Tailândia reduz permanência sem visto para turistas e mudança pode afetar viagens mais longas
Reprodução / IA
Tailândia reduz permanência sem visto para turistas e mudança pode afetar viagens mais longas

A Tailândia, um dos destinos mais desejados do mundo entre turistas internacionais, anunciou que pretende reduzir novamente o período de permanência sem visto para visitantes estrangeiros. A mudança prevê voltar dos atuais 60 dias para 30 dias de permanência.

E tem um detalhe importante para quem está lendo isso do Brasil: s im, o Brasil está dentro do grupo de países que atualmente podem entrar na Tailândia sem visto e permanecer por até 60 dias. Ou seja, se a medida entrar oficialmente em vigor, brasileiros também deverão voltar ao limite de 30 dias.

A notícia chamou atenção porque foi a própria Tailândia que, recentemente, havia ampliado esse prazo como forma de incentivar o turismo e acelerar a recuperação do setor após a pandemia. A ideia era tornar o destino mais competitivo e estimular visitantes a permanecerem mais tempo no país.

Só que, segundo autoridades locais, o aumento do prazo acabou trazendo outro efeito: cresceu o número de pessoas utilizando a entrada como turista para permanecer períodos maiores no país, incluindo casos de trabalho remoto e estadias que, na visão do governo, deveriam utilizar outros tipos de autorização.

Na prática, para grande parte dos brasileiros, talvez pouca coisa mude. A maioria das viagens para a Tailândia costuma durar entre 10 e 20 dias, passando por Bangkok, ilhas como Phuket, Krabi ou regiões como Chiang Mai.

Mas quem sonhava em fazer uma viagem mais longa pela Ásia, combinar Tailândia com Vietnã, Camboja, Singapura ou passar um mês e meio ou dois meses explorando o país, pode precisar rever o planejamento e verificar regras migratórias antes de embarcar.

A decisão também acompanha um movimento que está aparecendo em vários destinos do mundo: menos preocupação em receber o maior número possível de turistas e mais interesse em controlar o perfil dos visitantes e o impacto do turismo no dia a dia do país.

Por enquanto, a mudança ainda depende dos trâmites oficiais para entrar efetivamente em vigor.

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