Marrocos: roteiro pelo país que enfrenta o Brasil na Copa
Reproducao / Vitor Vianna
Marrocos: roteiro pelo país que enfrenta o Brasil na Copa

O Marrocos é um daqueles destinos que surpreendem logo na chegada. Localizado no norte da África e banhado pelo Oceano Atlântico e pelo Mar Mediterrâneo, o país reúne influências árabes, berberes e europeias em uma combinação única de cultura, arquitetura e gastronomia. Durante o século XX, grande parte do território esteve sob protetorado francês e espanhol, herança que ainda pode ser percebida na língua, na culinária e em diversos edifícios históricos.

Apesar da proximidade com a Europa, o Marrocos oferece uma experiência completamente diferente, com mercados tradicionais, palácios, desertos, montanhas e cidades que parecem ter parado no tempo.

Roteiro sugerido
Para uma primeira viagem, recomendo reservar entre 10 e 12 dias. A melhor logística é chegar por Casablanca, seguir para Rabat, depois visitar Chefchaouen, continuar para Fez, fazer uma experiência no Deserto do Saara e terminar em Marrakesh antes de retornar ao Brasil. Esse circuito permite conhecer algumas das principais atrações do país sem deslocamentos excessivos.

As cidades que você não pode deixar de conhecer
Casablanca costuma ser a principal porta de entrada para quem chega de avião. Moderna e cosmopolita, abriga a impressionante Mesquita Hassan II, construída parcialmente sobre o mar e considerada uma das maiores do mundo.

Rabat, a capital do país, mistura monumentos históricos, jardins bem cuidados e uma atmosfera mais tranquila do que outras grandes cidades marroquinas.

Chefchaouen é provavelmente a cidade mais fotogênica do Marrocos. Suas ruas estreitas e construções pintadas em diferentes tons de azul atraem turistas do mundo inteiro e rendem imagens espetaculares.

Fez preserva uma das medinas medievais mais antigas do planeta. Caminhar por suas vielas é como voltar no tempo, entre curtumes tradicionais, mercados e oficinas artesanais.

Marrakesh é o coração turístico do país. A Praça Jemaa el-Fna ganha vida ao anoitecer com músicos, artistas de rua e barracas de comida, enquanto os souks oferecem uma enorme variedade de especiarias, tapetes, cerâmicas e artesanato.

Já o Deserto do Saara proporciona uma das experiências mais marcantes da viagem, com passeios de camelo, hospedagem em acampamentos e a oportunidade de contemplar um céu estrelado praticamente sem poluição luminosa.

Quanto custa viajar?
Em períodos promocionais, é possível encontrar passagens saindo do Brasil a partir de aproximadamente R$ 5 mil, embora valores entre R$ 6 mil e R$ 8 mil sejam mais comuns.

A hospedagem apresenta excelente custo-benefício, com hotéis confortáveis e riads tradicionais custando, em média, entre R$ 350 e R$ 700 por diária para o casal.

As refeições também costumam ser acessíveis, variando entre R$ 50 e R$ 150 por pessoa em restaurantes turísticos.

Como chegar saindo do Brasil
Não existem voos diretos entre o Brasil e o Marrocos. Uma das opções mais interessantes é embarcar em Guarulhos com a TAP e fazer conexão em Lisboa rumo a Casablanca ou Marrakesh.

Na minha opinião, essa é uma excelente estratégia de viagem: aproveite o programa de stopover da companhia, passe alguns dias conhecendo Portugal e depois siga para o Marrocos. Assim, você visita dois países pagando praticamente uma única passagem internacional. Também há boas opções de conexão por cidades como Madri, Paris e Istambul.

Documentação necessária
Brasileiros não precisam de visto para turismo no Marrocos em viagens de até 90 dias. Basta apresentar um passaporte válido durante todo o período da estadia.

Moeda local
A moeda oficial é o dirham marroquino. Cartões internacionais são aceitos em muitos hotéis, restaurantes e estabelecimentos turísticos, mas ainda é recomendável portar dinheiro em espécie para pequenas compras e mercados tradicionais.

Melhor época para visitar
Os meses de março a maio e de setembro a novembro costumam oferecer temperaturas mais agradáveis para explorar o país. No verão, especialmente nas regiões próximas ao Saara, o calor pode ser bastante intenso.

Gastronomia
Entre as especialidades locais estão o tradicional tagine, preparado lentamente em panelas de barro, o cuscuz marroquino servido com legumes e carnes, além dos famosos chás de hortelã, considerados um símbolo da hospitalidade do país.

Dica do Vitor
O Marrocos é um destino fascinante, mas possui costumes culturais bastante diferentes dos brasileiros. Para quem não tem experiência com o país, considero uma ótima escolha fazer um roteiro organizado ou viajar com uma agência especializada, principalmente se a ideia for combinar várias cidades e o Deserto do Saara na mesma viagem.

Para mulheres viajando sozinhas, vale redobrar a atenção e pesquisar previamente os costumes locais, já que algumas regiões conservam tradições mais rígidas em relação ao comportamento e à vestimenta.

    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes