
A concessionária BH Airport completa 12 anos na operação do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte . Desde 2014, a concessionária opera o terminal e, neste período, já movimentou cerca de 131.5 milhões de passageiros. Segundo a empresa, esse número corresponde a quase seis vezes a população de Minas Gerais.
Em 2026, o aeroporto consolidou uma ampla rede de conectividade, ligando Belo Horizonte a 65 destinos domésticos regulares, alcançando 26 das 27 capitais brasileiras e outros 15 aeroportos regionais . De acordo com a empresa, esta é a maior malha doméstica do Brasil.
Com a expansão, o crescimento das operações para o mercado externo surgiu como prioridade. Em 2014, no incídio dos trabalhos no terminal, a BH Airport tinha apenas duas rotas regulares para o exterior . Atualmente, o terminal opera nove ligações, incluindo Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago, Orlando, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este, além de operações sazonais para Bariloche e Curaçao .
De acordo com a empresa, a estratégia segue uma lógica conhecida da indústria aérea: quanto maior a oferta de passageiros provenientes da malha doméstica, maior a capacidade de sustentar voos internacionais de maior alcance.
A movimentação no terminal
Em 2025, o BH Airport registrou o maior movimento da história, com 13,3 milhões de passageiros, um crescimento de 7,8% em relação a 2024 e de 19,2% na comparação com o período pré-pandemia. No quesito pontualidade, os dados revelam que o terminal mineiro está entre os 10 aeroportos de médio porte mais pontuais do mundo.
Segundo o mais recente relatório mensal de desempenho operacional da Cirium, referência em performance de pontualidade entre aeroportos e companhias aéreas, o BH Airport registrou 86,28% das partidas no horário, considerando 8.879 voos, com cobertura de 99,43% das operações monitoradas.
De acordo com o CEO do BH Airport, Daniel Miranda, quanto mais o estado de Minas Gerais está conectado aos outros maiores são as possibilidades:
Na rota da expansão
Entre agosto de 2014 e agosto de 2026, a empresa investiu R$ 1,4 bilhão no terminal para transformá-lo em uma plataforma de crescimento , excelência operacional, logística, conectividade e desenvolvimento econômico. Houve a construção do Terminal de Passageiros 2 que reorganizou fluxos e abriu espaço para a expansão das malhas doméstica e internacional.
Também houve a ampliação da pista de pousos e decolagens, de 3 mil para 3,6 mil metros, aumentando a capacidade para receber voos de longa distância. Os investimentos permitiram um salto de 10 milhões para 32 milhões de passageiros por ano , ao longo dos 12 anos de concessão foram 198 mil movimentos de aeronaves.
Entre as mudanças realizadas no terminal estão a instalação de novas pontes de embarque, totalizando 26, a modernização dos sistemas operacionais, de segurança e de processamento de bagagens, além de obras para renovação dos pátios de aeronaves, pavimentos, sistemas de iluminação, monitoramento, climatização, energia e controle de acesso.
De acordo com a BH Airport, a modernização da infraestrutura do terminal refletiu diretamente nos indicadores operacionais e na experiência dos passageiros, criando as condições necessárias para a expansão sustentável das operações.
Logística que conecta Minas aos mercados globais
Ao longo deste período de trabalho, o BH Airport estruturou uma plataforma logística voltada ao comércio exterior e às cadeias industriais de Minas Gerais. A participação do complexo aeroportuário na movimentação de mercadorias e no planejamento das empresas foi ampliada. Em 2025, o Terminal de Cargas de Confins movimentou 13,1 mil toneladas, distribuídas por 37.769 processos aduaneiros. O valor CIF das mercadorias, que considera custo, seguro e frete, alcançou R$ 15,9 bilhões.
O Hub Logístico Multimodal do terminal mineiro sustenta a operação ao reunir, em uma mesma plataforma, cargas internacionais transportadas pelos modais aéreo, marítimo e rodoviário. A estrutura ocupa 15 mil metros quadrados, dos quais 12 mil estão em área alfandegada, e inclui 3.131 metros quadrados de câmaras frias, 300 metros quadrados destinados a cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras.
O terminal é o único recinto alfandegado de Minas Gerais com funcionamento ininterrupto. Mais do que movimentar mercadorias, o aeroporto de Confins busca ser também uma infraestrutura de apoio à produção, ao comércio exterior e à inserção de Minas Gerais em mercados globais.
Da descarbonização à economia regional
O BH Airport foi reconhecimento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como o aeroporto mais sustentável do país e a conquista de cinco selos consecutivos de Aeroporto Verde . A empresa qua administra o terminal afirma que uma das principais questões é o meio ambiente no cenário da aviação brasileira. Com as conquistas, o terminal mineiro mantém a certificação nível 3+ no programa Airport Carbon Accreditation (ACA), do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) e é o primeiro aeroporto carbono neutro do Brasil.
Para controlar a pegada de carbono no planeta, a empresa aderiu a programa ACA, em 2017. Segundo registros,aproximadamente 8.600 toneladas de CO₂ já foram evitadas. A empresa também conseguiu reduzir 69% de suas emissões diretas .
Entre as iniciativas adotadas pelo BH Airport está o projeto 400Hz + PCA, que transformou a forma como as aeronaves são atendidas em solo. A mudança retirou de circulação 16 equipamentos a diesel e trouxe um impacto direto e tangível: cerca de 202 mil litros de combustível deixaram de ser consumidos por ano, evitando a emissão de, pelo menos, 500 toneladas de CO₂ equivalente anualmente.
A agenda de inovação do terminal aéreo acompanha esse movimento. No Centro de Operações Aeroportuárias (APOC), sistemas i ntegrados reúnem informações operacionais em tempo real para aumentar a eficiência, a previsibilidade e a segurança das operações.
A equipes utilizam drones para ampliar o alcance das inspeções de infraestrutura e perímetro, apoiando a identificação de focos de incêndio por meio de câmeras térmicas e auxiliando nas ações dos órgãos de segurança pública.
A experiência do passageiro também faz parte das mudanças implementadas. No início da concessão, apenas 27 operações comerciais atendiam as conveniências de quem circulava pelo terminal. Doze anos depois, o BH Airport oferece aos passageiros cerca de 100 pontos de alimentação, varejo, serviços e hospitalidade, além de seis salas VIP e da oferta de hospedagem para diferentes períodos de permanência, como o Hotel Ruby, por exemplo.
Empregos e geração de renda
A evolução trouxe ainda reflexos relevantes para a atividade econômica regional. De acordo com a empresa, mais de 8 mil pessoas trabalham diretamente no complexo aeroportuário. A cadeia econômica associada às operações do aeroporto sustenta mais de 28 mil postos de trabalho em 14 municípios da região.
Entre 2014 e 2025, o BH Airport recolheu R$ 1,07 bilhão em outorgas ao governo federal e R$ 180 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) aos municípios de Lagoa Santa e Confins. Em contrapartida, a empresa ofereceu i niciativas voltadas à educação e empregabilidade que impactaram diretamente mais de 3,7 mil pessoas em 2025, entre projetos educacionais e feirão de empregos.
Segundo a empresa, o próximo ciclo será transformar cada vez mais essa conectividade em turismo, comércio exterior, investimentos, empregos, oportunidades e desenvolvimento para Minas Gerais.