
A prefeitura de Piranhas (AL) vai voltar a cobrar a Taxa de Embarque Turístico a partir do dia 6 de fevereiro. A medida faz parte de uma série de ações voltadas ao fortalecimento do turismo no município, que é um dos mais visitados do estado de Alagoas.
A Taxa de Embarque Turístico de Piranhas está prevista na Lei nº 240 do catálogo de leis do município. Apesar de ter sido criada no dia 28 de dezembro de 2017, ela deixou de ser cobrada por alguns anos. Em 2026, será retomada e vai custar R$ 5 somente para turistas. Cidadãos piranhenses estão isentos.
Para não pagar, o morador deverá apresentar o aplicativo de turismo InCity onde é possível ver informações sobre hospedagem, passeios, pontos turísticos, gastronomia e artesanato da cidade. De acordo com a lei de taxa de embarque turístico, o valor será cobrada por unidade habitacional, por hóspede, não residentes ou domiciliados na cidade.
Segundo o documento, o valor será recolhido pelo hotel em que o visitante estará hospedado e será descrito junto com os impostos pagos à prefeitura. O documento diz ainda que o órgão responsável por administrar a taxa será a Secretaria de Finanças, mas na Lei Municipal nº 240/2017 não é possível saber para onde serão destinados os valores arrecadados.
Em um comunicado feito nas redes sociais, a Secretaria de Cultura de Piranhas (AL) afirma que os recursos serão aplicados na infraestrutura turística e na valorização do município.
Conheça Piranhas (AL)
A cidade está localizada no sertão do estado de Alagoas e ganhou o apelido de Lapinha do Sertão, dado por Dom Pedro II. Com uma população de aproximadamente 25 mil habitantes, Piranhas (AL) possui valor histórico nacional. O povoado surgiu no século XVII com o nome de Tapera.
O nome do local tem origem na história popular do município, quando um pescador conseguiu pescar uma enorme piranha no riacho que hoje, leva o mesmo nome. No entanto, ele esqueceu a faca que usou para matar o peixe na beira do riacho. Então, pediu ao filho que voltasse para buscar e nomeou o local como Piranhas. Essa versão da história ficou passou de geração em geração até virar o nome da região.
Atualmente, Piranhas (AL) é dividida em cidade de baixo e de cima. As áreas do distrito de Entremontes e mais 13 quilômetros do Rio São Francisco, foram tombadas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2004 devido ao seu valor histórico, cultural e arquitetônico. A região também representa a conquista do estado de Alagoas desde o início do século XVIII e revela uma forte integração comercial com o nordeste.
A paisagem da cidade apresenta um conjunto de montanhas com vegetação da caatinga cortadas pelos Rios São Francisco, Boa Vista que é conhecido popularmente como Rio Piranhas, Urucu e Capiá. Um dos motivos do tombamento de cerca de 100 imóveis da cidade foi a preservação da paisagem que compõe o Rio São Francisco. Além disso, as ruas da cidade ainda possuem casarios no estilo colonial com diversas cores e ainda preserva muitas tradições populares que sobrevivem por gerações. A cidade é o lugar ideal para quem busca história local, belas paisagens e aventura.
Rotas turísticas
Os cânions alaranjados banhados pelo Rio São Francisco em um tom esverdeado formam um contraste muito bonito na paisagem. A Usina hidrelétrica de Xingó também fica na região e ambos podem ser visitados com passeios de barco oferecidos por guias locais.
Outro ponto interessante é a visita a Ilha do Ferro, um vilarejo de 500 habitantes com muitas bordadeiras, Ela produzem e vendem os trabalhos para os visitantes. É possível chegar ao local por passeio de lancha. Além desse passeio também é possível admirar o pôr do sol do mirante dos Cânions Dourados, o trajeto até o local é feito de lancha ou caminhando até o mirante.
Rota do Cangaço
O passeio é feito com lanchas e a pé e percorre todos os pontos marcados pela existência do cangaço na região. A rota começa na Grota de Angicos, onde Lampião, Maria Bonita e mais 9 cangaceiros confrontaram soldados liderados pelo tenente João Bezerra. O passeio visita os locais de combate e até as lápides de Lampião e Maria Bonita.















