Accor adota política especial de cancelamento para Oriente Médio
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Accor adota política especial de cancelamento para Oriente Médio

A rede Accor anunciou uma política especial de cancelamento e remarcação para hóspedes afetados pelas recentes interrupções no Oriente Médio. A medida vem na esteira da paralisação de voos e do fechamento temporário do espaço aéreo em diversos países da região.

Segundo comunicado oficial, hóspedes com reservas em hotéis localizados na Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Omã, Iraque, Jordânia, Líbano, Irã e Israel poderão cancelar inclusive tarifas originalmente não reembolsáveis e receber o valor de volta, ou remarcar a estadia sem multa para uma data futura no mesmo hotel, mediante disponibilidade.

A flexibilização vale para reservas feitas até 28 de fevereiro, com chegada prevista até 7 de março, e também contempla hóspedes residentes ou que estejam transitando pela região afetada, desde que comprovem impacto direto por fechamento de aeroportos ou restrições de viagem.

Mas aqui é importante deixar algo muito claro: essa política é voltada para áreas diretamente impactadas pela crise. Ou seja, não se trata de uma flexibilização automática para qualquer viagem internacional que tenha apenas uma conexão no Oriente Médio. Um exemplo: passageiros que viajariam para o Japão, mas fariam apenas uma conexão no Catar, não estão automaticamente cobertos para cancelar ou remarcar hotéis em outros destinos fora da região, caso não haja impacto direto na hospedagem ou no país de destino. A política não se aplica de forma indireta apenas por causa da rota aérea.

A Accor também informou que reservas de grupos, eventos e reuniões serão analisadas caso a caso, demonstrando que o impacto da crise já ultrapassa o setor aéreo e alcança toda a cadeia do turismo.

Os pedidos de cancelamento ou alteração devem ser feitos antes da data original de chegada. Quem reservou diretamente com a rede deve entrar em contato com o atendimento da Accor. Já reservas feitas por agências ou plataformas online devem ser tratadas diretamente com o intermediário.

O movimento reforça como a situação na região está gerando efeitos em cadeia: primeiro nas companhias aéreas, agora também nas redes hoteleiras. E, como sempre, o impacto atinge quem tem viagem marcada para as áreas realmente afetadas, não necessariamente quem apenas passa por ali em conexão.

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