Companhia aérea é processada por vender
Reprodução / IA
Companhia aérea é processada por vender "assentos de janela" que não têm janela

Pagar mais caro por um assento na janela e descobrir, já durante o voo, que ao seu lado existe apenas a parede da aeronave. Foi exatamente essa situação que levou passageiros a entrarem com uma ação coletiva contra a United Airlines nos Estados Unidos.

A companhia tentou encerrar o processo logo no início, mas um juiz federal rejeitou o pedido e determinou que a ação seguirá na Justiça. Agora, caberá ao tribunal analisar se a empresa induziu os consumidores ao erro ao comercializar determinados lugares como "assentos de janela", mesmo quando não há qualquer janela ao lado do passageiro.

Segundo o processo, alguns clientes desembolsaram valores extras, ou utilizaram pontos do programa de fidelidade, para garantir esse tipo de assento. No entanto, ao embarcarem, encontraram apenas a fuselagem da aeronave, sem qualquer visão para o exterior. Uma das passageiras afirma, inclusive, que sofre de claustrofobia e escolheu a janela justamente para diminuir a ansiedade durante o voo.

Na defesa, a United Airlines argumenta que um "assento de janela" é apenas aquele localizado junto à lateral do avião, independentemente da existência de uma janela naquele ponto. A empresa também afirma que essa classificação faz parte do sistema utilizado para organizar o embarque dos passageiros.

O juiz, porém, entendeu que essa explicação não encerra a discussão. Para a Justiça, existe a possibilidade de que os consumidores tenham criado uma expectativa legítima de realmente viajar ao lado de uma janela, especialmente quando pagam um valor adicional por esse benefício.

O problema acontece porque, em alguns modelos de aeronaves, o posicionamento das fileiras não coincide exatamente com o das janelas. Com isso, alguns assentos ficam ao lado de uma parte sólida da fuselagem, sem qualquer abertura para o exterior.

O caso chama atenção para um detalhe que muitos passageiros desconhecem e reforça a importância de pesquisar a configuração da aeronave antes de escolher um assento, principalmente quando a companhia cobra um valor extra por essa seleção. A decisão final da Justiça poderá influenciar a forma como as empresas aéreas divulgam e comercializam esses lugares no futuro.

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