Um novo serviço lançado pela Secretaria estadual de Turismo do Rio de Janeiro (Setur) promete ajudar o viajante na hora de planejar suas escapadas dentro do estado. O órgão reuniu, num só site, as informações sobre o funcionamento de hotéis, restaurantes, atrativos turísticos, praias e parques da maioria dos municípios fluminenses, e de suas políticas de acesso de visitantes.

bar no Rio de Janeiro
Brenno Carvalho / Agência O Globo
No Rio de Janeiro, bares e restaurantes da capital já estão abertos

A lista faz parte do portal Turismo Consciente ( turismoconscienterj.com.br ), que integra um projeto da secretaria para fortalecer a confiança dos turistas nos destinos do estado. Na página, há ainda a lista de estabelecimentos que receberam do governo o certificado de biossegurança "Turismo Consciente", dado pela Setur e desenvolvido em pareceria com a Secretaria estadual de Saúde e representantes do trade turístico.

"Notamos que muita gente tem decidido viajar em cima da hora. Essa dinâmica de abre e fecha, que é necessária por causa da dinâmica da pandemia, gera uma grande sensação de insegurança. A ideia desse novo serviço é fornecer uma fonte confiável de consulta para o turista. Se ele tiver mais informação, consegue se planejar melhor e até mesmo programar estadias mais longas no destino", conta a secretária estadual de Turismo, Adriana Homem de Carvalho.

No site, o visitante encontrará o status de funcionamento de meios de hospedagem, bares e restaurantes, atrações turísticas, comércio, praias e parques. Cada um desses itens é representado por um ícone e cores indicam a situação de momento: verde para "funcionando normalmente", amarelo para "funcionando parcialmente", e vermelho para "fechado".

É possível ver também se há barreiras sanitárias na entrada de cada um dos municípios, e se elas funcionam apenas por algumas horas do dia, ou são abertas a turistas que possuem comprovante de reserva em hotéis ou restaurantes. Cada linha apresenta também um link para os decretos municipais que falam justamente sobre essas restrições.

"As informações são oferecidas pelos próprios municípios. São as prefeituras locais, ou seus órgãos responsáveis pelo turismo, que preenchem um formulário enviado por nós. Mas como somos nós que damos a informação ao viajante, é nossa responsabilidade garantir que ela esteja atualizada. Por isso temos gente o tempo todo em contato com os municípios para saber se há atualizações ou novos decretos", afirma Adriana.

Como estão os destinos turísticos do estado

cabo frio
Reprodução
Cabo Frio já pode receber turistas, mas as praias seguem fechadas

Por exemplo, pelo site é possível ver que neste momento Cabo Frio está com hotéis funcionando normalmente, mas praias e parques continuam fechados. Enquanto que, na vizinha Búzios, os hotéis permanecem fechados, mas as praias estão abertas, com restrições.

Na Região Serrana, Petrópolis tem hotéis abertos, atrações turísticas e parques fechados e comércio e restaurante funcionando parcialmente, e turistas podem entrar na cidade desde que apresentem comprovantes de reservas em hotéis e restaurantes. O mesmo tipo de barreira está sendo aplicado em Teresópolis, onde os hotéis, parques e atrações turísticas já reabriram, mas parcialmente.

Na Costa Verde, Angra dos Reis (onde está Ilha Grande) continua com hotéis, praias e parques fechados. Em Paraty, as orientações são parecidas, mas as praias estão parcialmente abertas. Em ambos as cidades, há barreiras nos acessos que permitem a entrada apenas de moradores.

Em Itatiaia, que engloba também Visconde de Mauá e Penedo, turistas só podem entrar se tiverem reservas para os restaurantes, que estão abertos. Já os hotéis e os parques, como o Parque Nacional do Itatiaia, permanecem fechados. Também no Sul Fluminense, Valença e Vassouras vivem situações diferentes. Na primeira, barreira sanitária e hotéis fechados. Na segunda, livre acesso e opções de hospedagem funcionando parcialmente.

Chama a atenção, no momento de lançamento do site, a ausência de algumas cidades como Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Comendador Levy Gasparian e, principalmente, a cidade do Rio, capital e maior destino turístico do estado.

Turismo rodoviário é a aposta

Adriana — que era subsecretária de Turismo e assumiu a pasta após o antigo titular, Otávio Leite, pedir demissão, no mês passado — acredita que o Estado do Rio terá capacidade de se tornar uma importante opção de viagem não apenas dos fluminenses, mas de turistas de toda a Região Sudeste. O tamanho reduzido do território e o tempo curto de viagem a partir das grandes cidades são alguns dos trunfos do estado, na sua opinião.

"O turismo agora, e por um bom tempo, será rodoviário. As pessoas vão privilegiar destinos aonde podem chegar de carro, principalmente. Então nosso foco agora é, além dos moradores do estado, os mercados vizinhos, sobretudo São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Temos muita variedade de atrações e um território não muito extenso. Além disso, temos muita oferta de atrações ao ar livre, parques e praias, que é o tipo de turismo que as pessoas estão mais valorizando agora."

Se o turismo de lazer apresenta boas perspectivas, o voltado para eventos e negócios é motivo de preocupação para o governo. Ou melhor, a ausência dele.

"Quem viaja para participar de feiras e eventos costuma gastar mais em hotéis e restaurantes, e costuma passar um tempo um pouco maior na cidade, em média. Muitas vezes o profissional viaja com a família, a mulher ou o marido. Ou seja, é um tipo de turista que todo mundo quer, e que todo mundo vai ter que reconquistar após a pandemia."

"Estamos com uma equipe na secretaria apenas para monitorar esse cenário e já identificamos cerca de 800 eventos que poderiam ser realizados no nosso estado. Acredito que, se fizermos um bom trabalho, conseguiremos retomar o nosso calendário de eventos, ou até mesmo ampliá-lo em relação ao que havia antes da pandemia, em dois ou três anos", diz a secretária.

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