
O Hopi Hari inaugurou na segunda-feira (12), Dia das Crianças, uma sala de descompressão sensorial voltada a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Processamento Sensorial (TPS) e outras neurodivergências. Batizado de Trankíli, o espaço foi criado para oferecer um ambiente mais tranquilo aos visitantes que precisam de uma pausa durante a permanência no parque, em Vinhedo, no interior de São Paulo.
Desenvolvida em parceria com a Spider P&E, a estrutura busca atender pessoas que podem sentir desconforto diante de estímulos como sons, luzes e movimentos.
A proposta é permitir que os visitantes descansem em um ambiente com menos estímulos e encontrem condições para regular as próprias respostas sensoriais.
Segundo o parque, a Trankíli é a primeira sala desse tipo em um parque de diversões no Brasil. A afirmação é da própria administração do Hopi Hari.
Espaço busca reduzir sobrecarga sensorial
Parques de diversões reúnem diferentes estímulos ao longo do dia, como música, ruídos, iluminação, filas e movimentação intensa de pessoas. Para alguns visitantes neurodivergentes, esse conjunto pode provocar desconforto e tornar necessária uma pausa durante o passeio.
Nesse contexto, a sala foi planejada para oferecer um local de descanso e acolhimento. A iniciativa considera que as necessidades de acessibilidade não se limitam à circulação física e também podem envolver aspectos sensoriais.

O nome Trankíli significa “tranquilizar” em Hopês, idioma oficial do parque. A escolha está relacionada à proposta de oferecer um ambiente no qual visitantes e familiares possam interromper temporariamente a experiência nas atrações para descansar.
Para Rafael Mariano, diretor de Operações do Hopi Hari, a inauguração representa uma mudança na forma de receber o público.
“Acreditamos que a diversão precisa ser uma experiência possível para todos. Sabemos que cada pessoa vivencia o parque de uma maneira diferente e que, para algumas, os estímulos podem representar um desafio. A criação da Trankíli é justamente sobre olhar para essas necessidades com sensibilidade e respeito. Queremos que as famílias se sintam acolhidas e tenham a tranquilidade de saber que existe um espaço preparado para recebê-las. Mais do que inaugurar uma estrutura, estamos ampliando nosso compromisso com uma diversão verdadeiramente inclusiva”, afirma.
Código Azul oferece outras medidas de acessibilidade
A nova sala passa a integrar as iniciativas de inclusão do Hopi Hari, que mantém desde 2001 o Código Azul, programa destinado a oferecer condições específicas de acesso e atendimento a pessoas com deficiência.
De acordo com as regras divulgadas pelo parque, visitantes que atendem aos critérios do programa podem solicitar entrada gratuita mediante cadastro antecipado e aprovação. O Código Azul também prevê um mapa personalizado de orientação e segurança, elaborado conforme as necessidades individuais e as condições de acesso às atrações.
Além disso, o regulamento prevê desconto de 50% no ingresso de um acompanhante, conforme os critérios estabelecidos pelo programa.
Parceria viabilizou a nova estrutura
A Trankíli foi desenvolvida em parceria com a Spider P&E, empresa que também assumiu os direitos de nome do espaço, conhecidos como naming rights.
Agora, o parque passa a contar com uma estrutura específica para visitantes que precisam de um ambiente mais tranquilo durante o passeio. A proposta amplia as medidas de acessibilidade para pessoas neurodivergentes, pessoas com deficiência e seus familiares.