
O Brasil e a China estão estreitando as conexões turísticas na tentativa de atrair mais o público chinês para os destinos brasileiros. Nesta semana, durante o ITB China 2026, uma das maiores feiras de turismo da Ásia, o Ministério do Turismo fez vários acordos para aproximar ainda mais o trade nacional do maior emissor de turistas do mundo.
Entre os acordos de destaque está a tratativa com a CTrip, uma das maiores plataformas digitais de viagem do mundo e quem controla plataformas como Trip.com e a Skyscanner. O Ministério firmou parceria com a empresa para divulgar os destinos brasileiros com o objetivo de atrair mais turistas chineses para o Brasil, principalmente neste período de isenção de vistos recíproca entre os dois países.
O encontro com os representantes da empresa foi realizado em Xangai e faz parte da programação do Ano Cultural Brasil–China 2026 que acontece logo após as celebrações pelos 50 anos de relações diplomáticas entre as duas nações e reforça a cooperação bilateral em áreas como cultura, turismo, inovação e desenvolvimento.
O mercado turístico chinês
Para o Brasil, fechar acordos com a China é uma grande estratégia de negócios devido ao potencial de consumo deste público. Em 2025, o país recebeu 103.122 turistas chineses. Os números revelaram uma alta de 35% em relação a 2024. Em 2026, apenas nos primeiros 4 meses, o país já recebeu 39.880 visitantes; um crescimento de 33,6% na comparação com o ano anterior, segundo informações do Ministério do Turismo.
De acordo com um levantamento da pasta feito com 70 operadoras brasileiras revelou que houve aumento do interesse chinês por destinos ligados à natureza, como Amazônia, Pantanal e Lençóis Maranhenses. A mesma pesquisa revelou que os destinos tradicionais procurados por esse público como Rio de Janeiro, São Paulo e Cataratas do Iguaçu, continuaram com o mesmo volume de turistas.
Outros acordos
Durante a ITB China 2026, o ministro do turismo, Ricardo Feliciano iniciou negociações com representantes da China Eastern para criar novas rotas entre os dois países com o objetivo principal de movimentar a circulação de visitantes dentro do país.
Durante o encontro, o ministro apresentou propostas de cooperação para ampliar a presença do Brasil nas plataformas da companhia, ampliando a malha aérea entre os dois países.
A China Eastern é uma das três maiores companhias aéreas estatais da Ásia e possui uma frota superior a 800 aeronaves. A empresa é vista pela pasta como um parceiro estratégico para gerar impacto no turismo nacional e também fortalecer o fluxo coorporativo com novos investimentos dentro do país.Visibilidade entre as agências de viagem
Outro aspecto da estratégia internacional da pasta é apresentar o Brasil ao trade chinês. Durante o ITB China, o ministro se reuniu com a Associação das Agências de Viagens da China, instituição que abriga mais de 3 mil empresas de turismo. De acordo com o ministério, a iniciativa faz parte de uma articulação para consolidar o Brasil como principal escolha de viajantes.
Segundo o ministério, como parte da ação, 325 agências brasileiras estão credenciadas como aptas a receber turistas chineses. Dessa forma, o governo espera atender de um jeito personalizado o mercado asiático.