
O passaporte brasileiro está mais forte no cenário internacional e alcançou a segunda posição entre os países da América Latina e só perde para o Chile. No ranking global, o Brasil ficou na 49º colocação do Global Passaport Index (GPI), feito pela consultoria internacional Global Citizen Solutions.
Segundo a avaliação da instituição, o passaporte brasileiro só não avançou tanto no ranking porque a economia do país não teve o desempenho necessário. Segundo a avaliação, enquanto a diplomacia e a mobilidade internacional permanecem como ativos importantes e estabelecidos, o desempenho econômico ainda precisa se mostrar mais robusto no cenário global.
Segundo a consultoria, o Brasil é o exemplo de uma potência média e estável. No entanto, a abertura econômica dos últimos anos não foi suficiente para alcançar os avanços diplomáticos que o país teve.
Os critérios da avaliação
A consultoria faz a avaliação dentro de uma escala de 100 pontos. Com 81,4, o Brasil ficou em segundo lugar atrás apenas do Chile. Esse resultado ainda reflete um forte equilíbrio entre a capacidade de circulação internacional e indicadores relativamente favoráveis de qualidade de vida.
Por outro lado, a mesma avaliação também evidencia algumas fragilidades estruturais ligadas à renda, tributação e ambiente de negócios. Segundo a consultoria, o documento é avaliado como um passaporte ativo completo e não apenas como um documento de viagem, então as oportunidades econômicas e de investimento e qualidade de vida também são critérios considerados.
Veja o índice global de passaporte
Os 10 passaportes mais poderosos do mundo
- Suécia
- Suíça
- Finlândia
- Alemanha
- Holanda
- Dinamarca
- Irlanda
- Reino Unido
- Noruega
- Singapura
Diplomacia é o principal ativo
Devido a tradição diplomática, o Brasil obteve nota 90,7 nesse quesito e ficou na 43ª posição no ranking mundial e liderou a América Latina nesse indicador. Em 2026, o país aumentou a quantidade de acordos, incluindo a isenção recíproca de visto para cidadãos de vários países europeus, caribenhos e com a China.
Além disso, o Brasil também tem adotado uma postura de reciprocidade, por exemplo, como é o caso da exigência de visto para cidadãos estadunidenses, canadenses e australianos após anos concedendo livre acesso ao país. Esse movimento demonstra que as potências emergentes como o Brasil querem cada vez mais uma troca justa.
O ranking da instituição já demonstra que o Brasil se aproxima de um teto de expansão. A partir desse ponto, os próximos avanços significam que o país dependerá mais de novos acordos estratégicos.
Novos custos em viagens
O relatório do índice aponta que os brasileiros terão novos custos na hora de viajar para países europeus. O sistema ETIAS será implementado em breve e deverá exigir novos gastos e procedimentos dos viajantes.
Qualidade de vida
Outro fator que torna o desempenho relativamente positivo são os indicadores de qualidade de vida. O país ocupa a 37ª posição global no quesito e o responsável é o custo de vida e os índices de satisfação pessoal. Outro fator importante são os indicadores ambientais que estão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que demonstra um empenho moderado, mas ainda é superior a média latino-americana.
Outro critério levantado pela pesquisa foi a renda nacional bruta per capita que foi considerada boa, saindo de US$ 14,9 mil para US$18,9 mil no período e reforçou uma trajetória de melhora estrutural, mas ainda insuficiente.
Resultado na América Latina
No cenário América Latina, o desempenho brasileiro demonstra bons níveis de mobilidade internacional, mas continua com algumas dificuldades em indicadores globais como riqueza, produtividade e ambiente de negócios. De acordo com os dados, o Brasil supera a média regional em todos os critérios analisados, mas ainda está entre os países que enfrentam dificuldades econômicas. Segundo a instituição, não basta melhorar indicadores internos, é necessário evoluir mais rapidamente do que os outros países para subir de posição.
Segundo a pesquisa, o passaporte brasileiro continua sendo um dos mais fortes do continente, mas os próximos desafios serão transformar a capacidade diplomática em competitividade econômica e capacidade de atração de investimentos. Dessa forma, a liderança do ranking ficou entre Chile, Brasil, Argentina, Uruguai e Costa Rica entre o 46º e 57º lugar no índice global.
Ranking da América Latina
- Chile - 46º
- Brasil - 49º
- Argentina - 52º
- Uruguai - 53º
- Costa Rica - 57º
- México - 61º
- Guiana - 99º
Critérios de avaliação dos países
- 50%: mobilidade internacional e acordos de vistos
- 25%: ambiente econômico e oportunidades de investimento
- 25%: qualidade de vida, segurança e indicadores sociais
- 199 países analisados
- 5º ano de publicação do ranking
- Brasil: 49º lugar global e 2º da América Latina