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Gisella e Fernando, do blog Sonho e Destino e colunistas do iG, encararam o desafio de curtir a capital de Pernambuco em um dia e contam os detalhes

É a primeira vez que viajamos juntos para o Nordeste do país. Gisella estava muito ansiosa, pois foi a primeira vez que ela viajou para essa região. Nosso destino é Recife, em Pernambuco, e resolvemos encarar difícil tarefa de ficar apenas 24 horas na cidade.

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Gisella e Fernando falam das melhores atrações de Recife
Arquivo pessoal
Gisella e Fernando falam das melhores atrações de Recife


Recife é a mais antiga capital do Brasil e tem mais de 1,6 milhão de habitantes. A cidade surgiu como “Ribeira de Mar dos Arrecifes dos Navios”, em 1537. Um fato interessante sobre o local é que durante 20 anos ele foi a sede da Colônia de Holanda. 

Principais marcos da cidade

Chegamos ao aeroporto perto das 2h da tarde e fomos até o centro da cidade, no Marco Zero . Um local cheio de história, conhecido por ser o ponto de início da cidade. Esse lugar leva o nome de Marco Zero porque de lá são medidas todas as distâncias entre as cidades. A região está muito bonita e foi toda reformada no ano de 2000, em comemoração aos 500 anos do Brasil. No chão, a pintura da Rosa dos Ventos, de Cícero Dias, chama atenção pela beleza e tamanho.

A partir do Marco Zero que se mede a distância entre as cidades
Arquivo pessoal
A partir do Marco Zero que se mede a distância entre as cidades


Na ilha em frente ao Marco Zero está o Parque de Esculturas de Francisco Brennand. É possível chegar lá através de pequenos barcos que ficam a disposição na praça e cobrar aproximadamente R$ 5,00 para fazer o translado. A escultura mais alta e que mais chama a atenção é a Coluna de Cristal que possui 32 metros de altura que se sobressai entre outras – mais de 90 obras – do artista.

Parque das Esculturas de Francisco Brennand
Arquivo pessoal
Parque das Esculturas de Francisco Brennand


Depois de conhecer esse ponto importante da cidade, caminhamos ao arredor e encontramos um armazém antigo e reformado. Lá funciona o artesanato de Pernambuco e claro que a gente aproveitou para comprar umas lembrancinhas na cidade.

Gastronomia merece destaque

No almoço, não poderíamos deixar de comer um prato tão típico quanto a tapioca.  Encontramos um lugar muito charmoso que se chama “Tapiocaria”, que traz grande variedade de opções de sabores. O atendimento foi feito por uma moça muito simpática que já indicou que a especialidade da casa é a tapioca de charque (como a carne seca do Sudeste) com tomate e catupiry.

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Sem hesitarmos, essa foi a primeira escolha. De sobremesa, um escolheu uma tapioca de coco com doce de leite e o outro preferiu uma com chocolate com coco. Com certeza, foram as tapiocas mais gostosas que já experimentamos.

A tapioca é um dos pratos mais típicos de Recife
Arquivo pessoal
A tapioca é um dos pratos mais típicos de Recife


Outro prato que faz muito sucesso em Recife e que todo mundo nos falava para experimentar é o famoso bolo de rolo . É um bolo com uma massa bem fina e com o recheio da preferência do cliente, como doce de leite ou goiabada. O bolo de rolo ganhou fama entre a corte dos colonos na época da colonização e foi considerado durante muito tempo o doce típico da nobreza.

Centro da cidade

Após a nossa pausa maravilhosa para o almoço, continuamos o nosso passeio até o centro antigo de Recife. Quando achávamos que já tínhamos visto quase tudo, nos deparamos com um centro lindo e cheio de história.

Nossa primeira parada foi na Praça da República, onde em 1642 Maurício de Nassau, governador da colônia Brasil Holandês, ergueu o Palácio de Friburgo, que foi demolido em 1769. Dessa praça, a gente consegue ver o Palácio do Governo e o Fórum. São prédios bem antigos que chamam a atenção pela bela estrutura arquitetônica.

Continuando o passeio, chegamos a Rua do Bom Jesus, que com certeza é um ponto obrigatório para quem quer conhecer a cidade. Nos deparamos com o vendedor Ronaldo Catraca fazendo seu artesanato na calçada com lascas da árvore de cajá, uma fruta típica da região. Ele estava trabalhando bem em frente a Sinagoga Kahal Zur Israel  e nos deu uma aula sobre história, cultura e arte.

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Ele nos explicou sobre a Rua do Bom Jesus, que foi a primeira rua do município e antigamente recebia o nome de Rua dos Judeus (1636 – 1654), por conta da Sinagoga que foi a primeira das Américas e, hoje, funciona também o Arquivo Judaico de Pernambuco. Para fechar nossa visita por essa cidade cheia de história, gente bacana e muita comida boa fomos caminhar pela Ponte Maurício de Nassau, que foi inaugurada em 18 de dezembro de 1917.

Próxima parada

Por enquanto a gente fica com esse passeio maravilhoso que nos ajudou a conhecer a história desse lugar tão incrível. Claro que Recife ainda tem muitos lugares bonitos para ser visitado, como a Praia da Boa Viagem, que será o tema do nosso próximo texto. Para saber mais dicas de viagem e destinos, acompanhe a coluna de Gisella e Fernando no iG Turismo