que passa seis meses submersa e seis meses seca, seguindo a alta e a baixa do rio Negro. Em novembro tem início a cheia do rio e o que em tempos de seca eram caminhos de terra tornam-se igarapés, riachos estreitos que se ramificam pelo meio da floresta e podem ser navegados em canoa.

Noite com jacarés e nado com botos

De noite, os visitantes da Vila São Tomé costumam partir para um dos momentos mais excitantes da expedição amazônica. É no escuro que o guia sai com turistas em uma canoa para a observação de jacarés. Com uma lanterna, ele busca, à margem dos rios, os olhos vermelhos dos bichos – a luz direta nos olhos paralisa o animal. Aos poucos, e em silêncio, a canoa se aproxima. O guia então se debruça na ponta da embarcação e arma o bote com a mão – sem luvas ou qualquer proteção - diretamente no pescoço do jacaré, imobiliza-o e leva-o para dentro da canoa para ser apreciado.

Assim como a observação do jacaré, nadar com o boto (ou tucuxi, nomes regionais para golfinho) é uma das experiências mais diferentes da vida à beira do rio Negro. São os próprios moradores das vilas – que vivem, em geral, em casas flutuantes – que “domesticam” os botos e fazem deles atrações turísticas.

SERVIÇO

Onde ficar:
Pousada Jacaré
Vila São Tomé - Iranduba (AM)
Tel.: (92) 9231-4521

Quando ir: na época de cheia dos rios, de novembro a junho

O que levar: repelente, tênis, calça comprida, chapéu, água mineral, lanterna, remédios de uso pessoal e um antialérgico (para picadas de mosquitos)

O que evitar: andar na mata fechada de bermuda e chinelo (galhos com espinhos, cobras e escorpiões são perigos reais e devem ser levados a sério, mas sem exagero)

Quem leva: a partir Manaus, quem leva é a Amazing Tours
Tel.: (92) 8165-1118 ou (92) 9186-7133

Quanto: cerca de R$ 150 por dia, por pessoa, dependendo do tamanho do grupo. O encontro com o boto paga-se à parte, R$ 50

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