A preocupação com uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) na Europa já fez algumas empresas se mobilizarem com projetos de  distanciamento social em aviões e até nas praias.

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Reprodução/ Nuova Neon Group
Para frequentar as praias na Europa, empresa criou cabines

Uma empresa de Modena, região da Itália, criou uma cabine de acrílico para ser usadas pelas famílias nas praias do país. A Nuova Neon Group Due já trabalha para o governo italiano produzindo telas de proteção para os comércios locais.

No projeto das praias, os muros que seriam usados pelos frequentadores teriam dois metros de altura e 4,5 metros de largura. As caixas estão sendo apelidadas de "galinheiros" pela mídia local. Assim como o projeto dos aviões, as proteções nas praias são vistas como "irrealistas" por salva-vidas e proprietários de clubes da região.

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Reprodução/ Nuova Neon Group
As cabines de proteção nas praias da Itália poderiam causar "desidratação", alertam críticos

Mauro Vanni, presidente da cooperativa de salva-vidas da cidade de Rimini, disse que as pessoas morreriam de desidratação se fossem usadas para usá-las no clima quente.

Espanha também adotará distanciamento social para os turistas

Com um projeto menos futurista, a Espanha anunciou que os turistas que visitarem o país pelos próximos meses precisarão ter cuidados extremos de distanciamento social .

De acordo com Reyes Maroto, ministro do Turismo do país, os visitantes não poderão se reunir em hotéis e devem "tomar banho de sol a dois metros de distância" um do outro. O parlamentar alegou que as medidas são para a proteção dos turistas.

No momento, a preocupação espanhola é em incentivar o turismo local. “Dependemos da evolução da pandemia e temos que garantir, quando o turismo internacional se abrir, que a pessoa que venha à Espanha é uma pessoa segura. A rentabilidade do setor de turismo será, sem dúvida, reduzida, porque não teremos capacidade de mobilizar 87 milhões de turistas atualmente", contou Reyes ao El País .

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A tendência mundial deve ser o turismo nacional até, pelo menos 2022, já que alguns estudiosos apontam que a pandemia da Covid-19 só deve se encerrar por completo daqui a dois anos.

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