
O Arco dos Elefantes se beijando era um dos atrativos naturais mais famosos do arquipélago de Malta mas desabou na noite de segunda-feira (29), por volta das 19h30, após um turista subir na pedra e pular. Segundo autoridades de Malta, um turista que passava por baixo a bordo de um jet ski, no momento do desabamento, morreu. O rapaz que saltou das pedras foi socorrido por um barco que passava no momento.
Onde ficava o arco dos Elefantes que se beijam
O local ficava na costa sudeste do arquipélago de Malta, na Ilha de Comino, logo abaixo do Forte de Santa Maria, construção erguida pela Ordem de São João em 1715. O acesso ao local era feito somente de barco. Não havia rota terrestre para esta parte do litoral de Comino.

O local era muito procurado por turistas com passeios de barco e pela bela formação da paisagem. Para chegar ao arco de pedra, o turista deveria contornar a ilha pelo lado Sul, saindo da direção da Lagoa de Cristal, seguindo na direção sudeste. A visão do mar para a fortificação era muito bonita. Era possível ver toro o forte a cima do penhasco, com canhões restaurados e o arco de pedra no nível da água formando uma moldura na água.

O local não era acessível para embarcações do tipo ferry boat ou barcos compartilhados. Mas o local fazia parte do circuito de passeios de barcos privados e menores pois eles conseguiam passar por baixo som dificuldades.
Como Arco dos Elefantes se beijando?
O conjunto era uma f ormação de calcário natural. Quando vista de longe, a formação parecia duas cabeças de elefante opostas se beijando. O nome da rocha surgiu com o tempo e acabou sendo conhecida como os Elefantes que se beijam.
O local abrigava dois canhões de ferro de 24 libras e quatro de 6 libras voltados para o mar. Havia toda uma estrutura de guerra na ilha que foi usada para defesa do arquipélago. No entanto, em 1770 o local já não era mais usado como fortificação e foi abandonado. Os canhões foram arrastados pelo desfiladeiro em uma tentativa de levar os artefatos históricos para uma fundição.
Em 1997, uma operação conjunta das Forças Armadas de Malta e da Marinha Real Britânica recuperou os canhões usando um helicóptero. Eles foram restaurados e colocados de volta na Fortificação. O local passou por reforma e foi aberto para visitação em 2004. Desde então, o arco de pedra permaneceu como rocha natural. Segundo informações locais, o local resistiu ao abandono da fortificação, a Segunda Guerra Mundial, mas não resistiu ao verão de 2026.
Como Visitar a região
Comino é uma área protegida de Malta de menos de 3 km², que faz parte do município de Għajnsielem, em Gozo. O local éra esconderijo de corsários. Atualmente, é lar de várias espécies de pássaros. A ilha tem residentes, então, a circulação de carros só é permitida se for dos locais. A maioria dos passeios é feita a pé e m um percurso circulas que passa por Bejn il-Kmiemen conhecida como a Lagoa Azul e pelas falésias selvagens do lado leste da ilha.
