Tamanho do texto

Julho marca o início da temporada de observação de animais marinhos no Brasil, e os 7 mil km de litoral do país oferecem diversos pontos para isso

Se você gosta de animais marinhos, provavelmente sabe que julho marca o início da temporada de observação de diversas espécies no Brasil. As jubartes e baleias-francas, por exemplo, ficam nas águas daqui até novembro, procurando por águas mais quentes no Atlântico Sul para a reprodução.

Leia também: Veja o que fazer em Ilha Grande e quais locais você não pode deixar de visitar

Baleia jubarte mergulhando no litoral de Abrolhos, Bahia arrow-options
shutterstock
Os animais marinhos começam a popular o litoral brasileiro nessa época do ano, e não faltam pontos para observá-los

Outros animais marinhos que batem cartão no país são os botos, que trazem seus filhotes para as baías de Sepetiba e Guanabara. Aves como os flamingos, que chegam ao Rio Grande do Sul em novembro, também estão entre as convidadas da temporada.

E em locais como Fernando de Noronha, a atividade desses animais continua a todo vapor, já que eles ficam o ano todo por lá. Mas para você não ter que ficar atrás de destinos para observar a fauna marinha, aqui vão os cinco melhores pontos no litoral brasileiro para os aficionados pelo fundo do mar.

A regra número 1 para observar os animais marinhos

Antes de mais nada, vale lembrar que os pontos de observação servem apenas para contemplar os animais que vão para lá. No Brasil é proibido interagir com boa parte deles, mesmo que se aproximem do barco em que você está. Portanto, para evitar problemas, contenha a vontade de mexer com os animais e apenas observe-os.

1. Abrolhos, BA

Peixes nadando em arrecife de coral de Abrolhos arrow-options
shutterstock
Além das jubarte, Abrolhos é o lar de belos arrecifes de coral, que são atrações entre dezembro e junho

O Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, é o primeiro destino para quem gostaria de conhecer as jubartes de perto. Essa espécie, que chega a 16 m de comprimento e pesa em torno de 40 toneladas, fica na região até o 11º mês do ano.

Da cidade de Caravelas saem barcos que levam os turistas para observar esses gigantes da fauna marinha. A duração da viagem varia entre quatro e seis dias. E, embora elas possam ser avistadas em outros pontos ao longo da costa brasileira, Abrolhos é tiro e queda para quem deseja ver as jubarte.

Mas as atrações do arquipélago não param por aí: suas águas também estão forradas de arrecifes de coral. Mesmo que a temporada para vê-los já tenha acabado, os passeios voltam a ser oferecidos em dezembro.

2. Imbituba e Garopaba, SC

Baleia-franca nadando próxima a Garopaba arrow-options
shutterstock
As baleias-francas visitam o litoral brasileiro na região sul até novembro e podem ser avistadas em Santa Catarina

O litoral catarinense é o ponto de peregrinação para uma das maiores espécies de animais marinhos: a baleia-franca, que chega a 18 m de comprimento e pode pesar até 80 toneladas. 

Esse gigante dos sete mares pode ser avistado em diversas cidades de Santa Catarina, mas os principais pontos para observá-las são Imbituba e Garopaba. Assim como no caso de Abrolhos, existem embarcações que levam os turistas para avistar esses animais marinhos, mas com binóculos, para manter distância deles.

Segundo o Projeto Baleia Franca, porém, é possível avistá-las em terra firme mesmo entre os meses de agosto e outubro. A entidade de proteção e monitoramento desses animais é responsável por manter também um museu e um centro de visitantes com informações sobre esses mamíferos do mar.

Leia também: Belezas naturais e diversão: veja o que fazer em Alagoas na sua próxima viagem

3. Fernando de Noronha, PE

Golfinho rotador pulando da água em Fernando de Noronha arrow-options
shutterstock
Os golfinhos rotadores de Fernando de Noronha adoram se exibir para os turistas e se aproximar dos barcos

Fernando de Noronha é considerado o melhor ponto de observação de vida marinha em todo o mundo, e o fato de que não existe temporada para essa atividade no arquipélago é prova disso.

As águas de Fernando de Noronha abrigam outras 230 espécies de peixes, 40 tipos de aves e 15 modalidades diferentes de corais. Alguns dos habitantes mais famosos são as tartarugas-marinhas, os tubarões, as arraias e as baleias, entre outros.

Mas quem leva o troféu por lá mesmo são os golfinhos rotadores, avistáveis a partir de embarcações ou do Mirante dos Golfinhos, onde ficam pesquisadores e binóculos do Projeto Golfinho Rotador. 

Outra forma de explorar esse trecho do litoral brasileiro é mergulhando ou praticando snorkel, tarefa facilitada pelas águas cristalinas que permitem uma visibilidade de 50 m sob a superfície.

4. Lagoa do Peixe, RS

Flamingos chilenos na Lagoa do Peixe arrow-options
shutterstock
A Lagoa do Peixe é um ponto de observação ideal para os aficionados por aves migratórias como o flamingo chileno

Em quarto lugar da lista, os viajantes chegam pelo ar. Os flamingos, originários do Chile, fazem uma parada em sua rota migratória na Lagoa do Peixe, onde ficam até abril.

De tão comum por lá, a ave que habita lagos de água salgada e salobra se tornou símbolo do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, podendo ser avistada principalmente nas imediações do município de Tavares.

Apesar de serem a atração principal, os flamingos não ficam sozinhos na lagoa. Outras 200 espécies de aves migratórias passam por lá para se alimentarem de moluscos, crustáceos e microorganismos. Para ver esse espetáculo da natureza, é uma boa ideia contratar as agências turísticas da região, que realizam passeios de quatro a sete dias.

5. Baías de Sepetiba e Guanabara, RJ

Boto-cinza nadando à distância na Baía de Guanabara arrow-options
shutterstock
Diferente do golfinho rotador, o boto-cinza do litoral brasileiro é arisco e não gosta que cheguem perto dele

A lista termina no sudeste brasileiro, mais especificamente no estado do Rio de Janeiro. As baías de Sepetiba e Guanabara são os lares dos botos-cinza, espécie ameaçada de extinção - de acordo com estimativas da Uerj, são cerca de 800 espécimes nos locais.

Entre abril e novembro aparecem os filhotes, que encantam os turistas enquanto aprendem a saltar como os pais. Mas não se aproxime: diferente dos golfinhos rotadores de Fernando de Noronha, os botos-cinza não gostam que se aproximem deles.

Leia também: Empresa norueguesa inaugura primeiro restaurante submerso da Europa; confira

Se você quiser ver esses animais marinhos de perto, precisará agendar um passeio com o Instituto Boto-Cinza, que realiza viagens diárias com saída de Mangaratiba ou de Guapimirim no período da manhã.