Museu Imperial, um dos principais pontos turísticos de Petrópolis
Evaldo Macedo/Prefeitura de Petrópolis
Museu Imperial, um dos principais pontos turísticos de Petrópolis

Neste 15 de março completa-se um mês desde que as fortes chuvas devastaram a cidade de Petrópolis , no Rio de Janeiro . Duzentas e trinta e três pessoas morreram, quatro estão desaparecidas e mais de 1.100 pessoas ficaram desabrigadas. Petrópolis é uma das cidades turísticas mais importantes do estado e está entre as principais atividades econômicas locais.

Assim como o restante dos setores, o turismo sofreu impactos diante das chuvas, enchentes e deslizamentos de terra. Mas ao iG Turismo a Secretaria de Turismo de Petrópolis, a Turispetro, afirma que há sinais otimistas de retomada.

“Os problemas decorrentes do temporal tiveram impacto inevitável no movimento turístico. Mas, com o trabalho de limpeza e recuperação da cidade, empreendido pela Prefeitura, Petrópolis volta à normalidade e registra a retomada da demanda turística”, reforça a pasta.

A secretaria explica que só o turismo impacta cerca de 53 outras atividades econômicas em Petrópolis. Antes da pandemia, em 2019, apenas o turismo movimentou R$ 107,6 milhões na cidade. Com a queda causada pela pandemia, o número foi de R$ 58,9 milhões e, com a retomada em 2021, o valor foi para R$ 103,1 milhões. Devido ao impacto das chuvas, a secretária da Turispetro, Silvia Guedon, prevê que o faturamento se mantenha nos níveis do ano passado.

Por estar em uma região serrana, a cidade é conhecida pelas belezas naturais e pelo clima arborizado, sendo um considerada um refúgio natural de descompressão por suas trilhas, os belos picos e as quedas d’água.

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É também buscada por ter sido sede da família imperial durante quase todo século 19. Pontos turísticos como o Palácio de Cristal, a Catedral de São Pedro de Alcântara e o Museu Imperial (onde morou Dom Pedro II) estão entre as heranças desse período.

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De acordo com a Turispetro, nenhum ponto turístico foi perdido ou fortemente impactado pela tragédia, mas estima-se que existem perdas materiais no setor do comércio, o que implica restaurantes, hotéis e outros negócios que podem depender do turismo para sobreviver. “A Prefeitura está realizando consultas aos empresários, por meio de questionário, para contabilizar o total desses danos”, informa a pasta.

Carnaval teve alta procura apesar de tragédia

De acordo com dados fornecidos pela pasta, o movimento de turistas no Carnaval deste ano superou as expectativas, apesar das dificuldades enfrentadas pela população local. A taxa média de ocupação de hotéis na região ficou em 58,8%, sendo que 40,9% era na região central de Petrópolis. Mas o movimento se concentrou em distritos vizinhos, como Itaipava, que não tiveram impactos pelas fortes chuvas, com 78,8% da taxa média de ocupação. “Outro exemplo da volta do turismo é a confirmação de eventos como a Copa Internacional Michelin de Mountain Bike, de 1º a 3 de abril”, reforça a pasta.

Central de Arrecadação

Por mais que o turismo continue movimentando, parte da população ainda está em situação vulnerável principalmente nos bairros Alto da Serra, Caxambu, Castelânea, Centro, Chácara Flora Coronel Veiga, Duarte da Silveira e Floresta. A pasta informa que há estoque suficiente para atender necessidades de água, materiais de limpeza, alimentos e higiene pessoal, mas a cidade precisa de roupas novas, móveis e material escolar.

Além de iniciar obras emergenciais na última semana em cerca de 40 pontos, a Prefeitura mantém o funcionamento da Central de Arrecadação e Distribuição para a recepção de grandes doações, localizada na rodovia BR-040, km 62, em Itaipava. A central recebe doações em grande quantidade, após agendamento pelo telefone (21) 99972-5230.

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