Aeroporto de Florianópolis Hercílio Luz
Divulgação: AirHelp
Aeroporto de Florianópolis Hercílio Luz

Viajantes que passarem pelo Aeroporto Internacional de Florianópolis, Hercílio Luz, podem ficar despreocupados com problemas aéreos. O terminal foi apontado como o aeroporto com a menor taxa de conexões perdidas em 2025. A afirmação é baseada em um  ranking internacional feito com 196 aeroportos de vários países incluindo do Reino Unido, União Europeia, além dos Estados Unidos, Canadá e Brasil.

A pesquisa foi elaborada pela AirHelp, empresa de advocacia que apoia passageiros afetados por atrasos e cancelamentos de voos. Entre os terminais aéreos analisados, o Hercílio Luz recebeu nota geral 9, a maior do ranking. A pontuação teve como critério o número de  conexões perdidas que foram reportadas em comparação ao número de conexões identificadas no aeroporto. Em seguida, os dados foram equalizados para classificar cada aeroporto e uma escala de 0 a 10.

Outros destaques do ranking

Segundo o levantamento, o Aeroporto de Tallinn, na Estônia, levou 8,97 e ficou em segundo lugar. O Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia, ficou em terceiro, com nota 8,95. Já o Aeroporto de Indianápolis ficou com 8,92 e o Aeroporto Peretola, na Itália recebeu nota 8,9 e ocuparam a quarta e quinta posições.


Os piores aeroportos para conexões

A pesquisa revelou que alguns aeroportos do Brasil se  destacaram negativamente no ranking devido aos problemas de conexão. O Aeroporto Internacional de Guarulhos, por exemplo, recebeu a quarta pior nota do levantamento ficando com 4,08, ocupando a 193ª posição no ranking geral. O Aeroporto de Congonhas recebeu 4,41 e ficou na posição 180. O Aeroporto Internacional de Brasília, Juscelino Kubitschek, também apresentou desempenho ruim. A nota foi 4,46, ocupando a 178ª posição entre os aeroportos com mais problemas de conexão.

O pior aeroporto do mundo em problemas de conexão foi o Bergamo Orio al Serio, na Itália, que recebeu nota 4,0. O segundo pior foi o Aeroporto Internacional de Dallas (EUA) com 4,03, e o terceiro pior foi o Aeroporto de Frankfurt am Main (GER) com nota 4,05.

Veja a ordem do Ranking dos Melhores e Piores Aeroportos Brasileiros para Conexões

  • 1º – Hercílio Luz International Airport - Florianópolis – Nota: 9,00
  • 3º – Santa Genoveva Airport - Goiânia – Nota: 8,95
  • 27º – Salgado Filho Airport - Porto Alegre – Nota: 8,33
  • 40º – Marechal Rondon Airport - Cuiabá – Nota: 8,00
  • 70º – Afonso Pena Airport – Curitiba – Nota: 7,23
  • 82º – Eduardo Gomes International Airport – Manaus – Nota: 6,92
  • 106 – Val de Cans/Júlio Cezar Ribeiro International Airport – Belém – Nota: 6,31
  • 117º – Pinto Martins International Airport – Fortaleza – Nota: 6,03
  • 126º – Deputado Luiz Eduardo Magalhães International Airport – Salvador – Nota: 5,79
  • 130º – Guararapes - Gilberto Freyre International Airport – Recife – Nota: 5,69
  • 131º – Tancredo Neves International Airport – Belo Horizonte – Nota: 5,67
  • 137º – Galeão - Antônio Carlos (Tom) Jobim International Airport – Rio de Janeiro – Nota: 5,51
  • 156º – Viracopos International Airport – Campinas – Nota: 5,03
  • 178º – Presidente Juscelino Kubitschek International Airport – Brasília – Nota: 4,46
  • 180º – Congonhas Airport – São Paulo – Nota: 4,41
  • 193º – Guarulhos International Airport – Guarulhos – São Paulo – Nota: 4,08


Compensação ao passageiro

Caso o passageiro tenha enfrentado algum problema durante a conexão, ele pode pedir ajuda judicial para não sair no prejuízo. É possível solicitar uma compensação. Mas, para isso, os  passageiros deverão entender que é necessário atender a alguns critérios.

O primeiro passo é verificar se o atraso ou cancelamento do voo realmente causou transtornos, estresse ou prejuízos financeiros ao passageiro. Algumas situações como perder uma consulta médica importante, c ancelamento de contrato, perda de emprego ou ausência em um evento pessoal relevante podem gerar pedidos de indenização contra a companhia aérea.

Caso o passageiro tenha sofrido os chamados “danos morais” e consiga comprová-los, há grandes chances de receber compensação financeira de até R$ 10 mil por pessoa. Além disso, as chances aumentam quando a companhia aérea é diretamente responsável pelo problema — por exemplo, em casos de falha técnica ou falta de tripulação.

Outro é detalhe é que a compensação deve ser abrangente e deverá incluir reparação por danos psicológicos. Segundo especialistas, mesmo quando o problema é causado por condições climáticas extremas ou outras situações fora do domínio do passageiro e do controle da companhia aérea, os direitos à assistência adequada e informações claras ainda se mantêm.

Leis que protegem os passageiros no Brasil

Muitos passageiros que viajam no Brasil não sabem, mas são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas normas da A gência Nacional de Aviação Civil (ANAC). As regras são os principais marcos legais sobre direitos dos passageiros no Brasil.

Essas normas definem claramente as responsabilidades das companhias aéreas sempre que há problemas nos voos. A legislação brasileira cobre voos domésticos, internacionais que partem ou chegam a aeroportos brasileiros e também voos com conexões em território nacional.

A proteção deverá atender aos seguintes critérios

  • O voo partiu ou chegou a um aeroporto brasileiro
  • O voo foi cancelado com pouco aviso, atrasou mais de três horas ou sofreu overbooking
  • O passageiro não recebeu assistência adequada da companhia aérea
  • O incidente ocorreu nos últimos cinco anos
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