
Barra do Piraí é um município localizado no sul do estado do Rio de Janeiro e faz parte do circuito turístico composto por 15 cidades, conhecido como Vale do Café. Os municípios dessa região tiveram um papel muito importante na construção da economia do estado durante o ciclo cafeeiro, no século XIX. Hoje, alguns roteiros turísticos são planejados para apresentar a arquitetura e algumas fazendas voltadas para a agricultura familiar.
O passeio turístico na Fazenda Agroecológica Alliança é uma das experiências conhecidas no Vale do Café e em Barra do Piraí (RJ). A fazenda foi fundada em 1860 por José Pereira de Faro, figura influente no período do imperial do Brasil. Um dos detalhes da produção na época, foi o desvio do rio que passa pela propriedade. Segundo a administração da fazenda, a água do rio era usada para separar os grãos bons dos ruins e, até hoje é possível ver os canais onde os trabalhadores faziam o manejo do produto.
O sistema de engenharia antigo, os terreiros de secagem do café, a tulha, local onde o café e era armazenado, maquinários e algumas áreas onde são servidas as refeições para os visitantes e hóspedes são alguns dos pontos visitados durante o passeio. A sede da fazenda e a cafeteria também são pontos altos do passeio. Não só pela parte histórica, mas também pela degustação que acontece após o trajeto.
Durante o passeio, o turista é recepcionado por guias da própria fazenda que fazem todo o percurso explicando o processo de produção. Então os visitantes conhecem as mudas, os locais de plantação até formar um cafezal, fazem o circuito histórico da fazenda, participam de uma colheita simbólica, colocam o café para secar; passam pelos locais de beneficiamento dos grãos e depois são levados para a cafeteria para degustar o produto.Café premiado
Segundo a administração da fazenda, todo o processo é feito manualmente. Os pés de café são sombreados e crescem entre árvores e outras espécies de plantas. A produção é inteiramente orgânica e não usa insumos industriais. Segundo os funcionários, apenas os grãos maduros são colhidos durante a produção e este método faz com que o produto seja diferente do café vendido nos supermercados.

A fazenda foi adquirida pela proprietária Josefina Durini em 2009. Nesta época, não havia produção agrícola no local, mas alguns pés de café foram descobertos e, segundo Josefina Durini, após incentivo eles conseguiram começar a produzir:
“Descobrimos cafeeiros abandonados, remanescentes da época em que a fazenda pertencia ao José Pereira de Faro (1832-1899), terceiro Barão de Rio Bonito, um grande produtor de café. Com o tempo, o SEBRAE entrou na história e, em 2017, incentivou o cultivo de café e o turismo no Vale do Café. Eles perceberam que havia uma demanda pelo produto da região, mas ninguém o produzia em escala relevante. Então, um projeto foi criado para incentivar o plantio.”
Experiência de hospedagem
A fazenda não se intitula como um hotel, mas oferece uma experiência de hospedagem. O local tem sete suítes, e é direcionado para pequenos grupos ou pessoas que decidem celebrar momentos especiais como casamentos, bodas, locações para gravações audiovisuais e outros.
Segundo a administração, ao adquirir o pacote de hospedagem, o visitante tem a alimentação inclusa, visitação guiada pela fazenda, pela natureza da região como passeios por trilhas e pontos turísticos, o visitante também passeia pela produção de hortaliças, frutas e plantas alimentícias não convencionais (panc) e também conhecem a produção de búfalos e derivados do leite. Todos os alimentos produzidos na fazenda fazem parte do cardápio oferecido aos visitantes.
As visitas com degustação do café durini dura 2 horas e é feita com grupos a partir de 4 pessoas. O passeio custa R$ 190,00 por pessoa de segunda à sexta-feira. Aos finais de semana o passeio custa R$ 220,00 por pessoa.
A visita com almoço tem o mesmo percurso que passa por toda a produção de café e produtos orgânicos. A adminsitração do local afirma que diferençaentre os passeios é que além da degustação há uma refeição preparada com os insumos orgânicos da fazenda. O cardápio pode ser adaptado para veganos, vegetarianos e pessoas com restrições alimentares. A visita tem duração de 2h30.
A terceira experiência oferecida é uma imersão de 5 horas e inclui o café da manhã e almoço que inclui algumas visitas que podem ser personalizadas de acordo com o gosto do visitante. Os guias podem levá-los ao curral das búfalas, por trilhas na região, ir até o mirante da fazenda para fazer registros, passar pelos pomares históricos e adaptar os roteiros de acordo com o que for mais agradável. A fazenda não informou quanto custa a experiÊncia mais longa.
Segundo a administração da fazenda, duas diárias com pernoite ficam entre R$ 5.775 para um casal, incluindo a pensão completa e todos os passeios pela fazenda. O serviço deve ser agendado pelo telefone ou pelas redes sociais da Fazenda Alliança.













