Igor Galli é considerado a pessoa mais viajada do mundo da sua idade e é colunista do iG Turismo. Nesta semana, ele conta como foi conhecer para conseguir entrar na região que foi disputada pela Rússia e Ucrânia

Em setembro de 2015, um ano depois do conflito entre Rússia e a Ucrânia, resolvi visitar a disputada península da Crimeia. Eu não tinha certeza se conseguiria entrar no destino, pois quando visitei a Ucrânia descobri que meu nome, Igor, é de origem eslava e comum nessa região. Nas experiências que tive lá, percebi que ficariam desconfiados de um brasileiro possuir esse nome e, por isso, dificultariam minha entrada, mas resolvi arriscar.

Leia também: Histórias de um viajante: o que vi em Chad, uma dos locais mais pobres da África

Igor Galli conta como foi a viagem que fez a região da Crimeia e por que se surpreendeu tanto
Arquivo pessoal
Igor Galli conta como foi a viagem que fez a região da Crimeia e por que se surpreendeu tanto

Quando passei na imigração do aeroporto, obviamente tive problemas. Fiquei mais de uma hora sendo interrogado, mas três fatores colaboraram para minha entrada na Crimeia . O primeiro é que eu já tinha arranjado pela internet uma casa para me hospedar e passei o telefone da minha anfitriã para os policiais, eles ligaram na casa dela para confirmar se realmente eu era um turista.

O segundo era o meu passaporte, que já estava quase completo de vistos de outros países, provando que realmente sou um viajante. E o terceiro é que sei o básico de russo, então os oficiais sabiam que eu conseguiria me comunicar por lá, caso contrário minha entrada seria negada.

Realidade difícil

Consegui entrar, mas realmente não era uma boa época para visitar o estado. Por causa do conflito, a Ucrânia teve que deixar de suprir os habitantes. Faltava energia regularmente, não havia muitos produtos nas pratileiras dos supermercados, algumas lojas ocidentais, como o McDonald’s, foram fechadas e ainda havia certa desorganização em vários seguimentos governamentais pela transição de poder para Rússia.

Leia também: Histórias de um viajante: o que vi em Chad, uma dos locais mais pobres da África

Vista da subida de teleférico a Montanha Ai-Petri
Arquivo pessoal
Vista da subida de teleférico a Montanha Ai-Petri

Apesar de todos esses fatores, os dias que passei na península foram perfeitos, pois mesmo com esse cenário a região contava com segurança, algo que considero primordial. Minha anfitriã e o filho dela me levaram de carro nas principais atrações turísticas do estado. A que gostei mais foi a visita que fiz de teleférico a Montanha Ai-Petri . O lugar possui 1.234 metros de altura e a visão do seu topo é impressionante.

Se você estiver viajando pelo sul da Rússia ou pelo Cáucaso, não deixe de ficar uns dias nessa reigão. Por ser banhada pelo Nar Negro e possuir um clima agradável, a península é um dos principais destinos turísticos dos russos.

Vou confessar que antes de visitar a Crimeia estava com uma baixa expectativa, mas no final da viagem estava impressionado com a beleza da região. Sem dúvidas, eu recomendo! Para ver mais histórias do viajante, acompanhe a coluna de Igor Galli  no iG Turismo .

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.