A pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) travou as opções de viagem pelo mundo. O medo da contaminação tem fechado diversas fronteiras e a Europa já estuda suspender as entradas até o mês de setembro para não começar uma nova onda de contágios.

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Férias na pandemia

Nesse cenário, o iG Turismo conversou com alguns especialistas da área para entender quando será seguro voltar a tirar férias e quais serão os melhores lugares para conhecer depois da pandemia.

Para quem está planejando uma viagem ao exterior nos próximos meses, a estimativa não é muito animadora. Segundo a coordenadora do curso de Turismo da Estácio, Fernanda Arcieri, o mercado internacional deve demorar para retomar a normalidade.

“A previsão de empresas aéreas internacionais é o retorno gradativo no segundo semestre de 2020, outras estimam que a retomada do fluxo em 100% e o retorno ao patamar de antes da pandemia se dê até dezembro de 2021. A tendência é que agências de viagens vendam mais pacotes regionais a partir do afrouxamento do isolamento social”, explica.

Já no cenário brasileiro, a estimativa é um pouco mais otimista. “Um levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) indica que 92% dos empreendimentos hoteleiros no Brasil pretendem reabrir nos próximos três meses: 47% em junho; 21% em abril e 24% em maio. Mas, a parte aérea não planeja retornar antes de maio, cada companhia tem seu cronograma. O pensamento é para o segundo semestre de 2020 mesmo”, comenta o turismólogo e influencer Tiago Lopes.

Já paguei minha viagem, e agora?

Mas e se você está no meio de um carnê para viagem nos próximos meses? Fernanda dá algumas dicas para não perder esse investimento. “Entre em contato com as empresas fornecedoras dos serviços e observe as políticas de devolução e cancelamento. Cada empresa trabalha de uma forma diferente", alerta a turismóloga. 

"O Governo Federal instituiu uma Medida Provisória definindo um prazo de até 12 meses para que as empresas devolvam os valores já pagos pelos clientes, a dica é entrar em contato o quanto antes com agências, companhias aéreas e hotéis para solicitar a devolução ou adiamento. Se optar por manter a data da viagem, veja como estarão as políticas de restrição do destino”, completa.

Os preços das viagens pós-pandemia irão cair?

Essa é uma questão difícil de responder, segundo a diretora de comunicação do Viajala, Luísa Dalcin.

“Os países ou até regiões dentro de um mesmo país terão reaberturas em momentos diferentes, a ritmos diferentes, com as viagens voltando pouco a pouco. Por enquanto, a maioria dos aviões das companhias aéreas está em solo, sem operação - a oferta de voos caiu drasticamente. Ainda não sabemos qual será o impacto dessa crise no setor, nem sequer se a oferta vai se restabelecer por completo, e isso afeta o preço diretamente”, comenta.

Para minimizar os prejuízos financeiros, algumas empresas têm feito promoções que podem ser utilizadas no próximo ano, como o  Hotel Urbano que está comercializando pacote para a Disney por R$ 1.499 e outras viagens para a Europa por R$ 1.999, mas é bom tomar cuidado. “Como não tem uma estimativa de quando retornará as atividades, o barato pode sair caro”, lembra Tiago.

Para onde viajar quando tudo isso passar?

Na escolha dos melhores destinos para conhecer pós-pandemia , a ideia é manter a exploração nacional. “Os destinos nacionais estarão em alta. Eles são a melhor aposta para viajar ainda esse ano, já que não há como prever quando será a abertura de fronteiras e quanto vai custar o dólar quando esse dia chegar. As viagens nacionais demandam voos mais curtos, costumam ser mais baratas e não exigem tanta antecedência na organização”, comenta Luisa.

Ainda assim, serão necessários alguns cuidados nesse momento de retorno. “A tendência inicial será a prática do Turismo interno com deslocamentos rodoviários e que não favoreçam aglomerações como grupos grandes e eventos de maior porte”, afirma a professora Fernanda.

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Em unanimidade, os especialistas afirmam que a dica é planejar suas férias para 2021 se atentando às políticas de cancelamento para não haver problemas futuros. 

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