Viagem ao Egito, liderada pela fundadora da Pervoy Turismo, Beatriz Oliveira
Renan Torres
Viagem ao Egito, liderada pela fundadora da Pervoy Turismo, Beatriz Oliveira

As pessoas viajam pelos mais diferentes motivos. Seja para trabalho ou a lazer, a organização de um bom itinerário é essencial para que a viagem seja aproveitada por completo. Há quem prefira procurar por lugares relaxantes, outros por aventuras ou aqueles que buscam uma imersão gastronômica, por exemplo.

Os interesses ditam o local escolhido para a viagem, mas há destinos e experiências que são muito específicos. E se uma pessoa tiver o interesse de conhecer um local focado em ufologia? Ou se um matemático ou arquiteto quiser um roteiro que dialogue com a profissão deles?

A Pervoy Turismo, agência especializada em itinerários personalizados para terapeutas, arquitetos, ufólogos, matemáticos e executivos, garante que tem as respostas para estas perguntas.

Dentre os destinos mais visados pela agência está o Egito , com cada itinerário elaborado para explorar os segredos e a grandiosidade histórica do país e enfoque nos interesses específicos de cada grupo, que podem variar entre modulação quântica, arquitetura ou negócios. 

A fundadora da agência, Beatriz Oliveira, esclarece que os roteiros são trabalhados “de perto com cada grupo para entender seus interesses específicos, e é isso que torna cada jornada única”.

A personalização vai além apenas da busca por interesses comuns entre os viajantes, sendo trabalhado inclusive preferências e necessidades de cada grupo.

“O nosso grupo sempre entra numa visita privativa na Grande Pirâmide, porque os corredores são estreitos e não é de fácil acesso. Tem gente que chega a passar mal quando faz essa visita no horário comercial, pois é uma turma entrando e outra saindo, com as pessoas se espremendo nesses corredores, além de ser quente. Então, mesmo quando um roteiro não tem um foco específico, eu busco colocar atrações diferenciadas para que os nossos clientes tenham sempre um melhor aproveitamento da viagem”, afirma Beatriz.

A executiva diz que todos os aspectos são personalizados para os grupos, sejam os passeios ou até mesmo a hotelaria. Ela explica ainda que quando cria o itinerário visa identificar os aspectos primordiais do grupo para melhor atendê-lo.

Em caso do foco do grupo ser o luxo , ela trabalha para encontrar uma hotelaria que atenda aos critérios dos viajantes, por exemplo. Entretanto, há casos em que o primordial são os passeios e o  hotel pode ser mais simples, mas sem deixar o conforto de lado, afirma a fundadora da empresa.

Outro ponto destacado pela empresária é o trabalho para conseguir entregar a viagem pronta, sem que os aventureiros se submetam a “perrengues”, como imigração e busca por guias falantes de português.

Montagem do roteiro

A administração de um grupo para uma viagem demanda muitas informações. Mesmo que seja uma viagem mais personalizada, há atividades em grupo que devem agradar a maior parte dos viajantes.

Beatriz afirma que uma série de questões são levadas em consideração, desde passeios que podem ser oferecidos até alimentação específica para os viajantes.

“Eu não posso me aventurar a colocar atrações muito radicais. Por exemplo, nessa última viagem ao Egito, eu passei uma noite no deserto. Eu dormi em um colchonete. Esse é o tipo de experiência que não dá para oferecer para um grupo muito grande. A não ser que seja um grupo de 10 ou 12 pessoas, e que estejam todos com a mesma proposta”, diz.

Para que consiga traçar um perfil das pessoas que estarão viajando, Beatriz afirma que são coletados dados pessoais como idade e restrições diversas, além de interesses em comum.

“As atrações que a gente coloca no roteiro são direcionadas para esse público. Não adianta, por exemplo, eu levar o meu grupo de terapeutas para ver as medidas de cortes no Egito, que parecem cortes a laser, ao lado da pirâmide. Mas esse passeio é essencial para o grupo de matemática, que se não tiver no roteiro, o cara vai embora muito bravo do Egito.”

Mergulho nos passeios específicos

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Beatriz lista quais são os principais destinos turísticos de acordo com cada grupo de profissionais viajantes. 

  • Terapeutas: o foco são lugares que reflitam sobre a civilização humana, com a possibilidade de se conectar com energias ancestrais. “Eles gostam muito de locais como Machu Picchu  (Peru), por ser um destino muito inspirador. Nós fazemos experiências com os xamãs locais e é um destino muito especial. A Guatemala também tem sido um lugar que o pessoal tem escolhido muito por ser o berço da civilização maia.”

  • Arquitetos:  busca por edificações e esculturas que remontam a história humana. Os itinerários são mais voltados para uma “viagem no tempo” e descobertas de antigas civilizações que explicam como somos atualmente. “Nós trazemos a questão da ancestralidade das dinastias e como as coisas foram mudando, para então vir refazendo a história até o nosso dia a dia”, explica Beatriz. "Tudo isso de uma forma a não cansar os viajantes, sendo, acima de tudo, uma viagem para relaxamento e imersão cultural."

  • Ufólogos: a viagem é mais focada em destinos que tenham tido alguma suspeita de aparição de objetos voadores não-identificados (OVNIs). Alguns lugares acabam sendo os preferidos, como o Museu do Cairo (Egito), onde há peças sem explicações; o Templo de Hatshepsut — única construção egípcia com três andares —; e até destinos como a Turquia, "que acaba sendo explorado por esse lado mais extraordinário".

  • Matemáticos: a preocupação mais latente neste grupo está focada nas possibilidades matemáticas dos locais visitados. Seja no berço de grandes teóricos ou nos ambientes de exploração do universo, as viagens voltadas para esse grupo tem uma base teórica muito forte. Locais como Egito,  GréciaPeru se destacam pelas suas arquiteturas milimetricamente calculadas em épocas onde a matemática ainda estava nascendo.

  • “Nós [não especialistas em matemática] não damos a devida atenção ao posicionamento das pedras e a forma como tudo aquilo foi assentado. Isso é uma perfeição para os matemáticos. Imagina construir um templo em que as pedras são posicionadas uma em cima da outra com cimento, mas que a distância entre as pedras e o cimento é mais fina que um papel?”

  • Executivos: os passeios para este grupo tentam mesclar ensino e relaxamento. “Nós temos bastante experiência nessa área. Por exemplo, uma equipe de executivos precisa fazer um curso em determinada universidade. A gente consegue colocar uma extensão e levar essa experiência para o passageiro também. Seja no momento que ele vai ter livre, seja um jantar com alguma experiência, seja um jogo de basquete ou mesmo uma experiência que seja ancestral, como uma meditação para relaxar das pressões do dia.”

Beatriz finaliza afirmando que o serviço se trata de uma experiência que talvez as pessoas nunca teriam na vida.

“O maior diferencial são as experiências que a gente coloca no pacote, porque quando a gente vai alugar uma pirâmide para fazer uma meditação, por exemplo, a gente faz esse aluguel junto ao Ministério de Antiguidades do país. Não é barato. Se for por conta, muitas vezes, eu não vou conseguir fazer, porque o custo é muito alto. Então, fazemos um roteiro diferenciado para o grupo.”

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