Ainda existem companhias aéreas que incluem mala despachada na tarifa (sim!)
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Ainda existem companhias aéreas que incluem mala despachada na tarifa (sim!)

Nos últimos anos, voar ficou mais “barato” só na aparência. Você entra num site de passagem aérea, vê um valor que parece ótimo e pensa: “Agora vai!”. Mas quando avança algumas etapas, percebe que o preço que você viu era apenas o começo da conta. Marcação de assento, bagagem de mão maior, escolha de lugar, alimentação, prioridade de embarque e, claro, bagagem despachada… tudo virou extra.

E é aí que muita gente se sente enganada: porque, na prática, várias companhias criaram uma lógica em que o passageiro compra o bilhete e depois é forçado a pagar o básico separadamente. Não porque ele quer luxo, mas porque viajar sem mala despachada, dependendo do destino, muitas vezes é impossível... principalmente em viagens longas.

Só que pouca gente sabe: a inda existem companhias aéreas que incluem mala despachada na tarifa, sem esse jogo de “tarifa pelada” que te obriga a pagar tudo à parte.

Quando a mala ainda faz parte do básico
Companhias como a Emirates e a Qatar Airways ainda trabalham com uma lógica mais tradicional. Em outras palavras: o passageiro compra a passagem e já sabe que vai embarcar com direito a mala despachada, e, em muitos casos, com direito até a duas malas de 23 kg dependendo da rota e do tipo de bilhete.

Na Emirates, por exemplo, a própria companhia informa que na Econômica pode haver 1 peça de até 23 kg em tarifas mais básicas e 2 peças de até 23 kg cada em tarifas superiores, variando conforme o tipo de passagem e o trecho.

na Qatar Airways, o tema fica ainda mais interessante porque, em voos com o chamado “piece concept”(muito comum para rotas envolvendo África e Américas), a franquia pode chegar a 2 malas de 23 kg em algumas categorias de tarifa.

Ou seja: enquanto várias empresas te vendem um bilhete praticamente sem nada, outras ainda mantêm o padrão que durante décadas foi considerado “normal”: viajar com pelo menos uma mala despachada incluída.

E tem mais companhias com franquia generosa
Além das famosas do Oriente Médio, outras companhias ainda praticam franquias que chamam atenção.

A Singapore Airlines, por exemplo, também trabalha com franquia baseada em “peças” em muitos trechos e pode permitir 2 malas de até 23 kg na classe econômica, conforme o sistema aplicado à rota.

Outra companhia bem relevante nesse cenário é a Cathay Pacific, que mostra com clareza a proposta: até mesmo a tarifa econômica mais simples (Light) pode incluir 1 mala de 23 kg, e as tarifas superiores incluem 2 malas de 23 kg cada.

Por que isso importa (muito)?
Porque a bagagem despachada não é “mimo”. Para muita gente, é necessidade. Quem vai fazer uma viagem de 10, 15 ou 20 dias, quem viaja no inverno para lugares com roupas pesadas, quem leva itens de trabalho, quem viaja com criança… essas pessoas dificilmente conseguem viajar com pouca coisa.

E quando a companhia transforma mala em extra, o passageiro cai num modelo em que a passagem é anunciada barata, mas você compra acreditando naquele valor, e, quando soma mala e assento, o bilhete vira outro preço!  E aí fica a pergunta: o bilhete ficou mais barato ou só ficou mais confuso?

O “segredo” está no tipo de rota
Um detalhe importante é que muitas vezes as companhias operam com dois padrões diferentes dependendo do destino: Por peso (weight concept), em que você tem direito a uma quantidade total de quilos, ou por peça (piece concept), em que você tem direito a 1 ou 2 malas com limite de peso cada (geralmente 23 kg). Quando aparece “2×23kg”, quase sempre estamos falando do padrão por peças, e isso varia por rota.

Resumo: ainda existe esperança (e vale ficar ligado)
Se você quer evitar surpresas e não cair naquele “pegadinha do barato”, a dica é simples: olhe sempre o que está incluso antes de comprar. Porque às vezes aquela passagem um pouco mais cara, mas com bagagem incluída, acaba sendo mais barata no total, e ainda te dá uma viagem muito mais tranquila.

E sim: ainda existem companhias que tratam mala como parte da viagem. A pergunta é: por que algumas conseguem manter isso e outras juram que é impossível?

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