
Mais uma vez, uma operação de busca e resgate mobiliza as montanhas brasileiras, desta vez no Pico da Bandeira, devido ao desaparecimento de dois irmãos. Este incidente lamentável ocorre durante o verão, a época considerada a mais perigosa para incursões em montanhas de grande altitude como o Pico da Bandeira, o que serve de alerta sobre os riscos desta estação.
O perigo se deve principalmente ao intenso regime de chuvas, agravado pelo fenômeno da chuva orográfica nas montanhas, além das baixas temperaturas e falta de visibilidade devido à neblina. No começo do ano, uma grande operação de buscas no Pico Paraná mobilizou e já serviu de alerta aos perigos que é subir montanhas mais altas nesta estação do ano.
Os desaparecidos desta vez são Juliana Peixoto, de 27 anos, e Jonathan Peixoto, de 24. Eles faziam parte de um grupo de quatro pessoas da mesma família, mas os outros dois desistiram da subida devido ao cansaço e às dificuldades impostas pela montanha na época de maior risco. Os irmãos saíram da Casa Queimada, que é o acampamento base da montanha pelo lado capixaba, às 2h da manhã do dia 23, com retorno previsto para as 7h, mas não voltaram.
O desaparecimento foi notificado à chefe do Parque Nacional do Caparaó, Adriana Carvalho, por volta do meio-dia do mesmo dia, e as buscas foram iniciadas imediatamente. Até o momento, nenhum vestígio foi encontrado.

O parque está atualmente fechado enquanto a operação de busca se intensifica. Equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), do Corpo de Bombeiros e voluntários experientes estão expandindo a área de busca para mais de 30.000 hectares. As condições climáticas ruins, com intensa neblina e chuva, dificultam a visualização e as caminhadas das equipes.
Apesar do uso da aeronave dos bombeiros e drones para varrer a área, a baixa visibilidade impede muitas vezes a decolagem desses recursos essenciais. O Parque Nacional do Caparaó permanecerá fechado até o término da operação de resgate.
