
O turismo rural em São Paulo passa a contar com uma nova política pública voltada à expansão e estruturação do setor, com a criação do Programa de Desenvolvimento do Turismo Rural. A medida foi instituída por decreto publicado em 2 de abril no Diário Oficial do Estado e tem como foco fortalecer a integração entre atividades agrícolas e a oferta turística.
A iniciativa do governo paulista busca transformar propriedades rurais em destinos turísticos consolidados, ampliando oportunidades econômicas e diversificando a oferta em diferentes regiões do estado. O programa também prevê ações voltadas ao apoio de pequenos produtores e da agroindústria.
Capacitação profissional
Entre as frentes de atuação estão capacitação profissional, acesso a crédito e incentivo à inovação tecnológica, além de medidas relacionadas à restauração de paisagens e à conservação de ecossistemas naturais.
A proposta envolve ainda a ampliação de atividades ligadas ao turismo de natureza, gastronomia, pesca esportiva, bem-estar, turismo religioso, afroturismo, trilhas, turismo de base comunitária e trens turísticos.
São Paulo reúne mais de 1.200 propriedades rurais mapeadas com potencial turístico, incluindo fazendas históricas, áreas de camping, pesque-pagues e restaurantes de culinária típica.
O conjunto reforça a posição do estado como um dos principais polos do turismo rural no país.
O programa também envolve articulação entre diferentes áreas do governo estadual, com participação da Casa Civil e das secretarias de Agricultura e Abastecimento, Cultura e Economia Criativa, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Transportes Metropolitanos e Desenvolvimento Econômico, além do DER e da InvestSP.
Crescimento
De acordo com dados do Sebrae, o turismo rural no Brasil tem apresentado crescimento médio de cerca de 30% ao ano, impulsionado pela busca por experiências em contato com a natureza e pela gastronomia regional, fator que também contribui para a projeção de São Paulo no cenário turístico nacional e internacional.
A estruturação da política pública contou com participação de instituições de ensino, como USP, Unesp e Institutos Federais, além de entidades do Sistema S, como Senar, Sebrae e Senac, e organizações ligadas ao setor turístico, como Aprecesp e Amitesp. Municípios como Jundiaí, São Roque e Espírito Santo do Pinhal também integraram o processo de construção do plano.
