As estações de metrô mais bonitas de São Paulo
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As estações de metrô mais bonitas de São Paulo


A maior e mais antiga estação de metrô brasileira está em São Paulo, que começou a funcionar em 1975. Segundo o Governo do Estado, as linhas de trem e metrô da capital paulista recebem, todos os dias, cerca de 5 milhões de passageiros. Interligando todas as regiões de São Paulo, é um dos principais meios de transporte para se deslocar na cidade, principalmente levando-se em consideração o fato de que diversas estações estão localizadas próximas a pontos turísticos. A Estação da Luz, por exemplo, é o destino inicial para conhecer o Centro Histórico de São Paulo, além de atrações como a Pinacoteca, o Museu da Resistência e o Museu de Arte Sacra. 

O sistema metroviário de São Paulo se estende por 370 km de linhas que unem a capital às demais cidades que integram a região metropolitana. Além disso, ele é composto por seis linhas de metrô e sete linhas de trem, que conectam vários pontos da cidade.

O valor da tarifa é de R$ 4,40, o que torna possível realizar mais de uma viagem com apenas um bilhete. A Linha 1 Azul é a mais antiga e liga São Paulo de norte a sul, percorrendo 23 estações que unem os bairros do Jabaquara ao Tucuruvi. Já a Linha 3 Vermelha, por sua vez, liga as regiões leste e oeste, e é a mais movimentada de São Paulo: por ela passam, aproximadamente, 116 mil passageiros por dia, de acordo com o Metrô de São Paulo. 

E é justamente por estarem tão presentes na vida da população que as estações de metrô refletem a vida e a cultura da cidade. Em São Paulo, a arquitetura simboliza a história, em alguns casos, e a modernidade, em outros. Muitas pessoas passam uma parcela considerável de tempo dentro do metrô, por isso, uma estação bonita pode influenciar (e muito) em tornar os trajetos mais agradáveis. 


Estação da Luz

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A Estação da Luz está localizada no bairro da Luz, em São Paulo. Inaugurada em 1901, a arquitetura do edifício traz estruturas inspiradas em prédios ingleses, como o Big Ben e a abadia de Westminster. Na época, era um marco de passagem obrigatória para empresários, intelectuais, políticos, diplomatas e até reis. Até a Segunda Guerra Mundial, a Estação da Luz também era a principal porta de entrada dos imigrantes que chegavam à capital paulista. 

Essencial para a economia cafeeira, o local teve um papel significativo para alavancar a transição de São Paulo para metrópole. De 1946 a 1951, o prédio passou por reformas, devido a um incêndio que destruiu uma parte da estação. Em 1982, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat) foi responsável por tombar o complexo arquitetônico da Estação da Luz, que também abriga o Museu da Língua Portuguesa. 

Pinheiros

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Atualmente, a Estação Pinheiros faz integração entre a linha 4 Amarela e a linha 9 Esmeralda. A parte mais baixa do corpo principal da estação está a 31,25 m distantes da superfície e apresenta seis níveis. Situada na região oeste da cidade, o edifício foi inaugurado em 2011, feito com uma vasta área em vidro, possibilitando que um alto índice de luz natural adentre todos os níveis da estação.

A linha 4 contempla 12,8 km de trilhos e opera em 11 estações, unindo os bairros da região central até a Vila Sônia, sudoeste da cidade. É a estação mais moderna de São Paulo: emprega o sistema driverless, permitindo que os trens sejam conduzidos sem a presença de um condutor. Tal técnica é semelhante aos processos utilizados em Dubai, Singapura, Barcelona e Kopenhagen.

Alto da Boa Vista

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Inaugurada em 2017, a Estação Alto da Boa Vista pertence à Linha 5 Lilás. É uma estação subterrânea idealizada em vala a céu aberto, sendo a entrada principal construída em uma cúpula de aço e vidro, contribuindo para a iluminação natural. 

A Linha Lilás realiza o encontro entre os bairros Capão Redondo e Chácara Klabin, contando com um trajeto de 20 km de extensão. Apesar de ter sido fundada em 2002, ficou durante 15 anos desconectada do restante da rede metroviária, até ser integrada à Linha 1 Azul e à Linha 2 Verde. 

Estação Júlio Prestes

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A construção da Estação Júlio Prestes foi concluída em 1938, nomeada em homenagem ao ex-presidente do Brasil, Júlio Prestes. Situada no bairro dos Campos Elísios, hoje abrange a Linha 8 Diamante da CPTM, além de funcionar como sede da Secretaria de Cultura de São Paulo. Desde 1999, também abriga a casa de concertos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). 

Planejada pelos arquitetos Cristiano Stockler das Neves e Samuel das Neves, o projeto, que tem características do estilo arquitetônico de Luis XVI, foi inspirado pelos terminais Grand Central e Pennsylvania, estações localizadas em Nova York. No interior do edifício, há ainda um jardim clássico francês de 960 m².   

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