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As atrações do Instituto Inhotim, que vão de galerias de arte a jardim botânico e centro educacional, já atraíram 3 milhões de turistas desde 2006

Aberto ao público em 2006, o Instituto Inhotim foi responsável por inserir Minas Gerais no mapa mundial da arte contemporânea. Ele não só gerou uma fonte de renda para os habitantes da região de Brumadinho, mas também deu aos turistas brasileiros e estrangeiros uma nova opção para curtir as férias ou um feriado prolongado.

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Visitantes caminhando pelo Instituto Inhotim arrow-options
William Gomes
Desde sua abertura ao público em 2006, o Instituto Inhotim já atraiu 3 milhões de visitantes

Seus 140 hectares de galerias, jardins e restaurantes já receberam 3 milhões de pessoas e têm potencial para fazer muito mais. “O Instituto Inhotim virou um destino de desejo pelas bonitas paisagens e composições coloridas, fundos perfeitos para as fotos dos viajantes e virou até palco de grandes festivais recentemente”, observa Eduardo Martins, diretor nacional do buscador de viagens Viajala.com.br.

Para que isso continue, contudo, é preciso que os turistas não se esqueçam da atração por receio de que a tragédia em Brumadinho se repita ou de que o lugar não seja mais o mesmo após os acontecimentos do começo do ano.

“É importante saber que o destino continua lá, que a vida no local segue, como tem que seguir. Inhotim continua lindo, continua sendo um espaço sem igual no Brasil e o retorno do turismo é importante para que a região possa se reerguer”, lembra Eduardo.

E para você entender por quê o instituto é tão importante para o turismo em Minas Gerais , o iG Turismo separou os principais atrativos de lá segundo Eduardo e o próprio Instituto Inhotim.

Natureza, paisagens e o Jardim Botânico do Instituto Inhotim

Flores no Jardim Botânico do Instituto Inhotim arrow-options
shutterstock
42 dos 140 hectares do Instituto Inhotim são dedicados à conservação de cerca de 4,5 mil espécies de plantas

Localizado entre a Mata Atlântica e o Cerrado, o museu proporciona aos artistas criarem exposições únicas para o local, bem como a exibição permanente de obras em grande escala.

Segundo o Instituto, seu território também é lar de aproximadamente 4,5 mil espécies de plantas vindas de todo o planeta, inclusive tipos raros ou ameaçados de extinção.

Elas fincam suas raízes nos 42 hectares do Jardim Botânico do Inhotim e têm sido usadas também para a composição de jardins temáticos. Atualmente, são sete jardins do tipo, cada um propondo reflexões sobre temas como a utilização dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente de uma maneira diferente.

Dessa forma, o Jardim Botânico exerce uma função não apenas estética para agradar e impressionar os visitantes, mas também cumpre um papel importante em estudos científicos visando a conservação do meio ambiente.

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O lugar da arte no Instituto Inhotim

Além da importância de suas belezas naturais para o turismo em Minas Gerais e Brumadinho, o Instituto Inhotim também abriga 560 obras que vão de pinturas, esculturas e desenhos a fotografias, vídeos e instalações. Ao menos 60 artistas de 38 países diferentes têm obras em exposição lá.

Curadas e criadas desde os anos 1960, elas ficam expostas ao ar livre ou em alguma das 23 galerias do museu, das quais 19 trazem exposições permanentes de artistas como Miguel Rio Branco, Hélio Oiticica & Neville d’Almeida, Adriana Varejão, Doris Salcedo, Matthew Barney, Cristina Iglesias e William Kentridge.

As outras quatro ficam disponíveis para exibições temporárias, renovadas periodicamente com a colaboração do Instituto e dos artistas para manter o Museu sempre em movimento em evolução, segundo o Inhotim.

De acordo com o Viajala.com.br, veja algumas exposições de destaque no Instituto Inhotim:

  1. Pavilhão Sônico - criado por Doug Aitken, o espaço com paredes de vidro permite aos visitantes ouvirem os sons do subterrâneo graças a microfones instalados a 200 metros de profundidade;
  2. Troca-Troca - esta é uma das obras mais fotografadas do Instituto, feita por Jarbas Lopes. Ela consiste de três fuscas com as latarias permutadas entre si e um sistema de som interligando-os. Ocasionalmente eles ficam parados, mas podem circular para outras áreas do parque;
  3. Lama Lâmina - idealizada por Matthew Barney, esta estufa de vidro espelhado e ferro abriga um trator enlameado no momento em que arranca uma árvore do chão.

Mas estas não são as únicas obras que ficam espalhadas pelo parque. Segundo o Viajala.com.br, além das 23 galerias, Inhotim conta com um total de 23 obras ao ar livre para os turistas apreciarem. 

Projetos educativos do Instituto Inhotim

Vista aérea do Centro de Educação e Cultura Burle Marx no Instituto Inhotim arrow-options
Marcelo Coelho
Com o Centro de Educação e Cultura Burle Marx e parcerias com várias instituições, o Inhotim leva educação à região

Mas essa estrutura toda do Inhotim não fica disponível apenas para ser apreciada com os olhos. O instituto também promove ações educativas para escolas, universidades e diversas instituições públicas e privadas da região de Brumadinho e de outros cantos de Minas Gerais.

As atividades são realizadas no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, edifício aberto ao público que também abriga o Teatro Inhotim, com capacidade para 214 pessoas, a Estação Educativa, uma biblioteca, e diversas salas para estudos e workshops.

Além das parcerias com as instituições citadas anteriormente, o Inhotim também oferece duas opções de atividades abertas aos visitantes com horários e locais preestabelecidos: a visita panorâmica e a visita temática.

A primeira propõe uma conversa sobre o Instituto Inhotim e seus acervos ao longo de vários percursos possíveis, partindo da recepção da instituição. Com início às 11h e às 14h, ela dura cerca de 1h30 em todos os dias de visitação.

Já a segunda tem uma dinâmica semelhante, mas gira em torno de temas específicos que envolvem o acervo ou o jardim botânico. Ela é realizada às quartas, sábados, domingos e feriados com saída às 10h30 da recepção do Instituto.

A gastronomia no Instituto Inhotim

Visitantes comendo no Bar do Ganso arrow-options
Reprodução/Facebook/Inhotim
Além de atrações culturais e educativas, o Instituto Inhotim também oferece muita gastronomia para seus visitantes

Fora toda a sua estrutura de exposição e educação, o Inhotim também traz uma experiência gastronômica variada para quem vai explorar o turismo em Minas Gerais. As opções de cardápio vão desde lanches até pratos sofisticados em estabelecimentos pensados para todos os gostos.

Um deles é o Restaurante Tamboril, que serve saladas e pratos quentes a preço fixo num ambiente integrado aos jardins e ao acervo de arte contemporânea da instituição. Outros de seus destaques são sua carta de vinhos e suas sobremesas variadas.

E para quem gosta de misturar comida com arte, o Bar do Ganso, idealizado pelo designer Paulo Henrique Bicalho, pode ser uma boa alternativa. Funcionando quase como uma extensão do Tamboril, o Bar serve suas refeições num ambiente decorado por obras de arte de diversos artistas brasileiros e com uma vibe que remete às décadas de 1950 e 1970.

Além dessa dupla, o Inhotim conta também com o Restaurante Oiticica, um pouco mais amplo que os anteriores e com um cardápio self-service que serve de saladas a caçarolas quentes.

Por fim, na hora de encerrar sua tarde no instituto, vale passar no Café das Flores ou no Café do Teatro. O primeiro é ideal para experimentar o pão de queijo da Chef Dailde Marinho, servido sozinho ou com pernil. Já o segundo, localizado no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, tem um cardápio variado de bebidas, sanduíches, salgados e doces.

Mais informações sobre o Instituto Inhotim

Agora que você já conheceu um pouco mais sobre este marco de Brumadinho, vale descobrir algumas informações úteis para programar sua visita ao local, as quais pode conferir no infográfico abaixo:

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Com isso, tudo o que lhe resta é organizar uma viagem para Minas Gerais para visitar o Instituto Inhotim e conferir de perto as contribuições da instituição para a cultura e turismo nacionais e da região.