Risco no feriado pode estar na mala e cancelar seu embarque
Reprodução / IA
Risco no feriado pode estar na mala e cancelar seu embarque

Quem pretende viajar de avião no feriado de 12 de outubro pode evitar contratempos ainda na hora de arrumar a mala. Armas de brinquedo e réplicas que possam ser confundidas com armas reais não podem seguir na cabine, objetos cortantes como canivetes, tesouras com lâminas longas e ferramentas estão sujeitos a restrições, e carregadores portáteis precisam obrigatoriamente viajar na bagagem de mão. Um item esquecido no lugar errado pode significar descarte no raio-x, revista manual, atraso na fila e, nos casos mais complicados, a perda do voo.

É justamente nessa etapa do embarque que o Grupo Med+ atua por meio do projeto Med+Seg, responsável pela operação de inspeção de passageiros e bagagens em alguns aeroportos. A proposta da companhia é combinar o rigor exigido pela segurança aeroportuária com uma abordagem mais humanizada ao passageiro. “A inspeção precisa ser técnica e criteriosa, mas isso não significa que o atendimento tenha de ser frio. Muitas pessoas chegam ao aeroporto com dúvidas ou sem conhecer todas as regras. Orientar com clareza, explicar o procedimento e conduzir cada situação com respeito também faz parte de uma operação segura”, afirma Bruna Reis, CEO do Grupo Med+.

A atenção ganha ainda mais importância em períodos de maior circulação. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o transporte aéreo brasileiro movimentou 65,2 milhões de passageiros no 1º semestre de 2026, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025 e o melhor resultado para um primeiro semestre da série histórica. Desse total, 50,2 milhões voaram em rotas domésticas e 15 milhões em rotas internacionais. Os aeroportos do Sudeste, que concentram os principais hubs do país em São Paulo e no Rio de Janeiro, receberam cerca de 37 milhões de passageiros entre janeiro e julho, alta de 3,1% sobre o mesmo período do ano anterior. Neste ano, o feriado de 12 de outubro cai em uma segunda-feira, formando um fim de semana prolongado que tende a lotar os terminais já a partir de sexta.

O que muda com as novas regras dos power banks
O item que mais exige atenção neste feriado é o carregador portátil. Em abril de 2026, a Anac atualizou as regras para o transporte de power banks, incorporando as diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). Os aparelhos continuam proibidos na bagagem despachada e devem seguir exclusivamente na bagagem de mão, com limite de dois por passageiro. Modelos de até 100 Wh estão liberados, os que ficam entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização prévia da companhia aérea e os acima de 160 Wh são proibidos, devendo ser descartados antes do embarque. A norma também veta recarregar o power bank a bordo e orienta que ele não seja usado para carregar outros eletrônicos durante o voo. Os terminais precisam estar protegidos contra curto-circuito, isolados ou na embalagem original. Segundo a agência, as medidas buscam reduzir o risco de incêndio na cabine, já que baterias de lítio podem superaquecer.

Líquidos, brinquedos e outros cuidados
Nos voos internacionais, líquidos, géis, pastas e aerossóis levados na bagagem de mão devem estar em frascos de até 100 ml, acomodados em um único saco plástico transparente e fechado, com capacidade total de até um litro por passageiro. Medicamentos e alimentos para bebês são exceções, desde que em quantidade compatível com a viagem, e itens comprados no free shop devem permanecer na embalagem lacrada com o comprovante. Para famílias que viajam com crianças, vale atenção adicional a brinquedos, réplicas e objetos que possam gerar necessidade de inspeção complementar, como pistolas de água, espadas de plástico e kits com peças metálicas. A recomendação é despachar o que puder gerar dúvida e consultar, antes de sair de casa, as regras da Anac e da companhia aérea.

Com o Med+Seg, o Grupo Med+ passou a levar para a segurança aeroportuária um modelo que busca unir tecnologia, treinamento e cuidado no contato com o passageiro. O projeto mobiliza cerca de 200 profissionais em atividades de inspeção de passageiros e bagagens, controle de fluxo e acesso a áreas restritas. “Segurança e humanização não são conceitos opostos. Quanto mais preparado está o profissional para orientar e acolher, melhor ele consegue conduzir situações de dúvida ou tensão sem abrir mão de nenhum protocolo. Esse equilíbrio é essencial, principalmente em dias de grande movimento nos aeroportos”, afirma Bruna.

    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes