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Perrengues podem surgir em qualquer viagem – e esse é mais um exemplo

O turismólogo e consultor de viagem Vinicyus Vieira, de 36 anos, já morou e visitou diversos lugares ao redor do mundo, como Alasca, Caribe, Nova Zelândia, Nepal, Marrocos e Ilha da Madeira. Ao longo dos anos, ele passou por diversas situações inusitadas. Fugir de cachorro, ser cercado por leões marinhos e viajar só com a roupa do corpo são alguns dos casos.

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cidade de Piraeus
Arquivo pessoal
Imagem tirada da cidade de Piraeus pelo turismólogo Vinicyus Vieira, perto do lugar onde a história das fotos aconteceu

Em entrevista ao iG Turismo , Vieira conta um pouco da sua história e relata um perrengue que viveu em 2016 enquanto estava na cidade de Piraeus, na Grécia. Ele explica que estava andando pela cidade, em uma área mais vazia, e passou a tirar algumas fotos do local. E foi aí que tudo aconteceu. Leia o relato completo:

“Eu estava em Piraeus, que fica no litoral da Grécia. Enquanto andava pela cidade, cheguei em uma área que estava um pouco vazia – e estava tirando as minhas fotos, de um prédio, de um casa. Nisso, passou um cara, um brutamontes do meu lado, um cara muito forte, me deu uma encarada, mas me cumprimentou e passou. Foi embora e eu continuei tirando as fotos.

Depois de um minuto, o cara voltou, por trás, e chegou pegando no meu braço e me levando. Falei: ei, ei, ei, o que é isso? Ele só pegou meu braço e entrou comigo dentro de um prédio. E eu dei uma assustada. Quando a gente chegou, ele já entrou em uma salinha e tinha um outro cara dentro. Fechou a porta e tinha alguns monitores ali. Percebi o que era.

Eles eram seguranças e estavam me vendo pelas telinhas. O local tinha várias televisões. E eles só falavam grego , mas eu entendi a palavra passaporte, que era, na verdade, o que estavam pedindo. E eu não falo grego. Nessa época, eu trabalhava em um navio e, quando a gente trabalha a bordo e sai do navio, não saímos com o nosso passaporte. É outro documento.

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Ele é equivalente ao passaporte, só que ele parece uma carteirinha do estudante, mas é o documento de tripulação. Eu mostrava esse documento, que era o que eu tinha, e ele olhava e fazia uma cara de que ‘porcaria é essa. Quero seu passaporte. O que você tá fazendo aqui?’. Não conseguia entender o que ele estava falando com as palavras, mas a cara dele era essa.

Ele começou a aumentar o tom de voz e me pressionar. Eu só mostrava aquele documento e nada. Até que, finalmente, entrou uma moça na sala e ela falava inglês. Expliquei pra ela do que se tratava, que eu trabalhava, que aquele documento era válido e tudo mais. E ela traduziu isso para os dois.”

O desfecho da história

“Eles foram se acalmando e, assim que entenderam, pediram para eu apagar todas as minhas fotos. E assim fiz. Com isso, eles mudaram o tom. Foram simpáticos, abriram a porta, foram comigo até a saída, pediram desculpas e me deixaram ir. Só que, antes disso, me mostraram que, naquela área, não se podia tirar foto.

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A moça me explicou que era uma área proibida de fotografar. Tinha uma placa que falava que era proibido e eu, inclusive, estava tirando fotos porque ela estava em grego. Não falo grego. Como eu ia saber que ali não pode fotografar? Até hoje não sei exatamente o motivo, mas quase tomei uns tapas ali por conta disso.”