Antes de comprar seu pacote para uma viagem em alto mar, descubra tudo o que você precisa para evitar surpresas

Tudo que você precisa saber antes de viajar de navio
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Tudo que você precisa saber antes de viajar de navio
Quem embarca em um cruzeiro?

De acordo com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), a faixa etária entre 41 e 50 anos lidera a demanda de viagens marítimas. Mas quem pensa que cruzeiro é “programa de velho” está muito enganado. “Da primeira vez que eu fui, imaginei que fosse ser algo mais requintado e rígido, mas fiquei surpresa com a atmosfera jovial e despojada do navio”, conta Lia D’Amico, de 23 anos, que já fez três cruzeiros nacionais.

“Existem muitas opções de cruzeiros no litoral brasileiro, onde é possível encontrar diferentes públicos a bordo”, explica Ricardo Amaral, diretor da Royal Caribbean. “No caso dos cruzeiros temáticos, uma tendência nacional, a programação diversificada atrai um tipo público específico com gostos e afinidades semelhantes.”

Quanto tempo de viagem é o ideal?

Com o aumento da oferta, é possível encontrar viagens com as mais variadas durações. Uma das novidades da última temporada foram os minicruzeiros, com apenas três noites a bordo. Essa é uma boa opção para quem não tem muito para gastar mas sempre sonhou com uma viagem de navio.

De acordo com viajantes e profissionais do setor, um cruzeiro de uma semana é o ideal para quem quer curtir o navio por inteiro. Lia, que já fez cruzeiros de 3 e 7 dias, acha que é o suficiente para aproveitar. “Tem uma hora que cansa ficar o tempo todo dentro do navio. Por mais coisas que tenha para fazer lá dentro, uma hora enjoa ficar no mesmo lugar, ir ao mesmo restaurante, freqüentar a mesma balada...”, justifica.

Prepare-se para surpresas e decepções

Na hora de embarcar em um cruzeiro, é importante se informar sobre o navio e a companhia que vai levá-lo. Uma boa dica é procurar pessoas que tenham feito cruzeiros semelhantes ao que você pretende fazer, de preferência no mesmo navio. Se não conhecer ninguém que possa ajudar, vale tentar encontrar alguém pelo Orkut ou em fóruns e blogs de viagens. Mais do que conhecer a estrutura dos navios, tente saber mais sobre coisas práticas, como a dinâmica das atividades e refeições, o atendimento da tripulação e as características das acomodações.

De qualquer forma, esteja preparado para imprevistos. “No cruzeiro que eu fiz, o momento mais esperado era o desembarque para aproveitar a noite de Punta Del Este. Quando chegamos na cidade, fomos informados que a marina não tinha autorizado nossa descida por causa do mau tempo", conta a estudante de Direito Beatriz Dias. "Só pudemos descer no dia seguinte e, mesmo assim, com atraso. Quando fechei a viagem não tinha ideia de que havia a possibilidade de não desembarcar na cidade”.

Outros imprevistos comuns envolvem os gastos no navio. “Os preços são um pouco caros, é preciso estar preparado para gastos com bebidas na piscina e na balada, porque quando você menos espera já gastou 50 dólares”, alerta a publicitária Lia D’Amico. “Já as compras são legais, porque os preços são baixos e existem muitos artigos importados, mas também não faz sentido ir em um cruzeiro só para comprar.”

Quem já viajou, lembra também que é preciso ter muita paciência nos momentos de embarque e desembarque. “É ruim quando as paradas são somente de meio dia nas cidades. Como são muitas pessoas para descer e os barcos que levam à praia são pequenos, acaba sobrando pouco tempo para conhecer o local”, diz Maria Giani de Sousa, 46 anos, que já fez dois cruzeiros pelo Brasil com a família. “Outra coisa ruim é na hora de pegar as malas na saída. Mesmo com a organização por cor que as empresas fazem, é um momento muito confuso”, completa.

Uma surpresa positiva para a maioria dos turistas são os enjoos. Ou melhor, a ausência deles. “O meu maior receio era enjoar e não aproveitar a viagem, mas tinha hora que eu até esquecia que estava em um navio”, conta Gabrielle Teco, de 25 anos, que fez um cruzeiro de 7 dias com a família.

Cada vez mais opções

Mesmo com todos os problemas e imprevistos, poucas são as pessoas que riscam esse tipo de viagem do caderninho. Pesquisas feitas pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) mostram que os turistas encaram os cruzeiros como a “realização de um sonho”, o que ajuda a explicar o crescimento médio anual de 33% do segmento. De acordo com profissionais do meio, é possível crescer ainda mais, já que a infraestrutura portuária do país não é das melhores. Com exceção de locais como Santos e Rio de Janeiro, deve haver construção de terminais maiores e investimento em melhorias que facilitem o acesso de navios de grande porte a mais cidades do nosso litoral.

Nesta temporada, a Abremar espera que o número de passageiros chegue a 1,5 milhão, contra os 900 mil de 2009/2010. O fato é que as companhias internacionais de cruzeiros, que já perceberam o potencial do mercado brasileiro, não querem mais perder tempo. E com a enorme oferta de viagens e de opções, quem ganha são os turistas.

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