Templo do Ninho do Tigre, em Paro, uma das atrações mais conhecidas do Butão
suketdedhia/Pixabay/Reprodução
Templo do Ninho do Tigre, em Paro, uma das atrações mais conhecidas do Butão

Aos pés das montanhas dos Himalaias, na Ásia, o Butão costuma ser apresentado como "o país mais feliz do mundo", graças a seu Índice de Felicidade Interna Bruta, criado pelo antigo rei Jigme Singye Wangchuck, em 1972. Mas quem quiser visitar essa monarquia a partir de 23 de setembro, quando as fronteiras para viajantes internacionais forem reabertas após a pandemia, vai precisar de mais que um sorriso no rosto. O turista deverá pagar uma taxa permanência de US$ 200, ou mais de mil reais, por cada dia no país.

É bem verdade que nunca foi fácil visitar o Butão. O país montanhoso, encravado entre China, Índia e Nepal, já era considerado um destino para poucos, já que a entrada de turistas só era permitida através de poucas operadores de viagens locais, sempre a tíquete médio alto (com gasto diário obrigatório de pelo menos US$ 200 por pessoa) e mediante ao pagamento de uma taxa de visitação diária, que durante mais de 30 anos foi de US$ 65.

Jovens monges budistas no Templo do Ninho do Tigre, em Paro, no Butão
suketdedhia/Pixabay/Reprodução
Jovens monges budistas no Templo do Ninho do Tigre, em Paro, no Butão

De acordo com as autoridades nacionais, o aumento da taxa será uma forma de compensar os impacto ambiental causado pelo turismo no país, além de aumentar o investimento no treinamento dos profissionais do turismo.

"Durante a pandemia, a Covid-19 nos permitiu repensar como o setor pode ser melhor estruturado e operado, mantendo as pegadas de carbono baixas”, disse Tandi Dorji, presidente do Conselho de Turismo do Butão e ministro das Relações Exteriores do país, em comunicado. Apesar de sua preocupação ambiental, a medida tem sido vista como uma tentativa de tornar o turismo no país uma atividade ainda mais exclusiva ao mercado de luxo.

Hotel de luxo Gangtey Lodge, exemplo do turismo cinco estrelas no Butão, na Ásia
Divulgação
Hotel de luxo Gangtey Lodge, exemplo do turismo cinco estrelas no Butão, na Ásia

Em contrapartida, a nova regra de visitação acaba com um antigo entrave. A partir de 23 de setembro, turistas poderão organizar seus próprios roteiros e atividades no país, e não mais ficar restritos ao número limitado de opções de pacotes oferecidos por agências e operadores nacionais.

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