
A Copa do Mundo de 2026 já terminou, e muitos apaixonados por futebol já começam a fazer planos para a próxima edição do torneio. Em 2030, o Mundial será realizado em Espanha, Portugal e Marrocos, além de contar com partidas comemorativas na Argentina, Paraguai e Uruguai, em homenagem ao centenário da competição.
Embora quatro anos pareçam um período distante, esse tempo pode ser justamente o diferencial para quem deseja acompanhar a Copa de perto sem precisar se endividar. Com organização financeira e disciplina para guardar dinheiro, é possível transformar um sonho considerado caro em uma meta perfeitamente viável.
A diferença no valor necessário para atingir esse objetivo é significativa. Considerando uma viagem completa de aproximadamente R$ 40 mil para acompanhar os jogos nas sedes principais, quem começar a guardar dinheiro ainda em 2026 precisará economizar cerca de R$ 835 por mês. Se o planejamento for adiado para 2027, esse valor sobe para aproximadamente R$ 1,1 mil mensais. Em 2028, passa para R$ 1,6 mil e, para quem deixar tudo para o último ano antes da Copa, será necessário reservar mais de R$ 3,3 mil por mês para alcançar o mesmo objetivo.
Segundo Miguel Huertas, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Universidade São Judas, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, começar cedo faz toda a diferença. "O maior erro é acreditar que ainda está muito longe. Quem começa a guardar dinheiro agora consegue diluir o custo da viagem, aproveitar o rendimento dos investimentos e chegar mais preparado financeiramente quando a Copa se aproximar", explica.
O professor recomenda que o primeiro passo seja estimar quanto pretende gastar, considerando passagem aérea, hospedagem, alimentação, transporte, ingressos, seguro-viagem e uma reserva para imprevistos.
"Ter uma meta financeira definida facilita o planejamento e evita que a viagem gere endividamento. O ideal é transformar esse objetivo em um valor mensal que caiba no orçamento", comenta.
Uma oportunidade mais acessível na América do Sul
Além das sedes principais, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão um jogo cada em celebração aos 100 anos da primeira Copa do Mundo, realizada em Montevidéu, em 1930.
Para os brasileiros, essa pode ser uma alternativa mais econômica para viver o clima do Mundial. A proximidade reduz os custos com deslocamento e torna mais viável acompanhar partidas da fase inicial do torneio. Hoje, uma viagem para Argentina, Paraguai ou Uruguai pode variar entre R$ 8 mil e R$ 15 mil por pessoa, considerando passagens, hospedagem e alimentação. Com quatro anos de planejamento, isso representa uma economia mensal entre R$ 170 e R$ 315, sem considerar o rendimento de investimentos.
"Viajar para um dos países vizinhos tende a exigir um investimento bem menor do que uma viagem para a Europa. É uma excelente oportunidade para quem quer viver a experiência de uma Copa do Mundo gastando menos e, com planejamento, esse objetivo pode caber no orçamento de muitas famílias", afirma Huertas.
Planejamento faz a diferença para experiência completa
Já para quem deseja acompanhar os jogos nas sedes principais, como Madri, Barcelona, Sevilha, Lisboa, Porto, Braga ou Casablanca, especialistas estimam que uma viagem completa, incluindo passagens, hospedagem, ingressos e demais despesas, possa custar cerca de R$ 40 mil por pessoa.
Dividido ao longo de aproximadamente 48 meses, esse valor representa uma economia de cerca de R$ 835 por mês. Se aplicado em investimentos de renda fixa atrelados ao CDI, o rendimento pode ajudar a ampliar a reserva até a data da viagem.
"Como o objetivo tem prazo definido, aplicações de renda fixa costumam ser uma boa alternativa por oferecerem previsibilidade e segurança. O importante é manter a disciplina e não utilizar essa reserva antes da viagem", orienta.
Adiar o planejamento, porém, aumenta significativamente o esforço necessário para atingir o mesmo objetivo financeiro. Quanto mais perto da Copa, maior será o valor que precisará ser reservado todos os meses, reduzindo a margem para imprevistos e tornando a meta mais difícil de alcançar.
"Quando dividimos um objetivo grande em pequenas metas mensais, ele deixa de parecer impossível. O tempo é um dos principais aliados da educação financeira e pode tornar a realização desse sonho muito mais leve", conclui o economista.