Avião A350-1000ULR -  Qantas
Divulgação: Airbus
Avião A350-1000ULR - Qantas



Quem pretende viajar de avião nas próximas semanas deve reservar alguns minutos antes de sair de casa para conferir documentos, bagagens e as normas da companhia aérea. Segundo informações do Ministério de Portos e Aeroportos, cuidados simples podem evitar transtornos no embarque, desde a apresentação de um documento inadequado até o transporte de objetos proibidos na cabine ou no porão da aeronave.

Nas viagens dentro do Brasil, são aceitos documentos oficiais com foto que permitam a identificação do passageiro, como RG, Carteira de Identidade Nacional (CIN), CNH, passaporte, Carteira de Trabalho e documentos emitidos por conselhos profissionais. Também podem ser utilizados documentos digitais, como a CNH-e e o e-Título, desde que sejam apresentados pelos aplicativos oficiais e estejam dentro do prazo de validade.

Para quem vai ao exterior, o passaporte válido é obrigatório na maioria dos destinos. Em alguns países, o documento precisa ter validade mínima de seis meses a partir da data de retorno da viagem, além de eventuais vistos e outras exigências de entrada. Já nos países do Mercosul, brasileiros podem ingressar apenas com o RG físico ou a CIN, desde que os documentos estejam em bom estado de conservação e tenham sido emitidos há menos de dez anos.

O que pode e o que não pode levar

Ao preparar a bagagem de mão, o viajante deve verificar as dimensões permitidas pela companhia aérea. Roupas, objetos pessoais, celulares, notebooks, tablets, carregadores, medicamentos de uso pessoal e alimentos para consumo durante a viagem estão entre os itens normalmente autorizados. Em voos internacionais, líquidos, cremes, pastas e aerossóis precisam estar em recipientes de até 100 mililitros, armazenados em embalagem transparente, conforme as normas de segurança adotadas internacionalmente.

As baterias de lítio e os carregadores portáteis também exigem atenção. Esses equipamentos devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão, devido ao risco de incêndio em caso de curto-circuito. Cada passageiro pode levar até dois power banks com capacidade de até 100 Wh, o equivalente a cerca de 27 mil mAh. Modelos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh dependem de autorização da companhia aérea, enquanto equipamentos acima desse limite são proibidos.

Na cabine, não é permitido transportar armas de fogo, munições, materiais explosivos ou inflamáveis, além de objetos cortantes ou perfurantes, como facas, canivetes e tesouras acima do tamanho permitido. Ferramentas de grande porte e outras substâncias consideradas perigosas também estão entre os itens com restrições, sendo necessário verificar previamente se podem ser despachados ou se o transporte é proibido.

Na bagagem despachada, continuam vetados produtos explosivos, materiais altamente inflamáveis, substâncias corrosivas, tóxicas ou radioativas. Objetos de valor, como dinheiro, joias, documentos e equipamentos eletrônicos, devem permanecer, sempre que possível, na bagagem de mão.

Antes da viagem, a recomendação é consultar as regras da companhia aérea sobre peso, quantidade e dimensões das malas, além das orientações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em caso de dúvidas sobre o transporte de algum item.


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