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Praias, monumentos históricos, espaços culturais e gastronomia: conheça o melhor da capital baiana em uma viagem que pode ser feita em um feriado

“Sorria, você está na Bahia”. É assim que o turista é recebido quando desembarca em Salvador. O antigo slogan da prefeitura da cidade continua sendo usado para atrair turistas, mas o fato de se estar lá não é o único motivo que faz o sorriso acontecer. Há muito o que fazer em Salvador, o suficiente para deixar qualquer um que visite a região feliz.

Tradicionais fitinhas do Senhor do Bonfim amarradas em frente à praia do Farol da Barra, em Salvador
Marina Teodoro/iG Turismo
Não sabe o que fazer em Salvador? A capital baiana tem inúmeras atrações que vão muito além do carnaval

A capital baiana é tão encantadora, com seu litoral vasto, a cultura afro-brasileira e os resquícios da história presentes em cada esquina, que fica difícil saber por onde começar quando se busca o que fazer em Salvador .

A cidade é completa. Se você é daqueles que adora conhecer mais sobre o passado do País e procura ampliar os horizontes culturais, quer provar uma gastronomia diferente e original e ainda não abrir mão do descanso e do contato com a natureza, esse é o destino perfeito.

Tida como a primeira capital do Brasil, de 1549 a 1763, o lugar foi moradia dos imperadores e da Corte Real e é um prato cheio para quem quer se transportar para o passado e resgatar informações sobre os primeiros anos desde a descoberta do País.

A influência da religião é outro chamariz turístico, por abrigar o sincretismo religioso. Conhecida por ser a cidade com uma igreja para cada dia do ano - na verdade, ao todo, são 372 igrejas, o que dá mais de uma por ano -, muitas banhadas à ouro e com arquiteturas sofisticadas, elas mostram o poder dos portugueses que impuseram o catolicismo aos negros e indígenas, enquanto o candomblé resistia e compunha a cultura da cidade.

Além disso, a região conta com belas praias e paisagens naturais de tirar o fôlego. Praia do Flamengo, Stella Maris, Itapuã, Buracão… são tantas opções que fica difícil escolher a melhor.

Isso sem contar a culinária baiana, conhecida por sua originalidade e sabor. Os pratos, maioria de origem africana, são diferenciados pelo tempero mais forte à base de azeite de dendê, leite de coco, gengibre e pimenta. Não dá para visitar Salvador e ficar sem experimentar o acarajé, a moqueca, o vatapá ou o caruru.

Ficou com água na boca e sem saber por onde começar? Para conseguir explorar ao máximo o melhor de cada atração soteropolitana, o iG Turismo separou um roteiro de quatro dias para você planejar a sua viagem sem perder nada, visitando os melhores pontos turísticos de Salvador . Confira.

Primeiro dia - Pelourinho

Uma das ruas do Pelourinho, com casas coloridas
Marina Teodoro/iG Turismo
Cheio de museus e centros culturais, o Pelourinho também é conhecido pela arquitetura charmosa e colorida

Para começar o dia sentindo o clima da cidade, vá de passeio histórico. Por isso, o Pelourinho é a melhor opção. A região mais com mais atrações históricas do município deve ser visitada cedo, entre 8h e 9h para conseguir aproveitar as famosas igrejas do local.

As principais são a Igreja e Convento de São Francisco, no Largo do Cruzeiro, conhecida pela grande quantidade de ouro, a Catedral Basílica, que fica no Largo do Terreiro de Jesus e a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho.

Construção rosa, localizada no Pelourinho
Marina Teodoro/iG Turismo
Pelourinho é um dos bairros mais famosos de Salvador

Se quiser saber mais sobre a história do local, você pode contratar o serviço de guias, que geralmente oferecem um tour pelas catedrais. Esse serviço é pago, mas muitos se aproximam dos turistas perguntando se podem contar a história do local, o que pode parecer uma "gentileza" para os desavisados.

A dica nesses casos é perguntar quanto eles cobram pela explicação e acertar tudo antes de eles começarem para evitar problemas. Se optar por andar por conta própria, não se deixe intimidar pelas portas principais das igrejas fechadas - a entrada é feita geralmente pela lateral.

O Pelourinho também é cheio de museus e centros culturais. Vale investir alguns minutos na Fundação Casa de Jorge Amado, Casa do Olodum e Centro Cultural Solar Ferrão. Na hora de perambular pelas ladeiras, apesar de haver policiamento na região, esteja em alerta com os pertences.

asda
Marina Teodoro/iG Turismo
Ao visitar o Elevador Lacerda, não esqueça de tirar uma foto da famosa Baía de Todos-os-Santos

O almoço também pode ser feito no próprio bairro, que por si só já é uma atração à parte, pela arquitetura charmosa e as cores vibrantes. Dá para escolher algumas opções típicas da gastronomia baiana nos restaurantes por lá.

Na parte da tarde, desça até a Praça Tomé de Sousa (também conhecida como Praça Municipal), na Cidade Alta, que fica no Centro Histórico de Salvador.

Lá você encontra o famoso Elevador Lacerda - que liga a Praça Cairu, na Cidade Baixa -, e diversos prédios públicos como o Palácio Rio Branco (antiga sede do governo da Bahia e aberto à visitação) e Câmara de Vereadores de Salvador. Aproveite para contemplar a vista da Baía de Todos-os-Santos e fazer várias fotos.

Para aproveitar o fim de tarde, você pode descer pelo Elevador Lacerda e ir até o Mercado Modelo fazer compras. De lá, ainda dá tempo de passar no Solar do Unhão, que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) e apreciar o pôr do sol.

Segundo dia - Rota das praias

Mar de salvador, praia de Itapuã, com barcos na areia
Marina Teodoro/iG Turismo
A praia de Itapuã, em Salvador, é conhecida por conta da canção de Vinícius de Moraes

Já é seu segundo dia de Salvador e nada de praia? Calma. Salvador tem uma das maiores orlas do Brasil, o que significa que há bastante opções para todos os gostos. Reserve o filtro solar e a roupa de banho para o último dia e se jogue.

A primeira indicação aqui é a Praia do Flamengo, que fica um pouco mais afastada do Centro, a 26 km, próxima à divisa com o município Lauro de Freitas.

A praia é considerada uma das mais bonitas de Salvador, com águas verdes e cristalinas e conta com um ambiente mais reservado do que suas vizinhas Stella Maris e Itapuã. 

Para conseguir explorar mais do litoral soteropolitano, se estiver de carro, uma ideia é ir passando pelas praias vizinhas, partindo da Praia do Flamengo em direção ao Centro.

Dessa forma, você também consegue conhecer outras  praias de Salvador , como Stella Maris, Itapuã - e curtir um pouco do clima descrito por Vinícius de Moraes na famosa canção “Tarde em Itapuã” -, Jaguaribe, Buracão, Ondina e a Praia do Farol da Barra. 

Uma última dica é, se conseguir ficar mais alguns dias na região, conhecer a Praia do Forte, que fica a 80 km do centro histórico.

Terceiro dia - Rio Vermelho e Igreja do Bonfim

Igreja do Bonfim
Marina Teodoro/iG Turismo
A Igreja Nosso Senhor do Bonfim costuma ter missas na parte da manhã e no fim da tarde

Não dá para fazer uma viagem como essa e não conferir um dos pontos turísticos mais famosos da cidade: a Igreja Nosso Senhor do Bonfim.

Conhecida pelas fitinhas que compõem o cercado na fachada da basílica, é lá que você pode adquirir uma - ou um monte - das tiras coloridas.

Aos que acreditam, faz parte da tradição amarrar uma fitinha nas grades em volta da igreja com três nós, enquanto se faz três pedidos. O objeto também costuma ser amarrado no braço, com o mesmo intuito e pode ser levado como lembrança para distribuir entre amigos e familiares.

Além das missas, que costumam começar às 7h, quem for ao local pode aproveitar para conhecer o Museu do Bonfim e descobrir um pouco mais sobre a história da igreja, com a apreciação de fotos, objetos e lembranças de quem teve algum tipo de graça alcançada e atribuída ao Senhor do Bonfim.

Casa do Rio Vermelho
Marina Teodoro/iG Turismo
A Casa do Rio Vermelho é a antiga morada de Jorge Amado e Zélia Gattai e vale a visita

Agora que você já foi em um dos pontos mais conhecidos da capital, que tal visitar um lugar menos popular, mas igualmente interessante? Deixe o período da tarde para mais passeio um cultural e vá até a Casa do Rio Vermelho, ou Casa de Jorge Amado, local onde viveram o escritor baiano que nomeia a residência e sua esposa, também escritora, Zélia Gattai.

Um prato cheio para os amantes da literatura nacional, lá é possível adentrar na intimidade dos dois de maneira sensível e interativa com a disposição de vídeos, áudios e fotos.

A casa, com estrutura original preservada, também mantém móveis e objetos usados por eles e, em cada cômodo há uma história diferente a ser contada sobre o casal e o período em que viveram juntos. Com tantos atrativos, é fácil perder a noção das horas por lá.

Para finalizar o dia, explore o bairro em que está. No Rio Vermelho você encontra o popular Acarajé da Dinha, prato típico que não pode faltar na sua viagem.

Além do contato com a culinária baiana tradicional, é possível esticar a noite e conhecer um pouco mais da vida noturna soteropolitana, já que é no Rio Vermelho onde estão concentradas as principais boates e bares da cidade.

Quarto dia - Barra

Pôr do sol no Farol da Barra
Marina Teodoro/iG Turismo
Há quem diga que o pôr do sol no Farol da Barra é um dos mais bonitos de Salvador. O local reserva um espaço especial para apreciar o espetáculo que acontece sob o mar

Ficou sentindo falta de mais praia? Sem problemas. Uma opção com localização fácil, urbana e com pontos turísticos ao redor é a Praia do Porto da Barra.

Praia do Porto da Barra com vista para o Forte de Santa Maria
Marina Teodoro/iG Turismo
Praia do Porto da Barra com vista para o Forte de Santa Maria

Com águas calmas, mornas e cristalinas, você pode aproveitar para relaxar no período da manhã e curtir o sol e o mar soteropolitanos. Quando a maré está alta, muitos surfistas costumam aproveitar as ondas de lá. Já em dias de maré baixa, piscinas naturais se formam em alguns trechos.

Apesar de a faixa de areia ser estreita, é possível se acomodar sem problemas e há quiosques que alugam cadeiras e guarda-sóis para quem está desprevenido.

O almoço pode ser feito nos restaurantes que ficam de frente para a praia, disposto ao longo de todo o amplo calçadão. Opções não faltam.

Já no período da tarde você pode aproveitar que está na Barra para visitar os fortes: de São Diogo, de Santa Maria e o mais famoso, de Santo Antônio, conhecido também como Farol da Barra.

Praia do Farol da Barra, com suas piscinas naturais de águas verdes e azuis, vista de cima, do Farol da Barra
Marina Teodoro/iG Turismo
Praia do Farol da Barra, com suas piscinas naturais de águas verdes e azuis, vista de cima, do Farol da Barra

Todos estão abertos para os turistas, que podem aproveitar os locais para sentir um pouco de como era o clima de Salvador do século 17, quando as estruturas eram usadas para defesa das terras brasileiras, além de render belas fotos do litoral.

A dica aqui é deixar o Farol da Barra por último. Isso porque lá, além de apreciar a estrutura do local, também é possível visitar o Museu Náutico da Bahia, que fica no local.

Você também pode subir na torre de 22 metros e apreciar a vista incrível de toda a Praia da Barra de todos os ângulos.

A ideia de ficar o dia todo na Barra é para poder otimizar tempo e deslocamento, e ainda curtir o pôr-do-sol de tirar o fôlego que acontece por lá. Atrás do Farol da Barra há espaço para turistas sentar e contemplar o astro se pondo sob as águas. Vale a pena conferir.

Agora que você já sabe o que fazer em Salvador , é só preparar as malas e comprar as passagens para aproveitar tudo que a cidade tem a oferecer. Boa viagem!