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O destino está situado na Serra da Mantiqueira e têm atrações para todos os gostos. Lá você pode relaxar curtindo a natureza ou se aventurar pela mata

Na Serra da Mantiqueira, que faz divisa com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, fica o Parque Nacional do Itatiaia. As belezas naturais da região e a diversidade de animais dão um tom especial para as atrações do destino. Sem contar que esse é o parque mais antigo do país e faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

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Travessia de turistas pelo Parque Nacional do Itatiaia
Divulgação/Adriana Mattoso
Travessia de turistas pelo Parque Nacional do Itatiaia


No Parque Nacional do Itatiaia, o turista pode aproveitar vários passeios e atrações. “O parque conjuga história, cultura e turismo em contato com a natureza. As belas cachoeiras, paisagens inesquecíveis, flora e fauna do parque resultam em seu ponto forte: a capacidade de cativar as pessoas que o visitam”, afirma o chefe do parque, Gustavo Tomzhinski.

O parque também movimenta a região, tanto que o entorno, ao longo dos anos, foi se transformando em polos turísticos com ampla oferta de hotéis e restaurantes.

Detalhes do parque

Segundo Gustavo, quem vai realizar a primeira visita ao parque deve reservar pelo menos um dia para explorar a Parte Baixa do local e mais tempo para a Parte Alta.

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“Se você quer conhecer todos os atrativos da Parte Alta são necessários muitos dias, pois a maioria das pessoas gasta um dia inteiro de passeio nas trilhas. Em geral, os visitantes retornam várias vezes ao parque para fazer passeios nessa região”, explica o chefe do local.

Veja os detalhes e atrações em cada parte do local: 

Principais atrações da Parte Baixa

Na Parte Baixa do parque fica o famoso Centro de Visitante s, que concentra todas as informações do local. O visitante vai se deparar com uma maquete que representa de forma tridimensional toda área do parque. Também há sala interativa com atividades educativas, além de exposições itinerantes, o auditório Tom Jobim – ponto de encontro para atividades culturais – e uma calçada da Fauna que reproduz as pegadas de diversos animais da Mata Atlântica.

Depois de conhecer o centro, reunir informações sobre o local e aproveitar a exposição e alguma atividade, é hora de explorar o parque. E na parte baixa você ainda terá os seguintes pontos para visitar: 

Lago Azul

Uma bela piscina de água natural no rio Campo Belo, próximo ao Centro de Visitantes. O acesso é feito por caminhada partindo do Centro de Visitantes, por uma escadaria de 124 degraus ou pela trilha de observação com 460 metros de extensão.

Nível de dificuldade: Fácil.

Piscina do Maromba

Esse é um local ideal para quem adora nadar, pois se trata de uma piscina natural ampla em meio à Floresta, a 1.100 metros de altitude, no rio Campo Belo. O acesso à piscina é feito por uma trilha de 120 metros de extensão que se inicia no Complexo do Maromba, no final da estrada do Parque. A trilha pode ser percorrida em aproximadamente 10 minutos e boa parte do percurso é feito por escada. O piso é de concreto e existe corrimão em toda a extensão.

Nível de dificuldade: Fácil.

No parque, as tilhas são compensadas com belas vistas do local
Divulgação
No parque, as tilhas são compensadas com belas vistas do local


Cachoeira Véu de Noiva

Já imaginou admirar uma cachoeira com queda de 40 metros? Localizada a 1.150 metros de altitude, esse é um dos cartões postais do parque. Segundo o chefe do local, para chegar ao local é preciso encarar uma trilha de 340 metros de extensão que se inicia na Ponte do Maromba. O percurso pode ser feito em aproximadamente 15 minutos.

Nível de dificuldade: Fácil.

Trilha dos Três Picos

É um monte também conhecido por “Serra da Índia”, na qual a parte superior é dividida em três patamares. Gustavo fala que do cume é possível ver o Vale do Paraíba, Penedo e toda a floresta da parte baixa do Parque. O acesso se dá por uma trilha de 7 km que se inicia no antigo Hotel Simon e passa pela Cachoeira Bela Vista. Antes de encarar a aventura é necessário assinar um Termo de Responsabilidade e iniciar a trilha até às 10h.

Nível de dificuldade: Difícil.

Pedra de Fundação

Nessa parte do parque você também pode encontrar a rocha com inscrição que marca a criação oficial do primeiro parque nacional do Brasil, pelo presidente Getúlio Vargas, por meio do Decreto 1.713, de 14 de junho de 1937.

Nível de dificuldade: Fácil.

Principais atrações da Parte Alta

A Parte Alta do parque também conta com inúmeras atrações, o chefe do local listou as seguintes sugestões:

Agulhas Negras

Um pico com 2.790 metros de altitude, sendo esse o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro e quinto do Brasil, tem acesso por trilha em rocha, com trechos íngremes e, às vezes, escorregadios. Ao final terá uma vista panorâmica de toda a região. O uso de material de escalada é obrigatório. Como alternativa, é possível acessar sua base, as margens do córrego Agulhas Negras, por trilha de 1.300 metros de extensão, desde o abrigo Rebouças.

Nível de dificuldade de acesso à base: Fácil.

Nível de dificuldade de acesso ao cume: Difícil, com trecho de escalada.

São diversas as opções de cachoeiras espalhadas pelo parque
Divulgação
São diversas as opções de cachoeiras espalhadas pelo parque


Cachoeira do Aiuruoca

Belíssima cachoeira com 20 metros de altura e ampla piscina natural. É necessário sair cedo e estar preparado para mudanças no tempo. A trilha pata chegar ao local é longa e pode ter início no Abrigo Rebouças, ou no Posto Marcão ou no Circuito 5 lagos.

Nível de dificuldade: Difícil.

Asa de Hermes

Formação rochosa em formato curioso. Está a 2.630 metros de altitude, fazendo parte do maciço das Agulhas Negras. O acesso é feito a partir de um ramal da trilha para a Pedra do Altar que segue paralela ao córrego das Agulhas Negras.

Nível de dificuldade: Moderada, com trecho final difícil de “escalaminhada” (caminhada em trilhas de ascensão).

Circuito 5 Lagos

O Circuito 5 Lagos inicia-se no Posto Marcão, em uma trilha agradável que passa por diversos lagos e tem vista para a Cachoeira do Aiuruoca, passa pela Pedra do Altar e oferece uma vista privilegiada do Maciço das Agulhas Negras, retornando pelo Abrigo Rebouças. O percurso do circuito é de 16 km.

Nível de dificuldade: Difícil.

Camping

Área de acampamento localizada nas proximidades do Abrigo Rebouças. O local é utilizado por visitantes e pesquisadores, mediante reserva pelo site do parque.

Nível de dificuldade: Fácil.

Pedra do Sino

Um maciço rochoso com relevo irregular muito interessante. Fornece lindo visual e é local das nascentes do rio Preto, que divide os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Próximo aos Ovos de Galinha.

Nível de dificuldade: Difícil.

Ao visitar o parque é preciso tem conhecimento de algumas regras que ajudar a preservar o local
Divulgação/Daniel Toffoli
Ao visitar o parque é preciso tem conhecimento de algumas regras que ajudar a preservar o local


Preservação e cuidados

Como o parque está inserido no bioma Mata Atlântica , abriga importantes ecossistemas, logo é preciso respeitar e preservar a diversidade natural que existe no local. “Uma das principais funções do parque é a proteção das nascentes de 12 bacias hidrográficas. Um dos indicadores de que o parque está ecologicamente bem preservado é a presença de predadores de grande porte, como a onça parda”, conta Gustavo.

Ao visitar a região fique ciente que existem algumas regras, como não alimentar os animais, não arrancar as plantas ou parte deles, não fezer fogueira, não deixar marcas em rochas e árvores entre outras coisas simples, mas importantes para preservar o local. Ah, e mesmo sendo um parque, a entrada de animais domésticos é proibida.

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Funcionamento

O Parque Nacional do Itatiaia funciona todos os dias do ano. “Para quem quer curtir banho nas cachoeiras a melhor época é no verão, porém o inverno também garante belos dias para passear”, indica Gustavo. “Fora da alta temporada – finais de semana de dezembro a fevereiro e julho e feriados prolongados – o parque tem menos movimento e fica mais propício para quem busca tranquilidade”, finaliza.

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