Um novo país na Europa
Reprodução / IA
Um novo país na Europa

Uma proposta inusitada pode redesenhar o mapa político da Europa nos próximos anos. O governo da Albânia estuda a criação de um microestado soberano dentro da própria capital, Tirana, ligado à Ordem Bektashi, uma vertente do islamismo conhecida por sua abordagem mais moderada e liberal.

A ideia foi apresentada pelo primeiro-ministro Edi Rama e prevê a criação do chamado “Estado Soberano da Ordem Bektashi”, um território com cerca de 0,1 km², o que o tornaria menor até mesmo que o Vaticano, atualmente o menor país do mundo.

O novo microestado seria instalado no local onde hoje funciona o centro mundial da Ordem Bektashi, uma confraria islâmica de origem sufi fundada no século XIII e que tem sede na Albânia desde 1929.


Um “Vaticano islâmico”
A proposta é criar uma espécie de “Vaticano islâmico”, com autonomia administrativa, emissão de passaportes e gestão própria, mas com foco essencialmente espiritual.

Diferente de países tradicionais, o novo estado não teria exército, polícia ou sistema tributário próprio, funcionando mais como um centro religioso independente do que como uma nação convencional.

Segundo o governo albanês, o objetivo é reforçar a imagem do país como um exemplo global de tolerância religiosa e convivência pacífica entre diferentes crenças.

A Ordem Bektashi, que representa cerca de 10% da população do país, é conhecida justamente por práticas mais flexíveis dentro do islamismo, como maior igualdade entre homens e mulheres e uma abordagem menos rígida em relação a costumes.


Ainda é só um projeto
Apesar da repercussão mundial, o microestado ainda não existe oficialmente. A criação depende de aprovação do parlamento da Albânia e possivelmente de mudanças constitucionais, além de reconhecimento internacional, etapas que podem levar anos ou até impedir que o projeto saia do papel.

Além disso, a proposta já gera debates dentro do próprio país, com críticas de especialistas e líderes religiosos que questionam tanto a viabilidade quanto os impactos políticos dessa iniciativa.


O que está em jogo
Se for aprovado, o novo território poderá se tornar o menor país do mundo, superando o Vaticano em tamanho e criando um modelo inédito de microestado religioso dentro da Europa moderna.

Mas, por enquanto, trata-se de uma ideia em desenvolvimento (que mistura política, religião e estratégia internacional) e que ainda está longe de se concretizar.

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