11 razões para viajar a Santiago do Chile

Por Mônica Cardoso, especial para o iG

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Conhecer as casas de Neruda, provar mote con huesillos e até se arriscar em um mergulho no Pacífico

Emoldurada pela Cordilheira dos Andes, Santiago é plana e pode ser percorrida a pé, principalmente seu centro histórico, com ruas exclusivas para pedestres. Para ajudá-lo a descobrir a cidade, listamos 11 atrações imperdíveis – e algumas únicas, só encontradas aqui ou nas suas redondezas.

A colina onde Santiago foi fundada abriga uma fonte em estilo neoclássico. Foto: Getty ImagesTroca de guardas em frente ao Palácio de La Moneda. Foto: Getty ImagesTerceira casa do escritor Pablo Neruda abriga fotos, anotações e o Nobel de Literatura. Foto: Flickr/David BerkowitzNos restaurantes do Mercado Central, prove o congrio, peixe do Oceano Pacífico. Foto: Getty ImagesDo alto dos mirantes, aprecie vistas panorâmicas de Santiago. Foto: Getty ImagesMote con huesillos é uma bebida de grãos de trigo e pêssego, tomada gelada e com colher. Foto: Flickr/Jack ZaliumAcervo do Museu de Arte Pré-Colombiano reúne mais de três mil peças arqueológicas. Foto: Flickr/Jack ZaliumNo Café con Piernas, beldades usando vestidos e minissaias servem os clientes. Foto: Flickr/Paul LowryO tour da Concha y Toro, maior vinícola chilena, inclui visita às adegas e degustações de vinho. Foto: Flickr/InfoMofoViña del Mar é o principal destino de verão dos santiaguinos. Foto: SXCVisita a Valparaíso é obrigatória. Foto: José Antônio Gil Menezes/Flickr


Cerro Santa Lucía                            Café com piernas       
Palácio La Moneda                          Concha y Toro
La Chascona                                     Viña del Mar
Mercado Central                               Valparaíso  

Cerro San Cristóbal                         Museu de Arte Precolombiano                  
Mote con huesillos
                        
 

1. Cerro Santa Lucía

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A colina onde Santiago foi fundada abriga uma fonte em estilo neoclássico
Você não precisa escalar as Cordilheiras dos Andes para ver Santiago lá de cima. Do alto das colinas, se tem uma vista panorâmica da cidade. Para chegar ao topo é preciso encarar quase 300 degraus. Mas o esforço compensa: as gigantescas montanhas parecem estar bem pertinho. Do alto se vê os antigos prédios históricos disputando espaço com arranha-céus espelhados.

Pelo caminho, estátuas, chafarizes e canhões, já que foi aqui que o conquistador espanhol Pedro de Valdivia fundou Santiago, em 1541. Não deixe de fazer um pedido e jogar uma moedinha na fonte em estilo neoclássico, que lembra a romana Fontana di Trevi.

Cerro Santa Lucia
Endereço: Avenida Bernardo O'Higgins 499
Telefone: 56-02-6644220
Horário: Diariamente, das 9 às 19h

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 2. Palácio La Moneda

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Troca de guardas em frente ao Palácio de La Moneda
Com bela arquitetura neoclássica, o palácio é parada obrigatória aos turistas. Mas a melhor hora para visita-lo é às 10 horas da manhã, onde dia sim, dia não, ocorre a troca dos guardas na Plaza de la Constitución, em frente à porta principal do palácio. Durante meia hora, uma banda militar acompanha os movimentos rígidos e passadas largas dos “carabineros”, elegantemente vestidos.

O palácio começou a ser construído em 1786 para abrigar a fábrica de moedas do país, daí o nome. Em 1846, se tornou a sede do governo chileno. O prédio ainda guarda resquícios do golpe militar de 1973, que causou a morte do presidente Salvador Allende. Nos seus subterrâneos abriga um centro cultural que merece uma visita.

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3. La Chascona

Flickr/David Berkowitz
Terceira casa do escritor Pablo Neruda abriga fotos, anotações e o Nobel de Literatura
O escritor Pablo Neruda era apaixonado pelo mar, embora morresse de medo das águas salgadas. Com muita criatividade, ele construiu uma casa que lembra um barco, mas em terra firme. Aqui viveu com sua terceira esposa, Matilde Urriaga. Os cômodos arredondados, de teto baixo e grandes janelas, foram decorados com móveis de antigos navios. O lugar é cheio de passagens secretas por onde Neruda gostava de surpreender seus convidados. Nos jardins corria até um pequeno riacho, que hoje é canalizado.

A casa foi saqueada durante a ditadura militar, mas se transformou em um museu com um rico acervo. Há livros e anotações do poeta, além de fotos com escritores brasileiros como Jorge Amado e Vinícius de Moraes. No quadro do artista mexicano Diego Rivera, repare no perfil do poeta, inscrito nos cabelos revoltos de Matilde. O maior tesouro, porém, é o prêmio Nobel de Literatura, recebido em 1971 e em exposição permanente na casa.

La Chascona
Endereço: Fernando Márquez de la Plata 192, Bellavista
Telefone: 56-02-777-8741
Horário: terça a domingo, das 10 às 19h

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4. Mercado Central

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Nos restaurantes, prove o congrio, peixe do Oceano Pacífico
O Mercado Central pode ser um bom ponto de partida para provar a culinária chilena – e também fazer algumas comprinhas. Nas barracas de frutas, o colorido de cerejas, uvas e pomelos. Mas o forte são os peixes e frutos do mar. E a variedade é imensa: salmões, ostras, machas, ouriços, mexilhões e centollas, um gigantesco caranguejo das águas geladas Pacífico.

Enquanto caminha pelos corredores, com certeza você será abordado por algum garçom dos restaurantes, que vai querer puxar papo em português e insistentemente levá-lo até uma mesa. Um dos mais tradicionais é o Donde Augusto. Peça o congrio, típico peixe chileno, servido frito ou grelhado.

Mercado Central
Endereço: San Pablo, 967
Telefone: 56-02-696-8327
Horário: Diariamente, das 8 às 19h

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5. Cerro San Cristóbal

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Do alto dos mirantes, vistas panorâmicas de Santiago
Depois de uma subida bem inclinada no velho funicular, se tem a vista panorâmica mais espetacular de Santiago. Ou melhor, vistas, porque o topo abriga dez mirantes. Fique ali contemplando a cidade, com as Cordilheiras ao fundo. Por causa da poluição, às vezes se vê apenas a silhueta das imponentes montanhas.

Mais alguns degraus acima e uma enorme estátua da Virgem da Imaculada Conceição, de 14 metros de altura, lembrando o nosso Cristo Redentor. A área pertence ao Parque Metropolitano de Santiago, o maior da cidade, e abriga piscinas, parque infantil, zoológico, centro cultural, jardim japonês e espaços para piqueniques.

Parque Metropolitano de Santiago
Endereço: Calle Pio Nono, 450, Bellavista
Horário: segunda, das 13 às 20h; terça a domingo, incluindo feriados, das 10 às 20h
Telefone: 56-02-730-1300

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6. Mote con huesillos

Flickr/Jack Zalium
A bebida com graõs de trigo e pêssego é tomada gelada e com colher
Diz um ditado que não existe nada mais chileno que o mote con huesillos. A refrescante bebida é um tipo de chá com grãos de trigo cozidos (mote), pêssegos desidratados (mote) e um aroma de canela . É servida gelada e com uma colher – para comer o trigo e os pêssegos.

No verão, as ruas de Santiago ficam lotadas de carrinhos que se intitulam “El rey del mote”. E como nenhuma viagem é completa sem experimentar as típicas comidinhas de rua, vale a pena pedir um copo. Ainda mais no calorão.

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7. Museu de Arte Precolombino

Flickr/Jack Zalium
Acervo reúne mais de três mil peças arqueológicas
Bem antes dos colonizadores desembarcarem nestas bandas, os povos do continente americano eram exímios artistas na escultura. O rico acervo reúne mais de três mil peças arqueológicas de um período histórico que compreende cerca de 10 mil anos.

São máscaras, vasos e até instrumentos musicais de sopro e percussão de povos maias, astecas e mapuches, entre outros. Estátuas da deusa terra Pachamama eram enterradas no solo para garantir a fertilidade das lavouras. Os espanhóis ficaram de boca aberta com a tapeçaria inca, usada até como uma espécie de censo, para quantificar a população.

Museu de Arte Precolombino
Endereço: Bandera 361
Telefone: 56-02-688-7348
Horário: terça a domingo, das 10 às 18h

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8. Café con piernas

Flickr/Paul Lowry
Moças bonitonas usando vestidos e minissaias servem os clientes
Uma atração única em Santiago são os “cafés com piernas”. São cafeterias elegantes onde as garçonetes, jovens e bonitas, usam vestidos curtíssimos e bem justos, ou minissaias. Em alguns, o expresso vem com um agrado: um beijinho no rosto do cliente, ao receber o café.

Os balcões são abertos, justamente para permitir aquele olhar mais voyeur. Além disso, elas geralmente ficam em cima de tablados, o que alonga as pernas. E é claro que a maioria da clientela é masculina. Há dezenas de cafés com piernas no centro da cidade, como a rede Haiti, uma das mais tradicionais.

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9. Concha y Toro

Flickr/InfoMofo
O tour na maior vinícola chilena inclui visita às adegas e degustações de vinho
Vale a pena dar uma esticadinha até Pirque, a uma hora e meia do centro de Santiago, para conhecer a mais famosa vinícola chilena. No tour guiado, o visitante percorre a imensa propriedade, com o belo casarão amarelo onde viveu Don Melchor Concha y Toro, fundador da empresa em 1883, cercado por belos lagos. Os vinhedos se esparramam a perder de vista, até a base da Cordilheira dos Andes.

Depois, hora de conhecer as adegas, onde o vinho descansa em barris de carvalho por meses, na quase total escuridão. A adega mais curiosa é a Casillero del Diablo, onde Don Melchor armazenava as melhores garrafas. Percebendo que elas desapareciam misteriosamente, o astuto proprietário inventou a história de que um diabo morava ali para assustar os funcionários. O tour inclui duas degustações e o visitante leva sua taça de lembrança.

Concha y Toro
Endereço: Avenida Virginia Subercaseaux, 210, Pirque
Telefone: 56-02-476-5269
Horário: Diariamente, das 10 às 17h

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10. Viña del Mar

Conhecida como Cidade Jardim, as flores estão por todos os cantinhos do balneário. Até o relógio, feito de florzinhas coloridas, se tornou o cartão postal da encantadora cidadezinha. A 120 quilômetros da capital chilena, Viña del Mar é o principal destino de verão dos santiaguinos. A extensa praia de Reñaca, point de gente bonita e bronzeada, é a mais conhecida. Repare nos prédios modernos na orla, em forma de escadas.

Em alguns dias, a temperatura pode chegar perto dos 30°C, o que pede um mergulho no mar, certo? Mas se prepare, porque as ondas são fortes e as águas do Pacífico, geladíssimas. À noite, a pedida é apostar alguns pesos nas roletas do elegante cassino. Na última semana de fevereiro, a cidade fica apinhada de gente por conta do seu festival internacional de música.

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11. Valparaíso

As charmosas casinhas coloridas dão um toque ainda mais especial à Valparaíso, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco. Espremida por 45 morros, os chamados cerros, a dica é pegar um elevador para conferir o visual lá de cima. Pegue um funicular para subir até o Cerro Concepción, que abriga antigas casas e igrejas construídas por imigrantes ingleses e alemães. Lá de cima se tem uma espetacular vista da baía.

E dá para entender por que nem o poeta Pablo Neruda resistiu aos encantos de Valpo, como é carinhosamente chamada. Foi na casa tridimensional de cinco andares, com amplas janelas para a baía, que ele viveu com sua segunda esposa, Delia del Carril. Tudo em La Sebastiana lembra sua paixão pelos mares: mapas, estátuas e piratas. A casa também foi saqueada na ditadura, mas depois de restaurada, se transformou em um imperdível museu.

La Sebastiana
Endereço: Ferrari, 692, Cerro Florida
Telefone: 56-32-225-6606
Horário: Em fevereiro, de terça a domingo das 10h30 às 18h50

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