O Turismo na ilha
Em Fernando de Noronha tem um cenário de valorização crescente do turismo. Segundo um estudo do ICMBio e Mtur, as visitações nas Unidades de Conservação Federais movimentam R$ 40,7bi na economia.
No mês de aniversário da ilha, o projeto Panorâmicas de Noronha mostra o arquipélago além das paisagens superfície
Em Fernando de Noronha tem um cenário de valorização crescente do turismo. Segundo um estudo do ICMBio e Mtur, as visitações nas Unidades de Conservação Federais movimentam R$ 40,7bi na economia.
No dia 10 de agosto Fernando de Noronha comemorou aniversário. Dentre as regiões protegidas, esta é uma das ilhas que mais despertam o fascínio em pesquisadores, mergulhadores e viajantes.
O projeto Panorâmicas de Noronha documentou 16 cartões-postais submersos com uma técnica que une de três a mais fotografias para formar uma única imagem. Pela primeira vez, diversos pontos de mergulho do arquipélago foram registrados.
É possível ver a Corveta Ipiranga, um dos naufrágios mais famosos do Brasil.
Os fotógrafos subaquáticos Fabi Fregonesi e Raphael Gatti são os responsáveis pelo projeto Panorâmicas de Noronha.
Fernando de Noronha é apenas a parte visível de uma cadeia de montanhas vulcânicas que emerge do Atlântico Sul. A transparência da água pode chegar a cerca de 50 metros de visibilidade horizontal.
"Quando há tubarões no topo da cadeia alimentar, significa que todo o ecossistema está funcionando em equilíbrio. É um sinal de que aquele ambiente continua extremamente preservado", afirma Raphael.
O Cabeço da Sapata é uma montanha submarina com mais de 40 metros de altura que, nas marés baixas, chega a ficar a menos de dois metros da superfície. Essa formação rochosa que provocou o naufrágio da Corveta Ipiranga, da Marinha do Brasil, em outubro de 1983.
Após a colisão com o Cabeço da Sapata, a Corveta Ipiranga (V-17) afundou em posição de navegação e permanece até hoje. "Quando registramos a Corveta inteira em uma única panorâmica, conseguimos mostrar, pela primeira vez, sua verdadeira dimensão", afirma Fabi.
Em diversos recifes de Fernando de Noronha existem as chamadas estações de limpeza, locais onde pequenos peixes removem parasitas e algas das tartarugas.
As Pedras Secas são um dos pontos de mergulho mais famosos do Brasil. Em Pedras Secas II, existe uma formação que os mergulhadores batizaram de Caveirão. O conjunto de rochas lembra uma enorme caveira. Ele não aparece em mapas oficiais do arquipélago.
"A qualidade da água faz toda a diferença para o nosso trabalho. Em alguns mergulhos conseguimos enxergar estruturas inteiras e registrar paisagens que dificilmente seriam possíveis em outros lugares.", destaca Raphael.
Noronha também concentra alguns dso projetos científicos dedicados à conservação dos oceanos, o Projeto TAMAR. Desde 1984 os pesquisadores atuam na proteção das tartarugas marinhas.
O Projeto Golfinho Rotador acompanha uma das populações de golfinhos mais estudadas do planeta, enquanto o Projeto Tubarões e Raias de Noronha monitora diversas espécies por meio de transmissores acústicos e rastreamento via satélite.