Ghibli Park
Divulgação/Estúdios Ghibli
Ghibli Park

Conhecido por clássicos como “Meu amigo Totoro” (1988), “Princesa Mononoke” (1997) e “A viagem de Chihiro” (Oscar de Melhor Animação em 2003), o Studio Ghibli abrirá seu tão aguardado parque temático em 1º de novembro, no Japão, apontando para duas direções. Em uma, engrossa a lista de complexos inspirados na cultura pop, como filmes, desenhos animados e histórias em quadrinhos. Em outra, quer ser radicalmente diferente, ao oferecer um mergulho nas obras do aclamado estúdio japonês sem recorrer a montanhas-russas, simuladores de última geração ou brinquedos gigantes.

A proposta é ser um parque temático tão autêntico e reflexivo como a própria obra do japonês Hayao Miyazaki, um dos fundadores e principal diretor do estúdio. Em vez de grandes atrações, os visitantes passearão por cenários que remontam a alguns dos filmes mais conhecidos, com muito espaço aberto e contato com a natureza. “Faça uma caminhada, sinta o vento, e descubra as maravilhas”, sugere o texto que apresenta o parque em seu site oficial.

Anunciado pela primeira vez em 2017, o Ghibli Park pode parecer minimalista mas não é nada modesto. Custará cerca de 34 bilhões de ienes, algo em torno de R$ 1,5 bilhão. E ocupará 200 hectares, uma área quase cinco vezes maior que a do Magic Kingdom, principal parque do Walt Disney World, em Orlando.

O Ghibli Park está sendo construído no Parque Morikoro (também conhecido como Aichi Expo Memorial Park), uma grande área verde no coração da cidade de Nagakute, perto de Nagoia, na província de Aichi, a cerca de 300 quilômetros a oeste de Tóquio. Segundo o governo local, o novo parque se comprometeu a preservar os bosques e a não cortar uma única árvore.

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Será mantida também aquela que hoje é a maior atração da área de lazer, a Casa de Satsuki e Mei, uma construção de madeira que reproduz a casa para onde a família da protagonista de “Meu amigo Totoro” se muda. Ela será o centro da Dondoko Forest, uma das cinco áreas temáticas do parque. Junto à casinha branca, haverá ainda uma estátua em tamanho natural de Totoro, o adorável monstro que dá nome ao longa.

Estas três áreas serão inauguradas na primeira fase de abertura do parque, em novembro. As outras duas só receberão visitantes ao longo de 2023, em datas ainda não divulgadas pelo estúdio. Uma delas será Valley of Witches, com brinquedos para crianças menores e referências aos longas “O serviço de entregas da Kiki” (1989) e “O castelo animado” (2004) — o tal castelo, aliás, será recriado numa construção enorme, no centro do parque.

A quinta land se chamará Mononoke Village e será baseada na história da princesa Mononoke, criada por lobos e cercada por deuses e demônios em forma de animais — alguns deles, como uma aranha gigante, podem ser vistos nas artes já divulgadas do projeto. Será uma área com bastante verde e espaço ao ar livre, bem de acordo com a proposta contemplativa do parque.

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