
O diretor executivo da empresa que administra a Torre Eifel (SETE), Patrick Branco Ruivo deixará a função até o fim de 2026. O anúncio foi feito na última terça-feira (29) e acontece após uma greve que manteve o monumento fechado por um dia, no início de setembro, e causou grande repercussão na França.
Relembre o caso
O executivo está afrente do cargo há 12 anos e sairá após uma greve motivada pela retirada de mulheres de seus postos de trabalho durante a visita de um grupo hindu ao monumento. O caso aconteceu porque um grupo de membros do movimento ultraconservador hindu Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha pediu que não houvesse nenhum contato visual com mulheres no local e o funcionário responsável teria acatado o pedido.
Antes do grupo hindu chegar ao monumento, as funcionárias foram solicitadas a deixarem seus postos de trabalho e se encaminharem para outras salas. A decisão de manter o grupo de funcionárias do movimento longe dos visitantes provocou uma greve das funcionárias que trabalham da Torre Eiffel. Elas questionaram a igualdade de gênero no exercício de suas funções e tiverem o apoio do restante dos funcionários. O movimento resultou no fechamento da Torre Eiffel durante todo o dia 7 de setembro.
O resultado da greve
Desde o dia 7, duas investigações sobre o caso foram realizadas a pedido do prefeito de Paris, Emmanuel Gregoire. A empresa SETE realizou a apuração dos fatos e chegou a conclusão que houve uma série de falhas e deficiências na organização das visitas protocolares que resultaram na situação inadmissível que foi a exclusão das funcionárias no dia da visita. O comunicado sobre o afastamento do diretor foi feito pela empresa na terça-feira (29).
Monumento de importância econômica
A Torre Eiffel é o ponto turístico mais importante da França e conta com 402 funcionários e chega a receber 6,7 milhões de visitantes por ano, gerando um faturamento de 156 milhões de euros, cerca de R$ . A SETE, empresa pública local responsável pela gestão do monumento tem 99% de participação da prefeitura e 1% de participação da região metropolitana de Paris.