Saiba mais sobre o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro
Camille Panzera
Saiba mais sobre o Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro


Neste dia 11 de setembro, a série de ataques terroristas contra os Estados Unidos, coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda (liderada por Osama Bin Laden) em 2001, completa 20 anos. Na manhã daquele dia, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais com passageiros e os arremessaram contra dois edifícios do complexo World Trade Center, em Nova York. A ação resultou na morte de cerca de 3 mil pessoas. 

Em 2006, a World Trade Center Memorial Foundation e a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey começaram a construir o National September 11 Memorial & Museum (Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro), no local exato onde ficava o complexo World Trade Center.

O projeto conta com dois corpos d’água de 4 mil m² de área abrigando as duas maiores cascatas artificiais dos EUA no formato das Torres Gêmeas, simbolizando a perda das vítimas e o vazio físico deixado pelos ataques terroristas de 2001. As cascatas foram uma estratégia para reduzir os ruídos da cidade, concedendo assim um tom contemplativo ao memorial. 

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Os nomes das mais de 2 mil vítimas estão gravados em placas de bronze atreladas ao parapeito das fontes. A organização dos nomes segue uma ordem algorítmica, criando "adjacências significativas" com base nas relações de proximidade às épocas dos ataques, afiliação a companhias ou organizações, para aqueles ligados ao World Trade Center, por exemplo.

Os nomes dos funcionários e visitantes da Torre Norte e os passageiros e tripulação do Voo American Airlines 11, que colidiu com o primeiro edifício, foram gravados no perímetro da Fonte Norte, já os nomes dos funcionários e visitantes da Torre Sul, os passageiros e tripulação do Voo United Airlines 175, que o atingiu, e os funcionários, visitantes e transeuntes das redondezas de ambas as torres estão no perímetro da Fonte Sul. 


Uma pereira de 2,4 metros, recuperada dos escombros do World Trade Center, em outubro de 2001, foi batizada de “A Árvore Sobrevivente” (“Survivor Tree”). Ela estava quase incinerada quando foi encontrada, com apenas um galho vivo, e foi transplantada pelo Departamento de Parques e Recreação da Cidade de Nova York para o Van Cortlandt Park, no Bronx. Apesar de não existirem muitas esperanças, afinal ela estava quase morta, mas a pereira voltou a mostrar vitalidade na primavera seguinte. 

Já o O Museu Memorial Nacional do 11 de Setembro foi aberto ao público em maio de 2014, com mais de 10 mil peças, incluindo aço das Torres Gêmeas. Ele foi erguido onde antes ficava a escultura The Sphere, de Fritz Koenig, um grande globo de metal no centro da fonte entre as duas torres. Ele está a aproximadamente 21 metros abaixo do chão, acessível pelo pavilhão projetado pela firma Snøhetta. A obra possui uma aparência desconstrutivista, assemelhando-se, assim, a um edifício parcialmente destruído, em referência ao efeito dos atentados. Uma das paredes do museu é de contenção do rio Hudson, que ficou intacta durante e depois dos ataques de 11 de setembro.


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