
O Mato Grosso do Sul tem paisagens que abrigam as mais diversas espécies de animais no Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, encantam turistas e moradores do Estado. Viajar para qualquer cidade do estado é ter, nos vastos campos pantaneiros ou nas matas, a presença de animais, alguns como a onça-pintada, o tuiuiú, a arara são símbolos da região e atraem turístas do mundo inteiro.
São viagens de experiências pantaneiras que marcam a memória de qualquer pessoa que nunca viu de perto tamanha beleza. O estado é um dos pontos mais importantes de parada da principal rota de migração de diferentes espécies do Continente Americano. Foi por este motivo que o estado sediou a 15ª Conferência das Partes da Convenção das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS COP15), entre os dias 23 e 29 de março.
Foi a primeira vez que o evento aconteceu no Brasil e discutiu a importância do território na preservação de espécies que migram do Hemisfério Norte, saindo do Alaska, da Bacia do Rio Hudson, de Ontário, descem pelo continente e contornam a costa até chegar no Brasil e descansar no Pantanal. Segundo o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, conservar essas espécies é cuidar de temas muito importantes na atualidade:
“É muito importante a conservação dessas espécies. Elas fazem a reciclagem de nutrientes para a polinização, dispersão de sementes, controle de pragas. Então é muito importante uma estratégia em relação a isso. Tem muito a ver com temas da atualidade, como, por exemplo, da gripe aviária. Muitas dessas espécies também disseminam a gripe aviária. Nós estamos no lugar certo para falar desse assunto” afirmou.
Turismo
O Mato Grosso do Sul também é referência brasileira em turismo de natureza e sustentabilidade. Todos os anos, reafirma seu posicionamento como destino internacional de aventura e ecoturismo, com foco no turismo como ferramenta de conservação ambiental.
A COP15, também foi uma oportunidade do estado mostrar suas belezas naturais e o trabalho de conservação de espécies da “Rota Pantanal Bonito” através da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur). A melhor época para explorar a região é de julho a outubro, mas é possível ir durante o ano inteiro e aproveitar a natureza da região com vários passeios.

Dentro deste trabalho de conservação, o estado desenvolveu um manual voltado para mudanças climáticas de destinos turísticos dentro do contexto da Declaração de Glasgow. Dessa forma, a região se consolidou como uma das principais referências internacionais em turismo de natureza com os destinos: Bonito, Serra da Bodoquena e Pantanal, demonstrando que é possível aliar conservação ambiental, desenvolvimento econômico e bem-estar das comunidades locais.
Os destinos
Bonito (MS), que é considerado polo de ecoturismo, se tornou referência mundial em turismo responsável e sustentável, e se destaca como o principal da região turística Bonito/Serra da Bodoquena (que compreende os municípios de Bonito, Jardim e Bodoquena), destino de ecoturismo e turismo de aventura.
O município também é o primeiro destino de ecoturismo do mundo a receber ‘Certificação Carbono Neutro’ e possui o primeiro atrativo de ecoturismo considerado ‘clima positivo’, chancelado pela Green Iniciative. A cidade também tem o certificado que permite a promoção de ações para a promoção de serviços inteligentes e comprometidos com o meio ambiente.

Pantanal
A região é a principal vitrine da biodiversidade e da vida silvestre dentro da Rota turística. Reconhecido como o maior ecossistema de áreas alagáveis tropicais do mundo e considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO, o bioma abriga uma das concentrações mais ricas de fauna da América do Sul, incluindo a onça-pintada, símbolo da região.
O Pantanal abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com 250 mil quilômetros quadrados de extensão, com cerca de 67% do território pantaneiro localizado na parte Sul. O turismo de observação, conduzido por guias especializados da região, oferece experiências únicas em lodges, barcos-hotel e fazendas pantaneiras, que estão sempre aliadas a programas de conservação e pesquisa científica e ao turismo.
A gestão turística no Pantanal se apoia em princípios de conservação e uso sustentável. Segundo a Secretaria de Turismo do estado, algumas fazendas da região adaptaram suas estruturas para receber visitantes sem perder a essência da vida rural. Desta forma, o visitante consegue aproveitar o ambiente e o proprietário consegue integrar sua produção pecuária tradicional ao turismo de natureza.
Segundo o governo do Mato Grosso do Sul, o Pantanal abriga uma das maiores concentrações de vida selvagem das Américas. Há estimativa de que o bioma possua mais de 4,7 mil espécies de animais e plantas, incluindo aves, peixes, mamíferos, répteis e anfíbios.
O turismo de observação de aves, ou birdwatching, é um dos segmentos que mais cresce no mundo e na região não poderia ser diferente. Com mais de 670 espécies de aves registradas, o que representa cerca de 35% da avifauna brasileira, o Pantanal é um dos destinos mais ricos para a prática do aviturismo no Brasil. E essa diversidade representa quatro importantes biomas: Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e a porção brasileira do Chaco.
A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul é o órgão responsável pela promoção e desenvolvimento do turismo no estado, com atuação em diversas áreas com o objetivo de ampliar a sustentabilidade e projeção internacional dos destinos do estado.

















