A redução é causada pelo aumentos dos custos operacionais em função dos reajustes do querosene de aviação
Foto / Agência Brasil
A redução é causada pelo aumentos dos custos operacionais em função dos reajustes do querosene de aviação


A oferta de voos domésticos no Brasil registra trajetória de queda nas projeções para maio e junho de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). As revisões sucessivas indicam retração contínua na malha aérea, com impacto relevante na capacidade de transporte em todo o país.

A redução é causada pelo aumentos dos custos operacionais em função dos reajustes do  querosene de aviação (QAV). Número de voos cai até 4,3% nas projeções mais recentes. No início de abril de 2026, a expectativa era de 2.193 voos diários. Com a atualização de 6 de maio, o número recuou para 2.121 voos por dia, uma redução de 3,3%.

Na projeção mais recente, de 12 de maio, a estimativa caiu para 2.100 voos diários, consolidando retração de 4,3% em relação à previsão inicial.
No acumulado do mês, a redução chega a 2.883 voos a menos em todo o território nacional.

Impacto direto: menos aeronaves, assentos e passageiros

A diminuição média de 93 voos diários gera impacto significativo na operação do setor aéreo brasileiro. A retração equivale a:

31 aeronaves de grande porte fora de operação
14 mil assentos a menos por dia
12 mil passageiros impactados diariamente

Expectativa muda: de crescimento para retração

As projeções para maio de 2026 mostram uma rápida mudança de cenário ao longo das atualizações:

2 de abril: previsão de alta de +2,52%
17 de abril: queda de -0,51%
6 de maio: retração de -0,83%
12 de maio: redução de -1,8%

O movimento evidencia a reversão da expectativa de crescimento para um cenário de contração em poucas semanas.

Confira os 5 estados mais afetados pela redução de voos

Os dados apontam impactos desiguais entre as regiões brasileiras. Os cinco estados mais afetados concentram as maiores quedas na oferta aérea:

1. Acre: queda de 14,7%
O estado apresenta a maior retração do país, com forte redução na disponibilidade de voos.
2. Amazonas: queda de 13,6%
A diminuição compromete a conectividade em uma região dependente do transporte aéreo.
3. Pernambuco: queda de 11,2%
Importante polo regional, o estado sofre redução relevante na sua malha aérea.
4. Goiás: queda de 9,8%
A queda impacta ligações estratégicas do Centro-Oeste com outras regiões.
5. Pará: queda de 9,3%
A retração afeta fluxos importantes dentro da região Norte e conexões nacionais.

Outros estados também registram queda, como Paraíba (-6,3%) e Minas Gerais (-5,6%), porém com impacto menor em comparação aos cinco mais afetados.

Tendência para junho indica agravamento do cenário

As projeções para junho de 2026 apontam intensificação da retração na malha aérea brasileira. A comparação entre os dados de abril e maio indica redução estimada de 121 voos diários, o equivalente a cerca de 40 aeronaves a menos em operação.

A queda projetada é de 5,3% na oferta total de voos, reforçando a tendência de contração do setor no curto prazo.


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