O casal Samara Felippo e Elídio Sanna, e a modelo Alessandra Ambrosio já estiveram na capital federal
Reprodução/Instagram e Reprodução/Twitter
O casal Samara Felippo e Elídio Sanna, e a modelo Alessandra Ambrosio já estiveram na capital federal

Brasília, a capital federal, é o primeiro conjunto urbano do século 20 reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco). O título foi dado no ano de 1987, quando a cidade era um jovem município de 27 anos.

cantora Beyoncé com macacão azul, de braços aberto, em show em Brasília
Reprodução/Instagram 10.08.2023

Cantora Beyoncé performa embaixo de chuva na capital federal, Brasília, em 2013

Centro das principais tomadas de decisões políticas nacionais, Brasília é um destino que o visitante vai encontrar muito mais do parlamentares e reivindicações populações.

Arquitetura única, diversidade cultural, restaurantes para os mais variados gostos, reservas florestais com belas cachoeiras, além de muitos outros atrativos, estão à disposição daqueles que se aventuram pelas terras do  Distrito Federal.

A capital é visitada por pessoas de todo o Brasil e alguns famosos já tiveram a oportunidade de conhecer o destino de perto, como o casal Samara Felippo e Elídio Sanna, a modelo Alessandra Ambrosio, e o ator Rainer Cadete, por exemplo.

A superstar norte-americana Beyoncé  também já esteve na cidade e realizou um show no Estádio Nacional de Brasília, embaixo de chuva, em 2013, ano em que também cantou no Rock in Rio e se hospedou em Trancoso .

Na cidade baiana, a rainha tornou uma sorveteria famosa. Fomos até lá e contamos esta história aqui no iG TurismoConfira nesta reportagem.

O que fazer em Brasília?

Antes de saber o que há de bom para se fazer em Brasília é necessário compreender como a cidade está organizada. A região planeada é formada por duas linhas em formato de cruz, conhecida como Plano Piloto.

O projeto urbanístico foi assinado por Lucio Costa e o arquitetônico por Oscar Niemeyer. Brasília veio à luz em 1960, pelas mãos do então presidente nacional Juscelino Kubitschek. Construída em apenas 1 mil dias para se tornar a nova capital brasileira, título que na época era atribuído ao Rio de Janeiro , o novo centro político do Brasil surpreendeu pelo modernismo de sua arquitetura

Para quem tem o interesse de conhecer os prédios do poder, a pedida é começar pelo Palácio da Alvorada, inaugurado dois anos antes da inauguração oficial da cidade. O prédio é a residência oficial do presidente do país em exercício e conseguir um tour pelas instalações não é tarefa fácil, porque é o mais concorrido da cidade.

Projetada por Oscar Niemeyer, a estrutura traz a sensação de parecer flutuar sobre as finas pontas das pilastras de concreto. Além da imponência do prédio, ainda há um imenso gramado sem grades, protegido por um espelho d’água. Contudo, a segurança por lá é altamente rígida e bem controlada.

Além de uma biblioteca com vasto catálogo, salas de reunião, uma pequena capela e a piscina, o interior do palácio conta ainda com obras importantes de artistas renomados como Alfredo Ceschiatti, Alfredo Volpi, Athos Bulcão, Tarsila do Amaral, entre outros. A mobília também é outro primor à parte.

Espelho d'água na frente do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República brasileira
[email protected] (Estadão Conteúdo)
Espelho d'água na frente do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República brasileira

Seguindo no roteiro dos palácios, e ainda com conexão ao presidente em exercício, o Palácio do Planalto é o próximo que merece a admiração. Este, também construído por Oscar Niemeyer, funciona como o escritório presidencial.

Domingo, para o turista que não se interessa pela movimentação de parlamentares e manifestações de cidadãos, é um dia tranquilo para conhecer o prédio, já que não há expediente e, por isso, ocorre um tour guiado pelas instalações. 

Mais um palácio importante de Brasília é do Itamaraty. O prédio da diplomacia brasileira, que abriga o Ministério das Relações Exteriores, chama a atenção, e se diferencia dos outros, pelos arcos que compõem a fachada principal da estrutura, o que dá o nome alternativo de "Palácio dos Arcos" para o prédio.

O projeto paisagístico é de Roberto Burle Marx, renomado artista plástico paulista, e a assinatura arquitetônica é do Niemeyer. O palácio foi inaugurado em 1970.

Escada helicoidal
Flickr/ Enilton Kirchhof

Escada helicoidal do Palácio do Itamaraty

Um fato curioso é que o Itamarty possui o maior hall sem colunas do mundo, com  2.800 mil m².

Outro destaque do prédio é a famosa escada helicoidal sem apoio, que encanta e amedronta ao mesmo tempo. 

Cada degrau possui cerca de 3 metros, e ela foi construída à base de concreto armado.

A estrutura do Itamaraty foi pensada com o propósito de apresentar o Brasil aos visitantes estrangeiros e, por isso, foi construída apenas com materiais nacionais.

Os salões abrigam obras apenas de artistas nascidos ou naturalizados brasileiros. Entre eles estão, Athos Bulcão, Alfredo Volpi, Bruno Giorgi, Frans Krajcberg, Franz Weissmann, Maria Martins, Mary Vieira, Iberê Camargo, Ione Saldanha, Rubem Valentim, Sérgio de Camargo e Tomie Ohtake.

Outro importante prédio que representa a força política nacional de Brasília é o do Congresso Nacional. A estrutura pode ser considerada, inclusive, a mais conhecida da capital federal. 

As duas torres de 28 andares - as mais altas da cidade - são as sedes do Poder Legislativo, sendo a cúpula côncava indicando o prédio do Senado, e a convexa o da Câmara dos Deputados.

Julho Amarelo: Congresso iluminado na campanha de luta contra as hepatites virais
Reprodução: Agência Câmara de Notícias
Julho Amarelo: Congresso iluminado na campanha de luta contra as hepatites virais

O Congresso junto do Palácio do Planalto e o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), formam a Praça dos Três Poderes - a mesma que foi palco dos  atos golpistas do 8 de janeiro.

Esculturas importantes como a obra "Os Dois Candangos", de Bruno Giorgi, que representa os trabalhadores que construíram a praça, ajudam a ambientar o espaço que têm uma amplitude acentuada, pela ausência de árvores e predominânica de concreto, marca registrada do espaço.

Na praça também consta o Museu Histórico de Brasília, cuja fachada é adornada por uma escultura do busto de JK. O pequeno museu tem a finalidade de contar a história da transferência da capital da Cidade Maravilhosa ao Distrito Federal.

O Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, ou apenas Panteão da Pátria, do lado oposto ao museu, cumpre a função de homenagear os heróis nacionais. Inaugurado em 1986, o Panteão abriga exposições temporárias sobre personalidade notáveis da história brasileira, além de destacar, de forma permanente, a memória de Tiradentes , que é o Patrono Cívico da Nação Brasileira. 

Para quem busca alternativas culturais na capital federal, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é uma boa pedida. O espaço que abriga exposições, espetáculos de teatro, de dança e de música, e cinema é democrático e oferece os serviços, em sua maioria, de forma gratuita ou por valores modestos.

Outro espaço cultural disponível na cidade é o Caixa Cultural. Assim como o CCBB, o Espaço Cultural da Caixa oferece aos visitantes uma grande variedade de atrações culturais gratuitas ou a preço popular, de temáticas variadas. O Teatro Nacional Cláudio Santoro é mais uma opção para quem busca lazer cultural em terras brasilienses.

A estrutura do teatro foi inaugurada em janeiro de 1961, mas passou por diversas reformas ao longo dos anos. Na primeira década de vida de Brasília, o teatro em forma de pirâmide serviu de palco para diversas atividades como alistamento militar, bailes de Carnaval, campeonatos de vôlei, concursos de beleza e missa do galo.

Entre os grandes nomes da arte mundial que já se apresentaram no Teatro Nacional Claudio Santoro destacam-se nomes Fernanda Montenegro, João Gilberto, Caetano Veloso, Maria Bethânia, além de atrações internacionais como os balés russos Bolshoi e Kirov, e o balé da Ópera de Paris .

O Teatro Nacional Claudio Santoro, em formato de pirâmide, é um ícone da cultura de Brasília
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O Teatro Nacional Claudio Santoro, em formato de pirâmide, é um ícone da cultura de Brasília

Outro museu que vale a visitação é o do Catetinho, gratuito, todo em madeira, e com cômodos simples. A importância do espaço se dá pelo fato dele ter servido como a residência oficial de JK durante a construção de Brasília.

Preservado e restaurado, o Catetinho guarda as lembranças ligadas ao presidente, e à história da construção da capital federal, além de manter a decoração original. Exposições de fotografias da época da construção do sede do poder brasileiro adicionam emoção à experiência.

Mais amplo que o Catetinho, o Memorial JK é outro local que se dispõe a contar as memórias do presidente do Brasil em exercício durante a inauguração de Brasília. O espaço escolhido para o memorial, localizado na Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, é o lugar onde foi realizada a primeira missa da nova capital da República, e é ainda o ponto mais alto dentro da cidade.

Memorial JK
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Estátua de Juscelino Kubitschek no Memorial JK

Do alto da torre de 28 metros, uma estátua de Juscelino olha à cidade e dá as boas-vindas aos visitantes.

No acervo em exibição há fotos da época da construção da Brasília, objetos pessoais, roupas de gala, e a reprodução de cômodos da casa do ex-presidente, como sua biblioteca particular. O espaço ainda é um mausoléu que abriga os restos mortais de Juscelino.

Para quem busca uma atividade mais conectada com a contemporaneidade de Brasília, a Torre de TV Digital é uma boa pedida.

Inaugurada em abril de 2012, o ponto turístico vem ganhando fama na capital nacional especialmente pela lindíssima vista que proprociona da cidade.

Do alto dos seus 180 metros a torre proporciona uma visão ao turista de toda a  imensidão da cidade sede de poder republicano brasileiro. No primeiro mirante, o teto e a parede de vidros permitem uma experiência visual de 360°. No último andar, o turista fica a 110 metros do solo.

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