Igor Galli é considerado a pessoa mais viajada do mundo da sua idade e é colunista do iG Turismo. Nesta semana, ele conta como foi viajar por essa região da América do Sul que ainda é pouco visitada pelos turistas

Em agosto de 2012, resolvi conhecer a região das Guianas, que é composta pelos países Suriname, Guiana e Guiana Francesa, a única região que pertence à França. Acredito que essa é a área menos visitada de toda América do Sul e isso é uma pena, pois é um território cheio de atrações naturais.

O viajante conta como foi a vigem pelas Guianas, um paraíso pouco explorado
Arquivo pessoal
O viajante conta como foi a vigem pelas Guianas, um paraíso pouco explorado


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Para chegar às Guianas , peguei um voo até Macapá, capital do Amapá. Passei dois visitando a cidade, depois segui viagem e embarquei em um ônibus até Oiapoque, que fica no extremo norte do nosso país e faz fronteira com a Guiana Francesa.

O próximo passo da jornada foi atravessar o Rio Oiapoque até o território de domínio francês. Quando cheguei, percebi que no local somente eu e uma família francesa éramos turistas. Esperávamos o próximo barco partir, quando de repente uma mulher que sofria de problemas mentais começou a agredir uma senhora dessa família.

Sufoco que virou carona

Por impulso, intervi na mesma hora, consegui retirar a mulher, que estava totalmente descontrolada, do local e acalmei a turista em pânico. A família dela ficou muito agradecida, foi então que começamos a conversar e fazer amizade.

O viajante conseguiu com essa família uma carona até a Guiana Francesa
Arquivo pessoal
O viajante conseguiu com essa família uma carona até a Guiana Francesa


Como forma de agradecer o meu gesto, quando chegamos a Guiana Francesa , a família me ofereceu uma carona até a capital Caiena. Aceitei e agradeci muito, pois na época economizei R$ 350 de translado. Eles também me levaram para conhecer a casa onde moravam, almoçamos juntos e passeamos pela região.

Próximos destinos

Depois, peguei uma van e parti para o meu próximo destino: Kourou.  Lá visitei duas atrações que hoje digo que são imperdíveis de conhecer. A Estação Espacial de Kourou , pois é considerada uma das mais importantes do ramo, e a Iles du Salut , um passeio de barco pelas águas cristalinas que passa pelas três ilhas que compõe essa atração.

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Após alguns dias de visita, fui ao Suriname e consequentemente à Guiana. A capital dessa segunda região é Georgetown, um local que não me senti muito seguro, em vários momentos senti medo de ser roubado. Em contrapartida, o país conta uma das atrações turísticas mais belas de todo o continente sul-americano, a Cachoeira de Kaieteur .

Grande atração: Cachoeira de Kaieteur

Para Igor, a Cachoeira Kaieteur é uma das mais belas do mundo
Arquivo pessoal
Para Igor, a Cachoeira Kaieteur é uma das mais belas do mundo


Esse pedaço do paraíso possui 250 metros de altura, 100 metros de largura e um volume de água de 660 metros cúbicos por segundo. Essas dimensões tornam essa cachoeira de apneas uma queda uma das mais poderosas do mundo.

Para visitá-la, foi preciso pegar um avião que aterrissa próximo ao local. A vista que se tem do alto é de tirar o fôlego, pude avistar a cachoeira no meio da densa floresta. Andei pesquisando e acredito que atualmente o preço desse tour está custando em cerca de R$ 700.

Passei uns dias em Georgetown e segui viagem por terra até chegar a Boa Vista, capital do estado de Roraima, aqui no Brasil.

Diferenças culturais

Essas duas semanas visitando essa reigão me fizeram chegar a conclusão de que a região é bem mais segura e bela do que eu imaginava. A cultura é bem diferente da restante dos países da América do Sul , pois há muita influência caribenha.

Todos  os países que formam as Guianas possuem atrações naturais impressionantes que merecem sua visita. Para ver mais histórias do viajante, acompanhe a coluna de Igor Galli no iG Turismo .

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