As construções de arquitetura colonial muito bem preservadas, as ruas de pedras feitas com o suor dos escravos, a iluminação sutil e indireta que nos remete às antigas lamparinas fazem-nos voltar no tempo e experimentar diferentes emoções. Paraty possui uma energia própria e é impossível passear por suas ruas sem se sentir tocado de alguma maneira. A cidade exala cultura por todos os poros.
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Apresentações cênicas no centro histórico de Paraty.
Em cada esquina do centro histórico de Paraty, você encontra artistas se expressando por meio de música, pintura, mímica, dança, entre outras vertentes.
Sua riquíssima gastronomia integra influências europeias, além das culinárias indígena, quilombola e caiçara. Vários restaurantes proporcionam um ambiente romântico e acolhedor, e é difícil escolher um em meio a tão boas opções. O mesmo acontece com a hospedagem: você pode ficar nos tradicionais hotéis instalados em construções centenárias ou procurar boas pousadas fora do centro histórico.
Se o intuito de sua viagem for namorar, aqui é o lugar. Bons passeios, boa hospedagem e alimentação e um clima romântico como poucas cidades conseguem transmitir. Agora, se você vai passear com a família, Paraty também é excelente. Desfrutar da companhia dos filhos numa cidade que ensina história e transmite cultura por todos os lados é enriquecedor.
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Centro Histórico
Estátua viva do escravo - O artista Anderson conta a história dos imigrantes afrodescendentes em Paraty.
No centro histórico, o visitante pode passear sem rumo, contemplando cada detalhe do Brasil colonial. As igrejas são muito bem conservadas e você vai deparar com a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, construída à beira do rio, e também o museu de arte sacra, na Igreja de Santa Rita. Os ateliês de arte, assim como os museus e as casas de cultura, estão espalhados pelo centro e ajudam a enriquecer ainda mais a visita.
A presença de um guia não é necessária, mas transforma para melhor o passeio e traz centenas de informações que podem passar despercebidas sem o seu auxílio. Datas, detalhes, como um dos primeiros cemitérios construídos no país, o mercado negreiro, o quartel-general, o ponto de encontro dos escravos, o forte, o cais...
Os passeios de escuna pelas ilhas da região são um dos maiores atrativos da cidade. Você encontra várias opções e, em sua grande maioria, duram praticamente o dia todo. Por isso, as operadoras se encarregam de sua alimentação a bordo e dos pontos de paradas em praias paradisíacas onde é possível mergulhar, nadar e aproveitar o cenário.
Dicas de passeios para aproveitar ainda mais
1- Parque Temático Estrada Real
O espaço é repleto de réplicas em miniatura de vilas e igrejas da época do Ciclo do Ouro. Com muitos detalhes em cada construção, você é convidado a viajar até a época do Brasil colonial e, com as explicações do guia local, conhecer mais sobre a história e a arquitetura do Caminho do Ouro. Uma passeio muito agradável para todas as idades.
2 - Trindade
Seguindo pela Rio-Santos em direção a Ubatuba e a apenas 8 km de distância de Paraty, você vai visitar as praias da Vila de Trindade. Reduto de pescadores, na década de 1980 era um destino certo para hippies e aventureiros: a estrada era de terra e, quando chovia, não se sabia quanto tempo levaria para se conseguir voltar. Hoje continua muito procurada por turistas brasileiros e do exterior. A areia branca da praia e o mar de águas verdes e cristalinas dão o tom do paraíso. A culinária é local e baseada na cultura caiçara; a hospedagem é bem acessível e sem muito luxo.
3 - Quilombos de Paraty
A visita às comunidades quilombolas de Paraty é outro passeio muito proveitoso e obrigatório. Você vai conhecer a história dos filhos de escravos que ali viveram, sua cultura, costumes, culinária, roça e artesanato. Na casa da farinha é demonstrado o método centenário de beneficiamento do trigo, e no restaurante você pode experimentar a tradicional feijoada, além de pratos típicos, como o peixe à moda quilombola, com palmito na manteiga, farofa de banana-da-terra com camarão e arroz branco. Vale a visita.
4 – Aldeia de Paraty-Mirim
A reserva indígena fica a poucos quilômetros do centro e abriga perto de 40 famílias. A aldeia recebe visitantes, mas é preciso agendar e combinar passeio e roteiro. No passeio guiado, que dura em torno de duas horas, são mostrados cultivos de feijão, milho, mandioca, batata-doce, cana e verduras, além de apresentações musicais e folclóricas e peças de artesanato cuja venda auxilia a subsistência.
No final da viagem você vai ter a impressão que deixou muita coisa por conhecer... O que é muito bom. Paraty nos dá sempre motivos para voltar. Para saber mais dicas de turismo e de trilhas pelo nosso continente, acompanhe a coluna de Márcio Masulino aqui no iG Turismo .