
O turismo religioso em São Paulo reúne uma rede ampla de destinos que vão de grandes santuários católicos a templos budistas, espaços islâmicos, comunidades de matriz africana e museus judaicos. Ao todo, o Governo do Estado organiza 45 guias turísticos, dos quais sete são dedicados exclusivamente a experiências ligadas à fé e à espiritualidade.
As publicações mais recentes ampliam a diversidade dos roteiros e incluem o guia de religiões orientais, lançado em 19 de março. Os materiais reúnem locais que podem ser visitados tanto por devotos quanto por turistas interessados em história, cultura e patrimônio religioso.
Segmento católico
No segmento católico, o principal destino é Aparecida, que recebe cerca de 12 milhões de visitantes por ano e abriga o Santuário Nacional de Aparecida, considerado o maior templo mariano do mundo. O roteiro inclui ainda cidades do Vale do Paraíba, como Guaratinguetá, associada à devoção a Frei Galvão, e Cachoeira Paulista, sede da comunidade Canção Nova.
O turismo religioso católico também destaca rotas de peregrinação como o Caminho da Fé e a Rota da Luz, que conectam cidades do interior paulista em percursos que combinam espiritualidade, caminhada e turismo rural. Os trajetos ampliam a experiência para além dos santuários tradicionais.
Segmento evangélico
No segmento evangélico, um dos principais atrativos é o Templo de Salomão, na capital, que oferece visita guiada com percurso por espaços temáticos como réplica do Tabernáculo, Espaço Egípcio, Memorial de Jerusalém e Jardim das Oliveiras. O passeio dura cerca de 1h20 e é realizado em diferentes idiomas, incluindo Libras mediante agendamento.
No turismo judaico, dois espaços se destacam na cidade de São Paulo. O primeiro é o Museu Judaico de São Paulo, considerado o maior do tipo na América Latina, com acervo sobre tradições, rituais e a presença judaica no Brasil ao longo de cinco séculos. O segundo é o Memorial do Holocausto e da Imigração Judaica, instalado no Bom Retiro, com entrada gratuita e foco na preservação da memória histórica.
Religiões asiáticas
Entre os destinos ligados às religiões orientais, o destaque é o Templo Zu Lai, maior templo budista da América do Sul, que reúne atividades culturais, religiosas e educativas. Outro ponto relevante é a Fazenda Nova Gokula, em Pindamonhangaba, ligada à tradição Hare Krishna, com retiros espirituais, práticas de yoga, alimentação vegetariana e terapias.
O roteiro islâmico inclui a Mesquita Sumayyah Bint Khayyat, em Embu das Artes, que também atua em ações sociais como distribuição de alimentos, apoio jurídico, cursos e atividades comunitárias.
Matriz africana e tradições indígenas
Já nas religiões de matriz africana e tradições indígenas, o guia destaca terreiros, templos e comunidades como espaços de fé, cultura e resistência.
Entre os locais citados estão o Templo do Caboclo Guaracy, em Jacareí, a Reserva Indígena Multiétnica Filhos Desta Terra, em Guarulhos, a Escola Curimba Tambores de Ogum, na capital, e o Terreiro de Umbanda Encruza, em Caçapava, conhecido por atividades culturais e de preservação de saberes ancestrais.
Segundo dados do Ministério do Turismo, o segmento religioso movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no país e reúne aproximadamente 17,7 milhões de viajantes. Em Aparecida, mais de 10 milhões de pessoas visitaram o Santuário Nacional em 2025, reforçando a força do turismo de fé no estado.
