Caminho dos Jesuítas
Reprodução/Ministério do Turismo
Caminho dos Jesuítas

As missões Jesuítas no Brasil e em toda a América do Sul foram muito intensas, catequizando os povos originários , escravizados em seguida pelos colonizadores europeus. Hoje, as marcas que os cristãos deixaram nesses lugares compõem o principal corredor turístico da América do Sul, e um dos mais importantes do mundo.

Mesmo recebendo muitos visitantes, a região ainda não possui uma grande infraestrutura para aumentar sua capacidade de recepção. Por um lado, isso pode representar segurança neste momento de pandemia, ao evitar aglomerações, por outro os governos dos países que englobam a rota já estão executando projetos para desenvolver o Caminho dos Jesuítas.

De acordo com o Ministério do Turismo, o roteiro recebe 250 mil turistas todos os anos, conduzindo-os pela história da Companhia dos Jesuítas, que catequizou os índios Guarani no Sul do Brasil. A rota completa cruza Brasil, Paraguai, Uruguai, a Argentina e a Bolívia e a ideia é que o trajeto seja feito a pé – como o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha – e percorrido totalmente em um mês.

No Brasil, o roteiro é composto por 26 municípios do Rio Grande do Sul, englobando as ruínas de São Miguel das Missões, que foram declaradas Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco em 1983. A Aldeia Guarani, o Museu das Missões, a Cruz Missioneira, a Fazenda da Laje, a Fonte Missioneira, o Ponto de Memória Missioneira e o Pórtico com escrita em guarani – CO YVY OGUERECO YARA, que significa "esta terra tem dono", completam a parte da rota brasileira.

O Sítio Arqueológico de São João Batista, no município de Entre-Ijuís (RS), também faz parte da rota
Reprodução/Prefeitura de Entre-Ijuís
O Sítio Arqueológico de São João Batista, no município de Entre-Ijuís (RS), também faz parte da rota

Com um cenário cinematográfico, as Ruínas de São Miguel das Missões (RS) surpreendem pela suntuosidade que garantiu o título de conjunto arqueológico mais importante do Brasil e também de patrimônio cultural da humanidade, concedido pela Unesco. O conjunto, remanescente dos Sete Povos das Missões Jesuíticas na América, conta um pouco da história da Companhia de Jesus.

O viajante pode aproveitar para conhecer outros atrativos da região como a Catedral Angelopolitana, de Santo Ângelo, e os Sítios Arqueológicos de São João Batista, São Lourenço e São Nicolau.

O Ministério do Turismo vem implementando programas de incentivo para a elaboração e o fortalecimento dos equipamentos turísticos da região. A expectativa da pasta é triplicar o número de visitantes da região em dois anos, passando dos atuais 100 mil [somente na parte do Brasil] anuais para 300 mil.

Ruínas de São Miguel das Missões iluminadas à noite
Reprodução/Ministério do Turismo/Roberto Castro
Ruínas de São Miguel das Missões iluminadas à noite

Desafio para empresas
Lançado em parceria entre os governos de todos os países que possuem partes da trilha e pelo Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), o Smart Challenge tem como objetivo fazer empresas criarem soluções e produtos para desenvolver a capacidade turística do Caminho dos Jesuítas. As inscrições no projeto podem ser feitas até a próxima segunda-feira, 26 , por empresas de segmentos variados.

Ao todo, são 7 desafios propostos: logístico/administrativos, de desenho da oferta turística, de marketing, de gestão turística, de captação de investimentos público-privados, de coordenação intersetorial e empresarial e de reativação turística pós-pandemia. O projeto faz parte de um acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que destinou US$ 500 mil para a estruturação turística do roteiro multidestino.

Catedral Angelipolitana, na cidade de Santo Angelo (RS)
Reprodução
Catedral Angelipolitana, na cidade de Santo Angelo (RS)

Sobre a importância da rota neste momento de pandemia e o desafio lançado, o ministro do turismo destaca que ela é uma opção que pode ser conhecida em família e pequenos grupos, formato que é apontado como grande tendência para a retomada segura o turismo.

“Sabemos que o turismo iniciará sua recuperação pelo  turismo doméstico e, também, pelo turismo regional  e essa iniciativa realizada em parceria com os ministérios de países vizinhos e com o BID certamente será imprescindível para que o turismo volte a crescer e gerar emprego e renda em nosso país”, afirmou Gilson Machado Neto.

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